NO DISC, NO FILMS

O segmento deste blog não é discos e filmes para baixar, embora eu farei comentários sobre discos e filmes que eu gosto e outros que eu não gosto mas acabei assistindo e extraindo algo de legal. Minha opinião pode não interessar para ninguém, mas... pensando bem, tem tanta gente por aí opina e escreve... sou apenas mais um. Apenas um aviso, meus comentários as vezes são corrosivos. Dizem na minha família que eu já nasci rabugento.
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Big Brother é a *#%*¨°!!!!




O texto dessa postagem foi escrito e postado no em dezembro de 2011. O programa é tão ruim, tão sem sal, tão imbecil, sem significativas mudanças que o texto continua atual até agora. Portanto, como é costume do blog do Baratta meter o pau em tudo que o Baratta não gosta e abomina, Postarei o mesmo texto, acrescido de algumas linhas.
Fim de domingo a gente já tem pavor da música do Fantástico, a qual já indica que vai começar mais uma semana. Da mesma forma o fim de ano já nos lembra que no começo do ano, sem que a gente possa respirar direito, já vai começar o Big Brother Brasil.
Sinceramente eu não sei como não acabaram com esse programa de uma vez. Você deve estar pensando: Ah, Baratta, é simples. Se você não gosta, não assista. Tudo bem, eu concordo. Mas eu perguntaria, entre outras coisas: O reality show beneficia alguém em quê exatamente? Apenas a quem está dentro do estúdio/casa e seus respectivos familiares.
Eles bem que tentam inovar entre uma coisa e outra. Vale lembrar aquela palhaçada de se instalar uma casa de vidro no meio de um shopping Center com alguns aspirantes a participantes lá dentro e o povo burro do lado de fora, acenando, dando tchauzinho... isso é atestado de burrice. Como Pedro Bial disse, não reproduzirei em suas palavras, mas ele diz no comercial que está sendo veiculado que o telespectador dá mais que só uma espiadinha, torce por eles, briga por eles, vive um pouco a vida deles... Juro que não tenho bronca do Bial, ele é pago para fazer esse tipo. Ele é um excelente jornalista que tem bagagem digna de respeito. Para topar apresentar um programa dessa categoria, precisa ganhar rios de dinheiro.
Um programa onde os participantes são escolhidos a dedo, tem os dentes bons, nenhum gordo, tudo com a pele boa, mulheres com corpo definido, que falam bem e que entre outras coisas topem fazer o mesmo tipinho que os telespectadores assistem todos os anos. É briguinha ocasional, falar pelas costas, leva e traz, ajeitada no sutiã na frente do espelho, circular pela casa quase sem roupa, durante aquelas fatídicas e imbecis festas temáticas, tomar todas e dar vexame, ficar em posições estratégicas, dar para alguém embaixo do edredon, seguir um roteiro que deve ser preparado por alguém lá de dentro, para mim nada é espontâneo naquela casa. As provas, eu fico imaginando se realmente o telespectador, que já não tem lá muitas alegrias, ainda torce para alguém ganhar um carro, uma soma de dinheiro. Torcer por um ilustre desconhecido que eu nunca vi na vida? Ainda mais no início do ano em que explodem todas as contas que sempre temos.
Ex participante de BBB já pode ser considerado currículo, trabalho. Veja a Grazi, virou atriz, agora ela já consegue falar e respirar ao mesmo tempo. A Iris, da última vez que eu vi estava na Rede TV apresentando o programa. Um barbudo lá que eu não tinha nada contra até ver ele embarcar no Cruzeiro do Roberto Carlos, ganhar todos os CDs da mão do rei, duvido que ele seja mais fã do que eu, que saiba em que ano foi gravada tal música. Os participantes que ganham o direito de ir na Marquês de Sapucaí durante o carnaval, etc. Sabrina Sato está no Pânico na TV hoje, mas Sabrina já nasceu pré-destinada a ser uma pessoa pública, antes de participar do BBB ela já tinha atuado em outras áreas televisivas.
Como se não bastasse, tem o repórter que sai na rua e aborda pessoas no shopping, na rua, na rua, na chuva, na fazenda e pergunta para quem a pessoa está torcendo. Logicamente só vão ao ar as respostas condizentes com o programa. Se o repórter aborda uma pessoa que não gosta e que fala: Ah, eu não assisto, esse programa é uma droga, claro não iria ao ar.
Não quero acreditar que eu sou o único chatão, rabugento, que não acha nada engraçado, como diria Raul.
Para piorar um pouco mais a situação, caso você não goste do BBB, reveja suas assinaturas do canal de amigos e amigas no Facebook, pois o que vai ter de postagem imbecil sobre o reality show vai ser um absurdo. Infelizmente um grande número de pessoas faz com que essa merda televisiva chegue até nossos ouvidos, pois (o programa de ontem) é comentado hoje no serviço, na ida e vinda do trabalho, na escola, na padaria, no mercado, no açougue, no consultório dentário e quem sabe no confessionário.
Não que a minha opinião vá mudar quem já é esclarecidíssimo em relação ao programa e tem sua idéia formada porque gosta, assiste e permite que seu cérebro trabalhe em prol do mal. Pensando bem, a emissora é de uma genialidade invejável. O público é manipulável, público que assiste, que torce, que janta até sem mastigar para não perder nada, também um público que não opina,... é, público tem. Tendo público, audiência é garantida. Genial Globo, Genial!!!!!!!!!!!!!!!!! Manipulação, A GENTE VÊ POR AQUI.


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

INTERNET NOSSA DE CADA DIA

Eu juro que tento me ver daqui alguns anos. Além de mais gordo, chato e rabugento, fico imaginando como irei estar em termos de tecnologia. Tecnologia a gente pensa em telefonia móvel que também é assunto pra postagem, mas tentarei falar nesse momento sobre internet. Claro, pois tudo em termos de tecnologia, pelo menos para mim chegou tarde. Não reclamo, claro, chegou tarde, mas chegou.

Computador, lembro de quando perguntei a um amigo como fazia para eu ter um email, amigo aliás que é seguidor desse blog.

O divisor de água da internet foi de 1998 para cá. O que eu passava colecionando em termos de música, banda, fotos, letras de música começava a aparecer na tal internet. As músicas cifradas que tocávamos nas revistinhas vendidas na banca de jornal, revistas com o sistema Imprima de cifragem, poxa, começavam a aparecer na internet...


Sem contar que passamos pela era da internet discada, o modem fazia aquele barulhão absurdo quando conectava. As páginas carregadas demais com fotos, ou vídeos, a gente abria, enquanto ia carregando dava tempo de tomar um café, voltar e quando finalmente o site estivesse 100% apto para navegar, a conexão caía. Ainda tinha o pessoal que esnobava tendo duas linhas telefônicas em casa: uma para fazer e receber ligações e outra só para se conectar à rede mundial de computadores. Hoje os sites abrem num segundo.

Hoje o internauta digita qualquer coisa no Google e aparece uma página com o que tiver sobre o assunto, seja matéria escrita, notícia, foto, monografia, ebooks, vídeo, me pergunto, onde tudo isso vai parar?

Lembro de perguntar ao pessoal do escritório onde eu trabalhava, onde eu poderia achar fotos dos Beatles por exemplo. Mãe do céu lá pelos idos de 98 ou 99 achara um site em que encontravam se fotos até então desconhecidas por mim. A face colecionador dá as caras quando eu disse: Pô imprime isso pra mim.

A internet é mais ou menos aquele velho ditado: Usando bem, que mal tem? Ou seria melhor colocar um aviso no monitor: Aprecie com moderação. E quando a internet vira vício?

Logicamente, se a pessoa anda se afastando das pessoas reais cada vez mais, não sai mais, qualquer tempo em casa, já corre para o computador, não assiste mais um filme, não conversa mais com a família, compra pela internet, não liga mais uma TV, não vai a um cinema, a um espetáculo de teatro, pois amanhã ou em dois dias (alguma boa alma) joga no you tube mesmo... Pode usar o argumento: Em tempos de violência seria melhor ficar em casa mesmo... mas lógico!!! NÃO É E NUNCA VAI SER A MESMA COISA.

Respirar ar puro (ok, poluição eu entendo), mas ver pessoas, trajeto, pegar um ônibus, metrô, andar por aí... não faz mal a ninguém.

Um papo entre três alunos num ponto de ônibus esses dias, eu perto ouvindo e de uma certa forma incrédulo no que ouvia:

- E aí, você vai entrar hoje?

- Não sei, preciso pesquisar algo para o trabalho.

- Ah tudo bem, bom, se entrar me chama, eu vou estar jogando com fulano, beltrano e cicrano.

- Tendeu. (nova forma de falar Entendi)

Penso na minha infância onde eu gostava de sair de bike, jogar bola, curtir a noite com os amigos no portão, jogando taco na rua, não se vê mais esse tipo de coisa hoje. Não é só culpar os tempos de hoje, as crianças, a juventude está cada vez mais refém do computador hoje em dia. As pessoas estão mais preocupadas em ir a um show ou balada para postar as fotos no Orkut, ou Facebook.., e são sempre fotos do mesmo teor. Três ou quatro pessoas grudadas sorrindo e um bração esticado, logicamente do fotógrafo ou fotógrafa. Nada contra as pessoas postarem fotos de momentos inesquecíveis. Mas qual a real finalidade disso tudo? É sair estar com os amigos ou mostrar os lugares que freqüenta, o tipo de amigos que tem, as viagens que faz, com a principal intenção que tudo aquilo é para as pessoas verem? E se tratando de fotos, antigamente as pessoas mandavam revelar as fotos e as viam em um álbum junto com a família ou com os amigos, na cozinha, ou na escola, no ambiente de trabalho, hoje, precisa ter um computador ou notebook por perto.


A família moderna eu visualizo mais ou menos assim. O pai sentado na sala com o notebook vendo as últimas notícias do seu time, manda um scrap para a esposa (na cozinha xeretando a vida dos outros e vendo aquelas intermináveis apresentações de PowerPoint enviado por alguma amiga do trabalho com os títulos: Lindo, não vale chorar!; Essa é para você repasse) pelo Orkut pedindo sua cerveja, a esposa que responde com um singelo: vem buscar; curte um comentário da filha no Facebook e escreve com letra maiúscula: O JANTAR TÁ NA MESA E CHAMA O SEU IRMÃO; que está no quarto jogando e pede que deixe seu prato no microondas que ele se vira mais tarde, pois agora ele não pode deixar o jogo senão ele morre! Virtualmente claro.

Agora a moda é postar o dia a dia em redes sociais. Orkut e Facebook são os mais tops de exemplo de mau uso por parte dos usuários registrados. No Orkut existe um campo logo no início denominado status, para a pessoa colocar o que está pensando ou quer dizer. Alguns usuários postam uma frase para se pensar, ou colocam um vídeo, ou um link de uma notícia interessante, ou um pensamento profundo... até aí tudo bem. Mas tem gente que posta o dia a dia e fica: Oh que sono, acordei; Voltei do teatro; vou ao banheiro; oh que frio... Agora me pergunto: Será que o brasileiro avacalhou com a coisa e definitivamente não sabe usar as redes sociais ou é o jeito brasileiro de se comunicar via web? Pior que essas postagens são os comentários e (curtições) dos amigos. Internauta diz: Oh que preguiça, tenho que ir trabalhar. Os amigos curtem, comentam e tornam a postagem pior do que a idéia de quem postou.

Isso que eu não falei dos malditos aplicativos tipo joguinho da fazenda, moedas, responder uma pergunta estúpida sobre um amigo, recentemente tenho visto aplicativo que pegou a mulherada de jeito: horóscopo! ... é duro dividir espaço na internet com gente assim.

Como eu já falei, sou rabugento, eu sei. Mas para mim, postar esse tipo de comentário, dor de cabeça, oh que calor, oh que frio, que tédio, isso para mim é falta de conteúdo e desperdício de tempo. Postar fotos de viagens ao fundo do mar, é ostentação. Acho legal quando são fotos tipo (momento em família), isso é legal. Postagem de vídeo, matéria, artigo, que seja foto, tudo bem, mas algo que vá acrescentar algo de positivo, informativo, reflexivo ou cultural a outra pessoa (que no caso seria o seu público alvo).