NO DISC, NO FILMS

O segmento deste blog não é discos e filmes para baixar, embora eu farei comentários sobre discos e filmes que eu gosto e outros que eu não gosto mas acabei assistindo e extraindo algo de legal. Minha opinião pode não interessar para ninguém, mas... pensando bem, tem tanta gente por aí opina e escreve... sou apenas mais um. Apenas um aviso, meus comentários as vezes são corrosivos. Dizem na minha família que eu já nasci rabugento.
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terça-feira, 26 de novembro de 2019

Meu Top 10 Discos (parte 2)



TOP 10 – 2ª parte

Continuando com a minha lista de discos de cabeceira, esse segundo Top 10  já tem uma particularidade de ser um top 12. Não segue uma ordem cronológica de como os conheci, mas são discos que ouvi muitas e muitas vezes e contribuíram demais pra minha formação musical.

1º. Elton John – Caribou (1974)
Conheci esse disco por volta de 1995 ou 1996 quando um amigo levou com mais alguns discos para tocar na quermesse da igreja (sim, eu era quem ficava no som pilotando um Gradiente Garrard) e colocando desde Beatles, Legião Urbana e de tudo um pouco. Me apareceu esse do Elton John onde na época eu ouvia muito a música Pinky, embora o grande sucesso desse disco tenha sigo Don´t Let Me Sunshine Go Down On Me.

2º. Johnny Mathis – Mathis Magic (1979)
Enquanto papai era vivo não me liguei nesse som, no que esse disco representaria pra mim. Trata-se do disco mais Disco Music do Johnny. Uma sonoridade ímpar tem esse disco e não sosseguei enquanto não o consegui em mp3 pra colocar no celular. Ano passado consegui uma cópia zerada desse disco em vinil. É um dos que eu mais gosto do Johnny.

3º. Raul Seixas – Abre-te Sésamo (1980)
Eu fui conhecer esse disco sabe-se lá em que época, mas foi muito depois do seu lançamento. Algo que me impressionou além das letras foi o instrumental desse disco. Raul gravou com uma banda de primeira, as linhas de baixo em todas as músicas eu tomo como lições que levo pra minha vida inteira musical. Sempre quando toco na igreja ou precisamos discutir arranjos, sempre me vem uma ou outra linha de baixo desse disco na mente. Em tempo: A música “Aluga-se” continua atual até os dias de hoje. Raul é gênio.

4º. Michael Jackson – Thriller (1982)
O disco mais vendido de todos os tempos. Um disco minuciosamente elaborado e que até hoje é vendido no mundo todo. Um disco que me marcou bastante e que ouvi muito na minha pré-adolescência e ouço até os dias de hoje. Sonho de consumo é ter esse disco na prensagem americana capa dupla. Os clipes da Thriller, Billie Jean e Beat It, juntamente com esse disco colocaram Michael num patamar que nenhuma reportagem sensacionalista consegue tirá-lo.

5º.  Beatles For Sale (1964)
Depois do Please Please Me, With The Beatles e da trilha sonora de A Hard Day´s Night, os Beatles surgem com esse For Sale. Por mais que digam que no disco “Rubber Soul” que a banda começava a mudar o seu som e experimentalismo, o disco que marca o começo da mudança pra mim é o For Sale. Esse disco foi um dos primeiros que comprei dos Beatles com meu primeiro salário, por mais que eu não soubesse o que exatamente viria nesse disco comprei primeiramente por causa da capa, e há mais de 30 anos é um dos discos que eu mais escuto da banda. Dos discos prensados aqui, esse é da prensagem de 1988. A melhor que saiu em vinil por aqui.


6º. The Beatles (1968)
Conhecido como White Album ou Álbum Branco, esse disco duplo foi descrito por Lennon como “...Paul e a banda, John e a banda, George e a banda e Ringo e a banda.” Um disco duplo que vinha um pôster, no verso do pôster as letras e quatro fotos, cada uma de um integrante. Período tenso na carreira dos Beatles onde a morte do seu empresário Brian Epstein tinha abalado profundamente os Beatles. O primeiro disco dos Beatles por sua própria gravadora a Apple, embora as canções tenham sido gravadas em Abbey Road. Os Beatles tinham recém montado a Apple onde teriam maior controle dos seus discos “a ideia foi boa, mas em pouco tempo virou a festa do caqui” e dar força a novos artistas. Muitos sucessos da banda estão nesse disco.

7º. Tim Maia Racional (1975)
Tim Maia tinha entrado para a Cultura Racional e compôs as letras desse disco baseado no livro Universo Em Desencanto. Quando apresentou o disco para a Philips, a gravadora orientou que refizesse o disco alegando que ele seria um fracasso de vendas. Tim acabou fundando a gravadora Seroma e foi vender o disco debaixo do braço e hoje é um dos mais raros trabalhos do Tim, também o vol 2 desse disco é um pouco mais raro ainda.

8º. Elvis Presley – That´s The Way It Is (1970)
Nos anos 90 eu recém tinha descoberto o filme de mesmo nome. Quando vi esse disco pensei que se tratasse da trilha sonora desse filme. Por mais que todo mundo entenda isso, eu nunca vou ver esse disco como trilha sonora do filme. Talvez não tenham incluído Polk Salad Annie em virtude dela já ter saído no On Stage em fevereiro de 1970. O disco mescla sim as músicas do filme, algumas músicas do filme, porém gravadas em estúdio e algumas que saíram como single. Um disco excelente, mas não ver a Polk Salad Annie descrita na contra capa devo ter exclamado um sonoro “O quê? Mas como?”

9º. Roberto Carlos (1981)
Esse disco fez parte da minha infância. Eu tinha sete anos quando esse disco foi lançado. O disco da melhor versão da música “Emoções”, Roberto nunca mais conseguiu com essa música o som que conseguiu nesse disco. Gosto de todas as canções desse disco. Ouço sem pular nenhuma faixa. Um disco tão bem equalizado que pra mim é  referência de gravação, equalização e sonoridade.

10º. Carpenters – Close To You  (1970)
Eis que uma madrugada eu vejo o filme com a história da Karen Carpenter na TV. Impossível não se apaixonar pela dupla. Alguns anos mais tarde tenho contato com algumas músicas da dupla em uma fita k7 de uma amiga. Com a internet fui conhecendo os discos e esse foi um dos primeiros que conheci. Esse disco traz sucessos e toda a musicalidade da dupla com uma sonoridade perfeita. Gosto demais desse disco.

11º. KISS (1974)
The first album of the hottest band of the world.  Conheci o KISS com o Creatures Of The Night, mas esse primeiro disco me tirou muitas noites de sono até achar pra comprar. Parecia praga, em lojas, ou sites ou até grupos de vendas nas redes sociais, aparecia tudo quanto era disco do KISS menos esse. Fui achar a primeira prensagem nacional em uma loja aqui em São Paulo. O velho comentário: voltei falido mas feliz!!!

12º. Big Brother And Holding Company – Cheap Thrills (1968)
Por mais que seja um disco da Big Brother, para mim sempre vai ser o primeiro disco de estúdio da Janis. O úlitmo disco de estúdio dela como vocalista principal da banda. Da mesma forma que Janis ficou grande demais para Port Arthur no Texas, ficou grande demais para o Big Brother. Nesse disco há os clássicos Summertime, I Need Man To Love, Piece Of My Heart e Ball And Chain.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Meu Top 10 discos



Muito antes de aprender a tocar violão, por volta de 1989, algo que sempre me chamou atenção e sempre teve um significado muito especial foi o disco de vinil. Muito mais que fita k7, que ainda era possível montar sua coletânea preferida, a chamada playlist, hoje em dia. Com o disco de vinil eu decorava muito mais a sequência das músicas do que com o CD. Sem contar a capa, encarte (quando vinha) e todo o manuseio, lendo as informações do selo, os selos icônicos como o da CBS dos anos 80, da maçã (Apple) dos Beatles, ou o Nipper com o gramofone da RCA. No caso específico da CBS, o desânimo total quando a partir de 1991 veio aquele selo vermelho, tentando imitar o selo americano da Columbia, mas que ficou feinho demais aqui em terras brasileiras.
Hoje resolvi escrever sobre os discos que mais me marcaram em todos os tempos, discos que ouvi e que conheço cada segundo de cada música. Discos que formaram meu gosto musical. Essa ideia surgiu ainda quando eu usava uma rede social e foi proposto pelos amigos eleger o seu top 10 de discos. Como não consegui resumir em dez discos, acabei fazendo um segundo top 10, que aumentou para top 12, o que fugiu um pouco da regra mas, não dava pra deixar de fora. Talvez suba para top 13 a segunda parte. Mas hoje falarei pelo menos da primeira parte do meu Top 10 de discos. Seriam meus discos de cabeceira.
1º. The Beatles 1967/1970
Coletânea dupla que muitos fãs chamam de disco azul. O importado americano e acho que japonês tem em vinil azul que é a coisa mais linda. Esse foi meu primeiro disco dos Beatles. O disco traz boa parte do que foi lançado de 1967 até 1970, portanto, a segunda parte da carreira da banda. Então posso dizer que conheci primeiro a segunda fase da banda. Fui conhecer a primeira fase quando entrava na aborrescência. Esse disco tem uma história curiosa. Tínhamos esse disco em casa e um dia minha tia (irmã do meu pai) falou algo como: Ah, você tem esse dos Beatles, me empresta. Numa primeira oportunidade que fui a casa dela peguei o disco de volta. Não, eu não ouvia o disco direto, mas comecei a ouvir mais na curiosidade de conhecer aquele disco que me chamou atenção pela capa. Mesmo que ainda eu não soubesse quem era John, Paul, George e Ringo, muito menos identificá-los na capa, pois eu tinha algo em torno de 6 ou 7 anos. O disco traz mais singles, as músicas de compacto e traz também algumas que estão espalhadas em alguns discos. Mas depois ao conhecer tudo a partir do Please Please Me, aí a coisa ficou séria.

2º. Roberto Carlos 1978
Esse também tem uma história curiosa, pelo menos pra mim. Meu pai aparece com esse disco, eu já devia ter visto o RC na TV e embrulhando esse disco para presente dizendo que eu tinha que dar esse disco na noite de natal para meu (amigo secreto – costume cafona na minha família) para meu tio (irmão dele). Deve ter me batido um pensamento do tipo: Ah, talvez ele não queira e eu fico com o disco pra mim. Estamos falando de 1978 quando eu tinha 4 anos. Não me lembro se tinha ouvido o disco até então, ou se já tínhamos um compacto desse disco e o (disco grande como eu chamava o LP) tenha me chamado atenção. Tudo isso e um pouco mais fez com que esse disco fosse um dos que mais curto do RC e por ter um valor sentimental. Embora eu não tivesse idade para entender algumas letras como A Primeira Vez, ou Mais Uma vez, Tente Esquecer, Fé, Vivendo Por Viver...

3º. Elvis Presley – Elvis Today de 1975
Outro disco curioso também porque nele não estão os sucessos como Blue Suede Shoes (que talvez seja minha preferida dele até hoje), nem Don´t Be Cruel, Heartbreak Hotel, Burning Love, Kiss Me Quick, nem My Way ou Sylvia. O disco foi gravado em 1975, como diz o Renan “depois disso só em Graceland...”,  é um disco com bastante elementos country, todas as músicas tem potencial para serem grandes sucessos. Do disco eu destaco todas, pois não pulo uma faixa. Esse é um dos discos do Elvis por qual eu tenho um carinho mais que especial. A jumpsuit que ele usa na capa é algo que passei a vida inteira vendo em todos os seus detalhes. Uma história curiosa foi que na Elvis Experience (maior exposição sobre Elvis que já se viu no Brasil) com itens vindos diretamente de Graceland, eis que veio essa roupa dessa capa. Poder tirar foto de todos os detalhes dessa jumpsuit, posar para foto do lado dessa roupa, pra mim representa mais do que ter ganho sozinho na mega sena.

4º. Roberto Carlos 1969.
Outro disco que fez parte da minha infância, aqui tem um Roberto mais (roqueiro) do que no disco de 1978. Anos mais tarde fui entender que o (roqueiro) era na verdade um disco bem puxado para a soul music. O que o RC conseguiu com esse disco, foi uma fórmula começada bem timidamente em algumas faixas do disco de 1966, por mais que teimem que foi no disco Inimitável de 1968. Esse é outro disco o qual eu ouço também sem pular uma faixa. Alguns anos depois consegui comprar o CD, mas não é a mesma coisa. Quando você gosta muito de um disco que conheceu no vinil, ao conseguir o CD é a mesma sensação que levar uma baita gostosa pro motel, deixar ela peladinha na cama e bater punheta. Tem graça nenhuma. Fiquei com a cópia que tinha na infância, toda riscada, capa rasgada até que muitos anos mais tarde consegui a primeira prensagem em stereo. Anos depois fui saber que tinha um pôster na versão mono... o pôster ainda eu não tenho, mas ter esse disco inteiro já é uma grande coisa pra mim.

5º. KISS  - Creatures Of The Night 1982
Eis que esse fã de Roberto Carlos, Beatles e Elvis, aos oito anos vê uns caras mascarados na TV. Pedi para meu pai comprar esse disco sem ter a mínima ideia de que som a banda levava. Era diferente de tudo que eu tinha ouvido até o momento. Ou, talvez tenha visto o clipe de I Love It Loud, veiculado sempre no Som Pop. Por causa desse disco acabei virando fã do KISS e através do irmão de meu amigo vizinho de infância que também tinha outros discos do KISS acabei conhecendo um disco ou outro, até começar a trabalhar e comprar meus discos. KISS é algo como Elvis e Beatles, quando aparece algum disco nos mercados livres da vida tá o olho da cara.

6º. Led Zeppelin IV
Lembro que conheci esse álbum numa fita k7 original que meu pai deve ter trazido pra casa e era pra venda ou qualquer coisa assim. Conhecer Led com esse álbum foi algo inesquecível. As pedradas Black Dog, a contagiante Rock n Roll, a perfeita junção entre o acústico e o metal pesado Stairway To Heaven, Misty Moutain Hop com a bateria trovejante do John Bonham, me fez correr anos depois atrás dos outros discos da banda. E sim, também virou uma banda do coração.

7º. Deep Purple – Machine Head
Nem é preciso dizer que depois que conheci o KISS, conhecer coisas mais pesadas como Zeppelin e Purple foram consequência. O Purple não me lembro muito bem se já tinha ouvido a Smoke On The Water inteira ou só conhecia o riff, mas acabei gostando do disco todo. Ao saber das circunstancias em que o disco foi gravado no hotel, as historias da banda do Blackmore e o Gillan sempre em pé de guerra, as fotos da parte interna do disco nas sessões de gravação, e conhecer o Purple com esse disco ou com o clipe da Perfect Strangers (anos mais tarde) mas com a mesma formação, é algo inesquecível. Purple se tornou a banda do coração também. Com essa formação apenas.

8º. Beatles – Abbey Road
Por mais que o Let it Be seja o último disco lançado, esse é o último disco gravado pelos Beatles. Foi um dos discos que comprei com meu primeiro salário e um dos discos que tenho o maior carinho. Que aliás completa 50 anos agora em 2019. A capa, se a gente analisar, é uma foto tão simples, mas é uma das melhores capas de todos os tempos. Por mais que os Beatles não estivessem sempre juntos nas sessões de gravação, por mais que não se dessem muito bem no final das contas, podemos dizer que nesse disco fecha a discografia oficial da banda com chave de ouro. Impossível não amar esse disco.

9º. Arnaldo Baptista – Lóki?
A primeira vez que ouvi esse disco eu não gostei. Era diferente de tudo que eu tinha ouvido até então. Um disco que é uma obra prima. Dor, sofrimento e superação nas letras. Um disco rock que não há guitarras. É emoção pura, é entrega do Arnaldo. Se tornou um dos discos que eu mais gosto. Grande emoção foi encontrar o Arnaldo na loja Baratos Afins e pedir para ele autografar esse vinil pra mim.

10º. Mutantes e Seus Cometas no País dos Bauretz
Conheci Mutantes e Arnaldo através de um amigo, através de uma ou duas fitas k7 gravadas a partir de discos do seu irmão mais velho. Mutantes com toda sua irreverência, experimentalismo, originalidade ao compor e gravar suas músicas, esse é o último disco com a participação da Rita Lee. Esse é um disco que ouço sem pular uma só faixa também. Mutantes também se tornou uma banda do coração.

Bem pe, pessoal esse é o meu top 10 (primeira parte) dos discos, dos meus discos de cabeceira. Espero que tenham gostado. Abraços e até a próxima postagem que pretendo fazer em breve da segunda parte dos top 10.



segunda-feira, 15 de julho de 2013

MUTANTES SESC ITAQUERA - EU FUI!



O dia 14 de julho, um dia após o dia internacional do rock foi no mínimo inesquecível. Conforme postei aqui semana passada, no domingo dia 14 os Mutantes iriam tocar no SESC Itaquera às 15:00. E lá fomos nós para o show, tarde agradável, porém com umas nuvens sem graça se formando no céu, mas até aí, eu tava tranquilo. Apesar de ter saído mais cedo para chegar a tempo, pois quando se entra na unidade Itaquera do SESC, é um inferno para achar uma vaga para estacionar a viatura.
Um trânsito, pois todo mundo inventou de levar a criançada para o Parque do Carmo para brincar ontem. Enfim, dentro da unidade do SESC e chegando perto do palco eis que vejo a banda com Sérgio Dias empunhando a sua little baby Régulus, única e exclusiva guitarra com todas as peças folheadas a ouro (para evitar ruídos), botões que ativam distorção e outros efeitos, afinal, a guitarra é um show à parte. Esmeria Bulgari cantando, dançando, correndo no palco de um lado pro outro, eis que as nuvens começam a pesar, mas e daí?  Vai chover não... ops... Mr. Sérgio Dias no final de uma música diz que lá se foi uma corda, e a Régulus, quando precisa trocar a corda precisa tirar a placa traseira. Mas Sérgio pega um violão doze cordas e continua o show. O leitor pode estar pensando: ainda bem que não choveu. Não é? De repente uns pingos, ah, são só uns pingos. De repente, tá apertando... Ah, vai chover forte não. De repente aperta de vez... Ah, aumenta que isso é rock n roll. Ninguém arredou o pé e todo mundo dançando, cantando na chuva que durou pouco, passou, voltou e passou de vez. Quem liga pra chuva? O clima ontem era Woodstock puro. 

Além das canções do último álbum Fool Metal Jack, canções como A Minha Menina, Top Top, A Hora e Vez do Cabelo Nascer  (que Sérgio fez questão de tocar de novo com a Régulus com a corda trocada), O Contrário do Nada é Nada (música que eu jamais poderia imaginar de ver ao vivo) cantei a plenos pulmões, Baby, Virgínia, entre tantas canções que fizeram eu me tornar fã da banda, como já comentei aqui, me tornei fã louco por Mutantes por volta dos anos 90.
Depois de voltar ao palco para BIS umas três vezes, no final do show, alguém lá do SESC falou no microfone agradecendo a presença de todos e etc. Só olhei pra patroa e disse: É chegada a hora.  TI E TAR. Palavra trissílaba, verbo que significa tentar conhecer a banda no camarim. 

Um portãozinho me impedia de chegar ao camarim. Tudo bem, um portãozinho mais um segurança, uma moça do SESC, outros seguranças impediam eu e uma legião de fãs de chegar ao camarim, eis que a moça diz que eles (iam ver) se conseguiam liberar pra gente. Eu soltei: Olha, em nome de todo mundo que tá aqui, DEUS TE ABENÇÕE VIU MOÇA? Ela olhou pra trás e riu.
Enfim ela vem com uma cara meio triste e fala: Olha a gente vai liberar de cinco em cinco. Ao entrar no camarim, passar por uma sala ampla, em uma porta eis que vejo um Sérgio Dias muito simpático, autografando LPs e Cds que outros fãs tinham levado, esperei a minha vez e tirei uma foto ao lado dele, geralmente nessas horas me fogem da cabeça pelo menos 99% do que eu pensava em dizer. Pra dizer a verdade, beijei a mão dele e falei o quanto sou fã de Mutantes. Em uma outra sala, eis que vejo Esmeria Bulgari e falei: Oi Esmeria, sou o Baratta. Ela não lembrou de mim num primeiro momento, desde 2007 que eu tento conhecer os Mutantes pessoalmente, mas nunca havia conseguido. Perguntei pelo marido dela, Crispin Del Cistia, guitarrista, já tocou com Elis Regina e vários nomes de peso da MPB, ele estava lá. Fui cumprimentar ele, falei de novo: Oi Crispin, sou o Baratta. Ele: Puuuuuuuuxa, você é o Baratta, como tá rapaz? E parecíamos amigos de longa data. Aí tirei foto com Crispin, com a Esmeria, com Vinícius Junqueira (baixista que toca com Sérgio desde o trabalho Estação da Luz), e Vítor Trida (guitarras, flauta, viola caipira e violino).
Enfim, foi um dia internacional do rock muuuuuuuuuuito bem comemorado.
 

A nova formação conta com:  Sergio Dias (violão, guitarras e vocais), Vinícius Junqueira (baixo), Vítor Trida (guitarras, flauta, viola caipira e violino), Esmeria Bulgari (vocais), Henrique Peters (teclados) e Cláudio Tchernev (bateria)

Pra terminar, as fotos que eu tirei ontem e um vídeo que não fui eu que fiz, mas já achei












domingo, 7 de julho de 2013

MUTANTES NO SESC ITAQUERA - 14 DE JULHO


Eles vem aí.
Próximo domingo, dia 14 de julho no SESC Itaquera tem show dos Mutantes que voltam ao Brasil depois de uma turnê que tem sido sucesso absoluto pelas cidades onde passou nos EUA. A turnê leva o nome do último disco da banda “Fool Metal Jack” de 2013. No repertório estarão presentes grandes sucessos da carreira e as canções do novo trabalho.
Nova formação: Sergio Dias (violão, guitarras e vocais), Vinícius Junqueira (baixo), Vítor Trida (guitarras, flauta, viola caipira e violino), Esmeria Bulgari (vocais), Henrique Peters (teclados) e Cláudio Tchernev (bateria).
Para maiores informações
Não perca, não vá se perder por aí.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Retrospectiva 2012 / Expectativa 2013



O que podemos falar a respeito de 2012? No ponto de vista cultural foi excelente, o ano em que eu visitei pelo menos três exposições grandiosas. Estive na Cinemateca na Exposição sobre a Marilyn Monroe, exposição de fotos. Ótimo passeio para eu conhecer a cinemateca, visto que eu não conhecia e claro: Marilyn Monroe. Não precisa dizer mais nada.

Depois foi a vez da Exposição Let´s Rock que mostrava em fotos, itens de colecionadores e vídeos praticamente tudo sobre o rock desde os anos 50 até os dias de hoje. Uma exposição grandiosa e imperdível.

Desde o começo do ano já se falava em Elvis Experience e Elvis In Concert. Elvis Experience foi a maior exposição feita sobre Elvis Presley fora de Graceland, aliás, fora dos Estados Unidos. A maioria dos itens NUNCA havia saído de Graceland, fato que levou a exposição ser um sucesso de bilheteria. Elvis in Concert foi um show com a banda original que acompanhava Elvis em seus shows com Elvis projetado em um telão. Foi emocionante, o público podia sentir a presença de Elvis nos lugares onde o show foi realizado.

E as Feiras do Vinil? Esse foi o ano em que eu comecei a participar dos eventos geralmente marcados em algum feriado e logicamente voltei pra casa com algumas preciosidades debaixo do braço já preparado para a frase da minha mãe: Mais disco?

Mais um ano em que eu estive na Virada Cultural em SP. Dessa vez no palco do Largo do Arouche assistindo os artistas que fizeram sucesso nos anos 80 como Byafra, Dalto, Guilherme Arantes, Michael Sullivan entre outros.

2012 foi o ano em que perdemos várias personalidades como Hebe Camargo, a rainha da TV Brasileira, Chico Anysio, o cantor da Jovem Guarda Marcos Roberto e um grande amigo que eu conheci esse ano o Jaime da comunidade do Orkut MC & JG.

2012 foi o ano em que o Blog do Baratta completou um ano. No começo do ano eu ainda não sabia direito o que postar, mas a gente vai pegando o jeito aos poucos. Homenagens mais que merecidas aos blogs dos amigos, algumas resenhas sobre discos, vídeos, etc. Sempre falando sobre coisas que penso, que gosto e alfinetando o que não gosto. Fico feliz em ver mais de 30000 visualizações entre 2011 até agora. Gostaria de agradecer a todos que acessam, leem, comentam aqui no nosso humilde espaço internetístico. 


Expectativa pra 2013



Ano Novo no Brasil todo mundo sabe que é só depois do Carnaval. A ressaca (mesmo não bebendo consideravelmente) toma conta de mim nesse começo de ano e traz junto os melhores adjetivos que melhor se aplicam a mim: preguiça, mau humor, chato, véio reclamão e ranzinza. 

Alguns boatos fortíssimos rolam sobre Paul McCartney no Brasil, por enquanto nada foi confirmado ainda. Dessa vez seria em BH, terra do nosso seguidor, leitor, comentarista e sócio aqui do blog Robert Moura. Conforme falamos aqui no blog no finalzinho de 2012, Elton John estará em fevereiro em terras brazucas. Mais uma grande notícia que explicarei melhor na próxima postagem é sobre o filme/animação que será feito sobre Os Mutantes, aguardem. Ainda sobre Mutantes, uma expectativa é o show do disco Tudo Foi Feito Pelo Sol. O show foi apresentado no último Psicodália em 2012 em Rio Negrinho (SC). A expectativa é que o show seja apresentado em mais cidades, querendo sempre mais e mais, eu espero um cd e dvd.

Confirmada também é a maratona Elvis no Brasil. A Elvis Experience irá acontecer em mais cidades e o Elvis In Concert também.

O seriado Smash terá continuidade em uma 2ª temporada que começará em 05 de fevereiro. É, fevereiro, lá nos EUA pela rede NBC. A Universal não informou nada sobre a nova temporada no Brasil.

Lá para maio é a vez da Virada Cultural em São Paulo, eu pelo menos sou um que fico conferindo todo dia até a divulgação da programação.

Porém nem tudo são flores. Algumas pedras no sapato ainda incomodam. Não, o Big Brother não foi esquecido pela mesma emissora de TV que tirou a TV Globinho para colocar um programa de variedades completamente chato, sem sal que mesmo com os quase inexistentes pontos de audiência continua no ar.  

Aqui no blog a gente vai mantendo o ritmo de sempre: Comentando alguns discos, filmes, livros (ainda não comentei nenhum aqui, porém esse ano eu prometo), exposições, alfinetando alguns programas de TV, falando de bem de outros programas, faremos algumas entrevistas, falaremos dos blogs dos amigos, etc.

Desejo a todos os seguidores, leitores, comentaristas um feliz 2013. 

Obs. Imagem extraída do site lolbichos.com