NO DISC, NO FILMS

O segmento deste blog não é discos e filmes para baixar, embora eu farei comentários sobre discos e filmes que eu gosto e outros que eu não gosto mas acabei assistindo e extraindo algo de legal. Minha opinião pode não interessar para ninguém, mas... pensando bem, tem tanta gente por aí opina e escreve... sou apenas mais um. Apenas um aviso, meus comentários as vezes são corrosivos. Dizem na minha família que eu já nasci rabugento.
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terça-feira, 26 de novembro de 2019

Meu Top 10 Discos (parte 2)



TOP 10 – 2ª parte

Continuando com a minha lista de discos de cabeceira, esse segundo Top 10  já tem uma particularidade de ser um top 12. Não segue uma ordem cronológica de como os conheci, mas são discos que ouvi muitas e muitas vezes e contribuíram demais pra minha formação musical.

1º. Elton John – Caribou (1974)
Conheci esse disco por volta de 1995 ou 1996 quando um amigo levou com mais alguns discos para tocar na quermesse da igreja (sim, eu era quem ficava no som pilotando um Gradiente Garrard) e colocando desde Beatles, Legião Urbana e de tudo um pouco. Me apareceu esse do Elton John onde na época eu ouvia muito a música Pinky, embora o grande sucesso desse disco tenha sigo Don´t Let Me Sunshine Go Down On Me.

2º. Johnny Mathis – Mathis Magic (1979)
Enquanto papai era vivo não me liguei nesse som, no que esse disco representaria pra mim. Trata-se do disco mais Disco Music do Johnny. Uma sonoridade ímpar tem esse disco e não sosseguei enquanto não o consegui em mp3 pra colocar no celular. Ano passado consegui uma cópia zerada desse disco em vinil. É um dos que eu mais gosto do Johnny.

3º. Raul Seixas – Abre-te Sésamo (1980)
Eu fui conhecer esse disco sabe-se lá em que época, mas foi muito depois do seu lançamento. Algo que me impressionou além das letras foi o instrumental desse disco. Raul gravou com uma banda de primeira, as linhas de baixo em todas as músicas eu tomo como lições que levo pra minha vida inteira musical. Sempre quando toco na igreja ou precisamos discutir arranjos, sempre me vem uma ou outra linha de baixo desse disco na mente. Em tempo: A música “Aluga-se” continua atual até os dias de hoje. Raul é gênio.

4º. Michael Jackson – Thriller (1982)
O disco mais vendido de todos os tempos. Um disco minuciosamente elaborado e que até hoje é vendido no mundo todo. Um disco que me marcou bastante e que ouvi muito na minha pré-adolescência e ouço até os dias de hoje. Sonho de consumo é ter esse disco na prensagem americana capa dupla. Os clipes da Thriller, Billie Jean e Beat It, juntamente com esse disco colocaram Michael num patamar que nenhuma reportagem sensacionalista consegue tirá-lo.

5º.  Beatles For Sale (1964)
Depois do Please Please Me, With The Beatles e da trilha sonora de A Hard Day´s Night, os Beatles surgem com esse For Sale. Por mais que digam que no disco “Rubber Soul” que a banda começava a mudar o seu som e experimentalismo, o disco que marca o começo da mudança pra mim é o For Sale. Esse disco foi um dos primeiros que comprei dos Beatles com meu primeiro salário, por mais que eu não soubesse o que exatamente viria nesse disco comprei primeiramente por causa da capa, e há mais de 30 anos é um dos discos que eu mais escuto da banda. Dos discos prensados aqui, esse é da prensagem de 1988. A melhor que saiu em vinil por aqui.


6º. The Beatles (1968)
Conhecido como White Album ou Álbum Branco, esse disco duplo foi descrito por Lennon como “...Paul e a banda, John e a banda, George e a banda e Ringo e a banda.” Um disco duplo que vinha um pôster, no verso do pôster as letras e quatro fotos, cada uma de um integrante. Período tenso na carreira dos Beatles onde a morte do seu empresário Brian Epstein tinha abalado profundamente os Beatles. O primeiro disco dos Beatles por sua própria gravadora a Apple, embora as canções tenham sido gravadas em Abbey Road. Os Beatles tinham recém montado a Apple onde teriam maior controle dos seus discos “a ideia foi boa, mas em pouco tempo virou a festa do caqui” e dar força a novos artistas. Muitos sucessos da banda estão nesse disco.

7º. Tim Maia Racional (1975)
Tim Maia tinha entrado para a Cultura Racional e compôs as letras desse disco baseado no livro Universo Em Desencanto. Quando apresentou o disco para a Philips, a gravadora orientou que refizesse o disco alegando que ele seria um fracasso de vendas. Tim acabou fundando a gravadora Seroma e foi vender o disco debaixo do braço e hoje é um dos mais raros trabalhos do Tim, também o vol 2 desse disco é um pouco mais raro ainda.

8º. Elvis Presley – That´s The Way It Is (1970)
Nos anos 90 eu recém tinha descoberto o filme de mesmo nome. Quando vi esse disco pensei que se tratasse da trilha sonora desse filme. Por mais que todo mundo entenda isso, eu nunca vou ver esse disco como trilha sonora do filme. Talvez não tenham incluído Polk Salad Annie em virtude dela já ter saído no On Stage em fevereiro de 1970. O disco mescla sim as músicas do filme, algumas músicas do filme, porém gravadas em estúdio e algumas que saíram como single. Um disco excelente, mas não ver a Polk Salad Annie descrita na contra capa devo ter exclamado um sonoro “O quê? Mas como?”

9º. Roberto Carlos (1981)
Esse disco fez parte da minha infância. Eu tinha sete anos quando esse disco foi lançado. O disco da melhor versão da música “Emoções”, Roberto nunca mais conseguiu com essa música o som que conseguiu nesse disco. Gosto de todas as canções desse disco. Ouço sem pular nenhuma faixa. Um disco tão bem equalizado que pra mim é  referência de gravação, equalização e sonoridade.

10º. Carpenters – Close To You  (1970)
Eis que uma madrugada eu vejo o filme com a história da Karen Carpenter na TV. Impossível não se apaixonar pela dupla. Alguns anos mais tarde tenho contato com algumas músicas da dupla em uma fita k7 de uma amiga. Com a internet fui conhecendo os discos e esse foi um dos primeiros que conheci. Esse disco traz sucessos e toda a musicalidade da dupla com uma sonoridade perfeita. Gosto demais desse disco.

11º. KISS (1974)
The first album of the hottest band of the world.  Conheci o KISS com o Creatures Of The Night, mas esse primeiro disco me tirou muitas noites de sono até achar pra comprar. Parecia praga, em lojas, ou sites ou até grupos de vendas nas redes sociais, aparecia tudo quanto era disco do KISS menos esse. Fui achar a primeira prensagem nacional em uma loja aqui em São Paulo. O velho comentário: voltei falido mas feliz!!!

12º. Big Brother And Holding Company – Cheap Thrills (1968)
Por mais que seja um disco da Big Brother, para mim sempre vai ser o primeiro disco de estúdio da Janis. O úlitmo disco de estúdio dela como vocalista principal da banda. Da mesma forma que Janis ficou grande demais para Port Arthur no Texas, ficou grande demais para o Big Brother. Nesse disco há os clássicos Summertime, I Need Man To Love, Piece Of My Heart e Ball And Chain.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Meu Top 10 discos



Muito antes de aprender a tocar violão, por volta de 1989, algo que sempre me chamou atenção e sempre teve um significado muito especial foi o disco de vinil. Muito mais que fita k7, que ainda era possível montar sua coletânea preferida, a chamada playlist, hoje em dia. Com o disco de vinil eu decorava muito mais a sequência das músicas do que com o CD. Sem contar a capa, encarte (quando vinha) e todo o manuseio, lendo as informações do selo, os selos icônicos como o da CBS dos anos 80, da maçã (Apple) dos Beatles, ou o Nipper com o gramofone da RCA. No caso específico da CBS, o desânimo total quando a partir de 1991 veio aquele selo vermelho, tentando imitar o selo americano da Columbia, mas que ficou feinho demais aqui em terras brasileiras.
Hoje resolvi escrever sobre os discos que mais me marcaram em todos os tempos, discos que ouvi e que conheço cada segundo de cada música. Discos que formaram meu gosto musical. Essa ideia surgiu ainda quando eu usava uma rede social e foi proposto pelos amigos eleger o seu top 10 de discos. Como não consegui resumir em dez discos, acabei fazendo um segundo top 10, que aumentou para top 12, o que fugiu um pouco da regra mas, não dava pra deixar de fora. Talvez suba para top 13 a segunda parte. Mas hoje falarei pelo menos da primeira parte do meu Top 10 de discos. Seriam meus discos de cabeceira.
1º. The Beatles 1967/1970
Coletânea dupla que muitos fãs chamam de disco azul. O importado americano e acho que japonês tem em vinil azul que é a coisa mais linda. Esse foi meu primeiro disco dos Beatles. O disco traz boa parte do que foi lançado de 1967 até 1970, portanto, a segunda parte da carreira da banda. Então posso dizer que conheci primeiro a segunda fase da banda. Fui conhecer a primeira fase quando entrava na aborrescência. Esse disco tem uma história curiosa. Tínhamos esse disco em casa e um dia minha tia (irmã do meu pai) falou algo como: Ah, você tem esse dos Beatles, me empresta. Numa primeira oportunidade que fui a casa dela peguei o disco de volta. Não, eu não ouvia o disco direto, mas comecei a ouvir mais na curiosidade de conhecer aquele disco que me chamou atenção pela capa. Mesmo que ainda eu não soubesse quem era John, Paul, George e Ringo, muito menos identificá-los na capa, pois eu tinha algo em torno de 6 ou 7 anos. O disco traz mais singles, as músicas de compacto e traz também algumas que estão espalhadas em alguns discos. Mas depois ao conhecer tudo a partir do Please Please Me, aí a coisa ficou séria.

2º. Roberto Carlos 1978
Esse também tem uma história curiosa, pelo menos pra mim. Meu pai aparece com esse disco, eu já devia ter visto o RC na TV e embrulhando esse disco para presente dizendo que eu tinha que dar esse disco na noite de natal para meu (amigo secreto – costume cafona na minha família) para meu tio (irmão dele). Deve ter me batido um pensamento do tipo: Ah, talvez ele não queira e eu fico com o disco pra mim. Estamos falando de 1978 quando eu tinha 4 anos. Não me lembro se tinha ouvido o disco até então, ou se já tínhamos um compacto desse disco e o (disco grande como eu chamava o LP) tenha me chamado atenção. Tudo isso e um pouco mais fez com que esse disco fosse um dos que mais curto do RC e por ter um valor sentimental. Embora eu não tivesse idade para entender algumas letras como A Primeira Vez, ou Mais Uma vez, Tente Esquecer, Fé, Vivendo Por Viver...

3º. Elvis Presley – Elvis Today de 1975
Outro disco curioso também porque nele não estão os sucessos como Blue Suede Shoes (que talvez seja minha preferida dele até hoje), nem Don´t Be Cruel, Heartbreak Hotel, Burning Love, Kiss Me Quick, nem My Way ou Sylvia. O disco foi gravado em 1975, como diz o Renan “depois disso só em Graceland...”,  é um disco com bastante elementos country, todas as músicas tem potencial para serem grandes sucessos. Do disco eu destaco todas, pois não pulo uma faixa. Esse é um dos discos do Elvis por qual eu tenho um carinho mais que especial. A jumpsuit que ele usa na capa é algo que passei a vida inteira vendo em todos os seus detalhes. Uma história curiosa foi que na Elvis Experience (maior exposição sobre Elvis que já se viu no Brasil) com itens vindos diretamente de Graceland, eis que veio essa roupa dessa capa. Poder tirar foto de todos os detalhes dessa jumpsuit, posar para foto do lado dessa roupa, pra mim representa mais do que ter ganho sozinho na mega sena.

4º. Roberto Carlos 1969.
Outro disco que fez parte da minha infância, aqui tem um Roberto mais (roqueiro) do que no disco de 1978. Anos mais tarde fui entender que o (roqueiro) era na verdade um disco bem puxado para a soul music. O que o RC conseguiu com esse disco, foi uma fórmula começada bem timidamente em algumas faixas do disco de 1966, por mais que teimem que foi no disco Inimitável de 1968. Esse é outro disco o qual eu ouço também sem pular uma faixa. Alguns anos depois consegui comprar o CD, mas não é a mesma coisa. Quando você gosta muito de um disco que conheceu no vinil, ao conseguir o CD é a mesma sensação que levar uma baita gostosa pro motel, deixar ela peladinha na cama e bater punheta. Tem graça nenhuma. Fiquei com a cópia que tinha na infância, toda riscada, capa rasgada até que muitos anos mais tarde consegui a primeira prensagem em stereo. Anos depois fui saber que tinha um pôster na versão mono... o pôster ainda eu não tenho, mas ter esse disco inteiro já é uma grande coisa pra mim.

5º. KISS  - Creatures Of The Night 1982
Eis que esse fã de Roberto Carlos, Beatles e Elvis, aos oito anos vê uns caras mascarados na TV. Pedi para meu pai comprar esse disco sem ter a mínima ideia de que som a banda levava. Era diferente de tudo que eu tinha ouvido até o momento. Ou, talvez tenha visto o clipe de I Love It Loud, veiculado sempre no Som Pop. Por causa desse disco acabei virando fã do KISS e através do irmão de meu amigo vizinho de infância que também tinha outros discos do KISS acabei conhecendo um disco ou outro, até começar a trabalhar e comprar meus discos. KISS é algo como Elvis e Beatles, quando aparece algum disco nos mercados livres da vida tá o olho da cara.

6º. Led Zeppelin IV
Lembro que conheci esse álbum numa fita k7 original que meu pai deve ter trazido pra casa e era pra venda ou qualquer coisa assim. Conhecer Led com esse álbum foi algo inesquecível. As pedradas Black Dog, a contagiante Rock n Roll, a perfeita junção entre o acústico e o metal pesado Stairway To Heaven, Misty Moutain Hop com a bateria trovejante do John Bonham, me fez correr anos depois atrás dos outros discos da banda. E sim, também virou uma banda do coração.

7º. Deep Purple – Machine Head
Nem é preciso dizer que depois que conheci o KISS, conhecer coisas mais pesadas como Zeppelin e Purple foram consequência. O Purple não me lembro muito bem se já tinha ouvido a Smoke On The Water inteira ou só conhecia o riff, mas acabei gostando do disco todo. Ao saber das circunstancias em que o disco foi gravado no hotel, as historias da banda do Blackmore e o Gillan sempre em pé de guerra, as fotos da parte interna do disco nas sessões de gravação, e conhecer o Purple com esse disco ou com o clipe da Perfect Strangers (anos mais tarde) mas com a mesma formação, é algo inesquecível. Purple se tornou a banda do coração também. Com essa formação apenas.

8º. Beatles – Abbey Road
Por mais que o Let it Be seja o último disco lançado, esse é o último disco gravado pelos Beatles. Foi um dos discos que comprei com meu primeiro salário e um dos discos que tenho o maior carinho. Que aliás completa 50 anos agora em 2019. A capa, se a gente analisar, é uma foto tão simples, mas é uma das melhores capas de todos os tempos. Por mais que os Beatles não estivessem sempre juntos nas sessões de gravação, por mais que não se dessem muito bem no final das contas, podemos dizer que nesse disco fecha a discografia oficial da banda com chave de ouro. Impossível não amar esse disco.

9º. Arnaldo Baptista – Lóki?
A primeira vez que ouvi esse disco eu não gostei. Era diferente de tudo que eu tinha ouvido até então. Um disco que é uma obra prima. Dor, sofrimento e superação nas letras. Um disco rock que não há guitarras. É emoção pura, é entrega do Arnaldo. Se tornou um dos discos que eu mais gosto. Grande emoção foi encontrar o Arnaldo na loja Baratos Afins e pedir para ele autografar esse vinil pra mim.

10º. Mutantes e Seus Cometas no País dos Bauretz
Conheci Mutantes e Arnaldo através de um amigo, através de uma ou duas fitas k7 gravadas a partir de discos do seu irmão mais velho. Mutantes com toda sua irreverência, experimentalismo, originalidade ao compor e gravar suas músicas, esse é o último disco com a participação da Rita Lee. Esse é um disco que ouço sem pular uma só faixa também. Mutantes também se tornou uma banda do coração.

Bem pe, pessoal esse é o meu top 10 (primeira parte) dos discos, dos meus discos de cabeceira. Espero que tenham gostado. Abraços e até a próxima postagem que pretendo fazer em breve da segunda parte dos top 10.



terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Deep Purple


Nos anos 90 enquanto a minha geração se enfurnava na Toco, na Contramão, na Over Night dançando os poperô, devidamente trajados com suas calças bag, cabelos poodles e ombreiras, eu bem ficava enfurnado na minha casa redescobrindo Janis Joplin, Deep Purple, Led Zeppelin, Mutantes entre outros. Hoje gostaria de falar um pouco sobre o Deep Purple. Não, não virei o fã que tem todos os discos, que tem uma penca de documentários, um monte de vídeos, até porque a banda está na ativa até hoje e já passou por algumas mudanças em sua formação ao longo de sua historia. Hoje em dia da formação original mesmo só está o baterista Ian Paice. Jon Lord faleceu em 2012. E Ritchie Blackmore saiu e remontou o Rainbow, voltou ao Deep Purple e hoje em dia leva adiante o seu Blackmore´s Night. Há quem diga que Deep Purple sem Blackmore não é Deep Purple, tá bom eu sou um dos que diz isso. Mas confesso que curti o álbum Come Taste To The Band com o Tommy Bolin de 1975.
Conheci Deep Purple através do lendário e já falado tantas vezes aqui no blog, programa de videoclipes Som Pop na TV Cultura. Me lembro que era no sábado no final de tarde. Eu que pensava em ser músico, embora não tocasse nenhum instrumento ainda, assistia com bastante atenção o clipe de Perfect Strangers do Deep Purple de 1984. O disco foi lançado em setembro de 1984. Não lembro ao certo quando o clipe entrou na programação do Som Pop, mas com certeza eu tinha por volta dos dez anos de idade. O clipe tem um clima legal de ensaio, banda no estúdio (algo que para mim se tornaria algo que eu faria bastante nos anos seguintes) sempre fui rato de ensaio e gravações. Como músico, digo que curto mais o ambiente de estúdio que o palco (ainda mais hoje em dia que tocar em barzinho é a maior furada de todos os tempos). Porém eu (com meus dez anos) na época não imaginaria que aquele clipe retratava o reencontro da banda. Alguns discos do Deep Purple são obrigatórios para todo mundo que gosta do bom e nunca velho rock n roll. A começar pelo Machine Head, onde a história de gravação do disco já vale o disco inteiro. A história está na letra da canção “Smoke On The Water”. Tudo bem que o Steve Morse tem um belíssimo trabalho, é um guitarrista de mão cheia e lidera a guitarra do Purple desde a primeira metade dos anos 90 até os dias de hoje. Mas Ritchie Blackmore é Ritchie Blackmore. Ian Gillan continua mandando muito bem sim senhoras e senhores, Gillan é Gillan.

(TABELA COPIADA DO WIKIPEDIA)
Fase I "MK I"
(1968-1969)
·         Rod Evans - vocais
·         Ritchie Blackmore - guitarra
·         Jon Lord - teclado
·         Nick Simper - baixo
·         Ian Paice - bateria
Fase II "MK II"
(1969-1973)
·         Ian Gillan - vocais
·         Ritchie Blackmore - guitarra
·         Jon Lord - teclado
·         Roger Glover - baixo
·         Ian Paice - bateria
Fase III "MK III"
(1973-1975)
·         David Coverdale - vocais
·         Ritchie Blackmore - guitarra
·         Jon Lord - teclado
·         Glenn Hughes - baixo,vocais
·         Ian Paice - bateria
Fase IV "MK IV"
(1975-1976)
·         David Coverdale - vocais
·         Tommy Bolin - guitarra
·         Jon Lord - teclado
·         Glenn Hughes - baixo,vocais
·         Ian Paice - bateria
(1976-1984)
O grupo esteve separado.
Fase II "MK II", reunião
(1984-1989)
·         Ian Gillan - vocais
·         Ritchie Blackmore - guitarra
·         Jon Lord - teclado
·         Roger Glover - baixo
·         Ian Paice - bateria
Fase V "MK V"
(1989-1991)
·         Joe Lynn Turner - vocais
·         Ritchie Blackmore - guitarra
·         Jon Lord - teclado
·         Roger Glover - baixo
·         Ian Paice - bateria
Fase II "MK II", nova reunião
(1992-1994)
·         Ian Gillan - vocais
·         Ritchie Blackmore - guitarra
·         Jon Lord - teclado
·         Roger Glover - baixo
·         Ian Paice - bateria
Fase VI "MK VI"
(alguns meses em 1994)
·         Ian Gillan - vocais
·         Joe Satriani - guitarra
·         Jon Lord - teclado
·         Roger Glover - baixo
·         Ian Paice - bateria
Fase VII "MK VII"
(1994-2002)
·         Ian Gillan - vocais
·         Steve Morse - guitarra
·         Jon Lord - teclado
·         Roger Glover - baixo
·         Ian Paice - bateria
Fase VIII "MK VIII"
(2002-atualmente)
·         Ian Gillan - vocais
·         Steve Morse - guitarra
·         Don Airey - teclado
·         Roger Glover - baixo
·         Ian Paice - bateria

A tabela acima eu copiei do Wikipédia, pois as formações do Deep Purple me confundem um pouco, não vou negar. A formação que eu mais gosto é a segunda por causa dos discos “Machine Head”, “In Rock”, “Fireball” e “Who Do We Think We Are” e o “Made In Japan”.
Da segunda formação além dos discos eu destacaria em vídeo um show na Dinamarca em 1972 e uma apresentação no estúdio Granada em Manchester na Inglaterra.
A terceira formação também é algo pra se reverenciar pois tem álbuns excelentes como o “Burn”, “Stormbringer” e o “Made In Europe”. Também temos a frente Glenn Hughes no baixo e David Coverdale nos vocais ¬¬.  Não dá pra falar de Deep Purple e não falar do lendário “California Jam”. Ian Paice e Jon Lord contaram o que aconteceu no “California Jam” no documentário “Deep Purple Pionners Of Heavy Metal” (excelente documentário por sinal).

O “California Jam” foi um festival que aconteceu no dia 06 de Abril de 1974 e contou com bandas como Black Sabbath, Deep Purple, Eagles, Emerson, Lake and Palmer, Seals and Crofts, Earth, Wind and Fire, entre outros. Todo grande festival com grandes nomes da música sempre atrasa. Só que o California Jam tudo estava adiantado. Foi dito que o Deep Purple seria a primeira banda a entrar com os holofotes, pois era um festival de dia inteiro. Alguém falou para a banda algo como: Ok, agora é com vocês. Então o Ritchie disse que não iria entrar. Os organizadores do festival disseram que iriam buscar um delegado para colocar Ritchie no palco. Ian Paice conta no documentário “Pionners Of Heavy Metal”: Então nós o escondemos!!! Durante o show, a câmera de TV filmava de perto toda a performance da banda e Ritchie pedia para a câmera se afastar um pouco mais durante o show todo. No final Ritchie acaba quebrando sua Fender Stratocaster na câmera, quebra a câmera e põe fogo em uma parede de amplificadores Marshall e joga destroços dos amplis e da guitarra para o público. Outra frase que retrata bem o que foi esse show que eu copiei do Wikipédia é: “A silhueta do guitarrista em frente às chamas do amplificador é uma das cenas mais poderosas de toda a iconografia do rock.” . O B.O. foi tamanho que quando as autoridades foram atrás do Deep Purple eles já tinham saído de lá em um helicóptero.

Dos vídeos disponíveis no You Tube eu gostaria de compartilhar alguns aqui com vocês. 





















quinta-feira, 1 de maio de 2014

OS POSTERS DA SOMTRÊS



Quem viveu especificamente a década de 80, começo da década de 90 e é ligado em música, vai se lembrar do nosso assunto de hoje.
Se tem uma coisa que eu tenho uma imensa saudade é de ir até a banca de jornal e comprar um revista pôster da minha banda ou artista preferidos.
Mesmo sendo o eterno “juntador de tranqueira” como minha mãe carinhosamente me classifica, não, eu não tenho todos os pôsteres que adquiri ao longo desses (PUTZ 40 anos).
Sim, as revistas pôsteres da SOMTRÊS! Pelo que lembro tive bastante posters, isos me leva à primeira casa em que eu morei até meus 18 anos. Meu quarto era meu refúgio, do mundo chato, da escola, era onde eu compunha, fazia lá as minhas canções (a maioria uma droga) mas eu nunca estava sozinho, estavam quase todos lá: Beatles, Paul McCartney, Elvis, Kiss, Deep Purple, Led Zeppelin, Janis Joplin, todos os pôsteres na parede. A coisa chegou a um ponto em que já tava difícil de ver a parede. Geralmente eram revistas pôsteres, já vinham dobradas, e desdobrando-as, tínhamos fotos, biografia e por fim: o pôster.
Pendurar, fazer um quadro, ou simplesmente (pregar) o pôster na parede, perdia-se a revista. Não! O burro aqui nunca pensou em comprar dois exemplares, não tinha batido a neura do (eu preciso ter tudo).
Ainda com 8 ou 9 anos, me lembro que a hora mais aguardada do dia era a parte da tarde quando minha mãe ia até o mercado, assim quando ela chegasse, o poster já estaria lá pregado e dificilmente ou com um pouco de sorte da minha parte, ela não pediria para retirá-los.
Interessante é meu espírito quarteiro e pouco saleiro. Como concentrar todas minhas tranqueiras na sala? Pouco a pouco fui levando minhas coisas para o quarto, divros, discos, CDs, DVDs, hoje há um ano na casa (nova) algumas coisas estão na sala, outras no quarto, mas sei bem o quê exatamente está e a onde.
Dos meus 18 anos pra cá, deixe-me pensar: como diria o Renato Russo “Já morei em tanta casa que nem me lembro mais”, não exagerando mas estou hoje na 6ª casa. Sei lá quando vou mudar de novo, mas na maioria delas eu não coloquei pôster. Morar de aluguel é uma merda por isso. Mas você deve estar se perguntando: Ah Baratta, cresce pô, colocar pôster com 40 anos nas costas? Minha doce resposta: Deixa eu viver porra!
Hoje em dia alguns posters estão guardados, outros sei lá que fim tiveram. Mas as revistas pôsteres da SOMTRÊS eram bem elaboradas do início ao fim. Sempre com a biografia da banda ou artista, discografia com as músicas relacionadas (oxa, numa era pré-internet essa era uma das fontes para conhecermos a discografia de uma banda ou artista). Ainda é possível achar uma ou outra publicação à venda em bancas especializadas (sim existem bancas especializadas em revistas antigas), sebos e até sites de vendas. Pouco a pouco a internet foi matando a mídia impressa.

As revistas pôsteres da SOMTRÊS marcaram época. Abaixo algumas fotos do que sobrou, do que consegui pregar na última casa, e algumas outras que eu lembro que tive, as fotos (numerar) não são minhas, consegui em sites de vendas na internet.

Essa me dá uma certa pontada no peito. Talvez a única revista poster que marca a época que comecei a ouvir o KISS, como eu disse lá em cima "pôster na parede, perdia-se a revista". Pois é, devia ter comprado umas três dessa. 

Essa também dá uma pontada no peito, devia ter comprado umas oito.  Tinha um belo poster do Deep Purple. 

Essa eu tenho. 

Essa eu quero comprar de novo ainda, eu só lamento aqui né?

Esses eu tenho, estão todos guardados dobrados, um dia eu tenho minha casa!

Essa também tem história: Coloquei na parede perdi a revista, mas Elvis não deixaria barato, anos e anos depois (velho é ... deixa pra lá) acabei "herdando a revista novinha em folha" vai pra parede nunca mais, tá no plástico!


Nem todos são da SOMTRÊS,  mas mostra meu penúltimo quarto. Quarto de véio com espírito de moleque! E atitudes também, mas deixa pra lá.