NO DISC, NO FILMS

O segmento deste blog não é discos e filmes para baixar, embora eu farei comentários sobre discos e filmes que eu gosto e outros que eu não gosto mas acabei assistindo e extraindo algo de legal. Minha opinião pode não interessar para ninguém, mas... pensando bem, tem tanta gente por aí opina e escreve... sou apenas mais um. Apenas um aviso, meus comentários as vezes são corrosivos. Dizem na minha família que eu já nasci rabugento.
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terça-feira, 26 de novembro de 2019

Meu Top 10 Discos (parte 2)



TOP 10 – 2ª parte

Continuando com a minha lista de discos de cabeceira, esse segundo Top 10  já tem uma particularidade de ser um top 12. Não segue uma ordem cronológica de como os conheci, mas são discos que ouvi muitas e muitas vezes e contribuíram demais pra minha formação musical.

1º. Elton John – Caribou (1974)
Conheci esse disco por volta de 1995 ou 1996 quando um amigo levou com mais alguns discos para tocar na quermesse da igreja (sim, eu era quem ficava no som pilotando um Gradiente Garrard) e colocando desde Beatles, Legião Urbana e de tudo um pouco. Me apareceu esse do Elton John onde na época eu ouvia muito a música Pinky, embora o grande sucesso desse disco tenha sigo Don´t Let Me Sunshine Go Down On Me.

2º. Johnny Mathis – Mathis Magic (1979)
Enquanto papai era vivo não me liguei nesse som, no que esse disco representaria pra mim. Trata-se do disco mais Disco Music do Johnny. Uma sonoridade ímpar tem esse disco e não sosseguei enquanto não o consegui em mp3 pra colocar no celular. Ano passado consegui uma cópia zerada desse disco em vinil. É um dos que eu mais gosto do Johnny.

3º. Raul Seixas – Abre-te Sésamo (1980)
Eu fui conhecer esse disco sabe-se lá em que época, mas foi muito depois do seu lançamento. Algo que me impressionou além das letras foi o instrumental desse disco. Raul gravou com uma banda de primeira, as linhas de baixo em todas as músicas eu tomo como lições que levo pra minha vida inteira musical. Sempre quando toco na igreja ou precisamos discutir arranjos, sempre me vem uma ou outra linha de baixo desse disco na mente. Em tempo: A música “Aluga-se” continua atual até os dias de hoje. Raul é gênio.

4º. Michael Jackson – Thriller (1982)
O disco mais vendido de todos os tempos. Um disco minuciosamente elaborado e que até hoje é vendido no mundo todo. Um disco que me marcou bastante e que ouvi muito na minha pré-adolescência e ouço até os dias de hoje. Sonho de consumo é ter esse disco na prensagem americana capa dupla. Os clipes da Thriller, Billie Jean e Beat It, juntamente com esse disco colocaram Michael num patamar que nenhuma reportagem sensacionalista consegue tirá-lo.

5º.  Beatles For Sale (1964)
Depois do Please Please Me, With The Beatles e da trilha sonora de A Hard Day´s Night, os Beatles surgem com esse For Sale. Por mais que digam que no disco “Rubber Soul” que a banda começava a mudar o seu som e experimentalismo, o disco que marca o começo da mudança pra mim é o For Sale. Esse disco foi um dos primeiros que comprei dos Beatles com meu primeiro salário, por mais que eu não soubesse o que exatamente viria nesse disco comprei primeiramente por causa da capa, e há mais de 30 anos é um dos discos que eu mais escuto da banda. Dos discos prensados aqui, esse é da prensagem de 1988. A melhor que saiu em vinil por aqui.


6º. The Beatles (1968)
Conhecido como White Album ou Álbum Branco, esse disco duplo foi descrito por Lennon como “...Paul e a banda, John e a banda, George e a banda e Ringo e a banda.” Um disco duplo que vinha um pôster, no verso do pôster as letras e quatro fotos, cada uma de um integrante. Período tenso na carreira dos Beatles onde a morte do seu empresário Brian Epstein tinha abalado profundamente os Beatles. O primeiro disco dos Beatles por sua própria gravadora a Apple, embora as canções tenham sido gravadas em Abbey Road. Os Beatles tinham recém montado a Apple onde teriam maior controle dos seus discos “a ideia foi boa, mas em pouco tempo virou a festa do caqui” e dar força a novos artistas. Muitos sucessos da banda estão nesse disco.

7º. Tim Maia Racional (1975)
Tim Maia tinha entrado para a Cultura Racional e compôs as letras desse disco baseado no livro Universo Em Desencanto. Quando apresentou o disco para a Philips, a gravadora orientou que refizesse o disco alegando que ele seria um fracasso de vendas. Tim acabou fundando a gravadora Seroma e foi vender o disco debaixo do braço e hoje é um dos mais raros trabalhos do Tim, também o vol 2 desse disco é um pouco mais raro ainda.

8º. Elvis Presley – That´s The Way It Is (1970)
Nos anos 90 eu recém tinha descoberto o filme de mesmo nome. Quando vi esse disco pensei que se tratasse da trilha sonora desse filme. Por mais que todo mundo entenda isso, eu nunca vou ver esse disco como trilha sonora do filme. Talvez não tenham incluído Polk Salad Annie em virtude dela já ter saído no On Stage em fevereiro de 1970. O disco mescla sim as músicas do filme, algumas músicas do filme, porém gravadas em estúdio e algumas que saíram como single. Um disco excelente, mas não ver a Polk Salad Annie descrita na contra capa devo ter exclamado um sonoro “O quê? Mas como?”

9º. Roberto Carlos (1981)
Esse disco fez parte da minha infância. Eu tinha sete anos quando esse disco foi lançado. O disco da melhor versão da música “Emoções”, Roberto nunca mais conseguiu com essa música o som que conseguiu nesse disco. Gosto de todas as canções desse disco. Ouço sem pular nenhuma faixa. Um disco tão bem equalizado que pra mim é  referência de gravação, equalização e sonoridade.

10º. Carpenters – Close To You  (1970)
Eis que uma madrugada eu vejo o filme com a história da Karen Carpenter na TV. Impossível não se apaixonar pela dupla. Alguns anos mais tarde tenho contato com algumas músicas da dupla em uma fita k7 de uma amiga. Com a internet fui conhecendo os discos e esse foi um dos primeiros que conheci. Esse disco traz sucessos e toda a musicalidade da dupla com uma sonoridade perfeita. Gosto demais desse disco.

11º. KISS (1974)
The first album of the hottest band of the world.  Conheci o KISS com o Creatures Of The Night, mas esse primeiro disco me tirou muitas noites de sono até achar pra comprar. Parecia praga, em lojas, ou sites ou até grupos de vendas nas redes sociais, aparecia tudo quanto era disco do KISS menos esse. Fui achar a primeira prensagem nacional em uma loja aqui em São Paulo. O velho comentário: voltei falido mas feliz!!!

12º. Big Brother And Holding Company – Cheap Thrills (1968)
Por mais que seja um disco da Big Brother, para mim sempre vai ser o primeiro disco de estúdio da Janis. O úlitmo disco de estúdio dela como vocalista principal da banda. Da mesma forma que Janis ficou grande demais para Port Arthur no Texas, ficou grande demais para o Big Brother. Nesse disco há os clássicos Summertime, I Need Man To Love, Piece Of My Heart e Ball And Chain.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Meu Top 10 discos



Muito antes de aprender a tocar violão, por volta de 1989, algo que sempre me chamou atenção e sempre teve um significado muito especial foi o disco de vinil. Muito mais que fita k7, que ainda era possível montar sua coletânea preferida, a chamada playlist, hoje em dia. Com o disco de vinil eu decorava muito mais a sequência das músicas do que com o CD. Sem contar a capa, encarte (quando vinha) e todo o manuseio, lendo as informações do selo, os selos icônicos como o da CBS dos anos 80, da maçã (Apple) dos Beatles, ou o Nipper com o gramofone da RCA. No caso específico da CBS, o desânimo total quando a partir de 1991 veio aquele selo vermelho, tentando imitar o selo americano da Columbia, mas que ficou feinho demais aqui em terras brasileiras.
Hoje resolvi escrever sobre os discos que mais me marcaram em todos os tempos, discos que ouvi e que conheço cada segundo de cada música. Discos que formaram meu gosto musical. Essa ideia surgiu ainda quando eu usava uma rede social e foi proposto pelos amigos eleger o seu top 10 de discos. Como não consegui resumir em dez discos, acabei fazendo um segundo top 10, que aumentou para top 12, o que fugiu um pouco da regra mas, não dava pra deixar de fora. Talvez suba para top 13 a segunda parte. Mas hoje falarei pelo menos da primeira parte do meu Top 10 de discos. Seriam meus discos de cabeceira.
1º. The Beatles 1967/1970
Coletânea dupla que muitos fãs chamam de disco azul. O importado americano e acho que japonês tem em vinil azul que é a coisa mais linda. Esse foi meu primeiro disco dos Beatles. O disco traz boa parte do que foi lançado de 1967 até 1970, portanto, a segunda parte da carreira da banda. Então posso dizer que conheci primeiro a segunda fase da banda. Fui conhecer a primeira fase quando entrava na aborrescência. Esse disco tem uma história curiosa. Tínhamos esse disco em casa e um dia minha tia (irmã do meu pai) falou algo como: Ah, você tem esse dos Beatles, me empresta. Numa primeira oportunidade que fui a casa dela peguei o disco de volta. Não, eu não ouvia o disco direto, mas comecei a ouvir mais na curiosidade de conhecer aquele disco que me chamou atenção pela capa. Mesmo que ainda eu não soubesse quem era John, Paul, George e Ringo, muito menos identificá-los na capa, pois eu tinha algo em torno de 6 ou 7 anos. O disco traz mais singles, as músicas de compacto e traz também algumas que estão espalhadas em alguns discos. Mas depois ao conhecer tudo a partir do Please Please Me, aí a coisa ficou séria.

2º. Roberto Carlos 1978
Esse também tem uma história curiosa, pelo menos pra mim. Meu pai aparece com esse disco, eu já devia ter visto o RC na TV e embrulhando esse disco para presente dizendo que eu tinha que dar esse disco na noite de natal para meu (amigo secreto – costume cafona na minha família) para meu tio (irmão dele). Deve ter me batido um pensamento do tipo: Ah, talvez ele não queira e eu fico com o disco pra mim. Estamos falando de 1978 quando eu tinha 4 anos. Não me lembro se tinha ouvido o disco até então, ou se já tínhamos um compacto desse disco e o (disco grande como eu chamava o LP) tenha me chamado atenção. Tudo isso e um pouco mais fez com que esse disco fosse um dos que mais curto do RC e por ter um valor sentimental. Embora eu não tivesse idade para entender algumas letras como A Primeira Vez, ou Mais Uma vez, Tente Esquecer, Fé, Vivendo Por Viver...

3º. Elvis Presley – Elvis Today de 1975
Outro disco curioso também porque nele não estão os sucessos como Blue Suede Shoes (que talvez seja minha preferida dele até hoje), nem Don´t Be Cruel, Heartbreak Hotel, Burning Love, Kiss Me Quick, nem My Way ou Sylvia. O disco foi gravado em 1975, como diz o Renan “depois disso só em Graceland...”,  é um disco com bastante elementos country, todas as músicas tem potencial para serem grandes sucessos. Do disco eu destaco todas, pois não pulo uma faixa. Esse é um dos discos do Elvis por qual eu tenho um carinho mais que especial. A jumpsuit que ele usa na capa é algo que passei a vida inteira vendo em todos os seus detalhes. Uma história curiosa foi que na Elvis Experience (maior exposição sobre Elvis que já se viu no Brasil) com itens vindos diretamente de Graceland, eis que veio essa roupa dessa capa. Poder tirar foto de todos os detalhes dessa jumpsuit, posar para foto do lado dessa roupa, pra mim representa mais do que ter ganho sozinho na mega sena.

4º. Roberto Carlos 1969.
Outro disco que fez parte da minha infância, aqui tem um Roberto mais (roqueiro) do que no disco de 1978. Anos mais tarde fui entender que o (roqueiro) era na verdade um disco bem puxado para a soul music. O que o RC conseguiu com esse disco, foi uma fórmula começada bem timidamente em algumas faixas do disco de 1966, por mais que teimem que foi no disco Inimitável de 1968. Esse é outro disco o qual eu ouço também sem pular uma faixa. Alguns anos depois consegui comprar o CD, mas não é a mesma coisa. Quando você gosta muito de um disco que conheceu no vinil, ao conseguir o CD é a mesma sensação que levar uma baita gostosa pro motel, deixar ela peladinha na cama e bater punheta. Tem graça nenhuma. Fiquei com a cópia que tinha na infância, toda riscada, capa rasgada até que muitos anos mais tarde consegui a primeira prensagem em stereo. Anos depois fui saber que tinha um pôster na versão mono... o pôster ainda eu não tenho, mas ter esse disco inteiro já é uma grande coisa pra mim.

5º. KISS  - Creatures Of The Night 1982
Eis que esse fã de Roberto Carlos, Beatles e Elvis, aos oito anos vê uns caras mascarados na TV. Pedi para meu pai comprar esse disco sem ter a mínima ideia de que som a banda levava. Era diferente de tudo que eu tinha ouvido até o momento. Ou, talvez tenha visto o clipe de I Love It Loud, veiculado sempre no Som Pop. Por causa desse disco acabei virando fã do KISS e através do irmão de meu amigo vizinho de infância que também tinha outros discos do KISS acabei conhecendo um disco ou outro, até começar a trabalhar e comprar meus discos. KISS é algo como Elvis e Beatles, quando aparece algum disco nos mercados livres da vida tá o olho da cara.

6º. Led Zeppelin IV
Lembro que conheci esse álbum numa fita k7 original que meu pai deve ter trazido pra casa e era pra venda ou qualquer coisa assim. Conhecer Led com esse álbum foi algo inesquecível. As pedradas Black Dog, a contagiante Rock n Roll, a perfeita junção entre o acústico e o metal pesado Stairway To Heaven, Misty Moutain Hop com a bateria trovejante do John Bonham, me fez correr anos depois atrás dos outros discos da banda. E sim, também virou uma banda do coração.

7º. Deep Purple – Machine Head
Nem é preciso dizer que depois que conheci o KISS, conhecer coisas mais pesadas como Zeppelin e Purple foram consequência. O Purple não me lembro muito bem se já tinha ouvido a Smoke On The Water inteira ou só conhecia o riff, mas acabei gostando do disco todo. Ao saber das circunstancias em que o disco foi gravado no hotel, as historias da banda do Blackmore e o Gillan sempre em pé de guerra, as fotos da parte interna do disco nas sessões de gravação, e conhecer o Purple com esse disco ou com o clipe da Perfect Strangers (anos mais tarde) mas com a mesma formação, é algo inesquecível. Purple se tornou a banda do coração também. Com essa formação apenas.

8º. Beatles – Abbey Road
Por mais que o Let it Be seja o último disco lançado, esse é o último disco gravado pelos Beatles. Foi um dos discos que comprei com meu primeiro salário e um dos discos que tenho o maior carinho. Que aliás completa 50 anos agora em 2019. A capa, se a gente analisar, é uma foto tão simples, mas é uma das melhores capas de todos os tempos. Por mais que os Beatles não estivessem sempre juntos nas sessões de gravação, por mais que não se dessem muito bem no final das contas, podemos dizer que nesse disco fecha a discografia oficial da banda com chave de ouro. Impossível não amar esse disco.

9º. Arnaldo Baptista – Lóki?
A primeira vez que ouvi esse disco eu não gostei. Era diferente de tudo que eu tinha ouvido até então. Um disco que é uma obra prima. Dor, sofrimento e superação nas letras. Um disco rock que não há guitarras. É emoção pura, é entrega do Arnaldo. Se tornou um dos discos que eu mais gosto. Grande emoção foi encontrar o Arnaldo na loja Baratos Afins e pedir para ele autografar esse vinil pra mim.

10º. Mutantes e Seus Cometas no País dos Bauretz
Conheci Mutantes e Arnaldo através de um amigo, através de uma ou duas fitas k7 gravadas a partir de discos do seu irmão mais velho. Mutantes com toda sua irreverência, experimentalismo, originalidade ao compor e gravar suas músicas, esse é o último disco com a participação da Rita Lee. Esse é um disco que ouço sem pular uma só faixa também. Mutantes também se tornou uma banda do coração.

Bem pe, pessoal esse é o meu top 10 (primeira parte) dos discos, dos meus discos de cabeceira. Espero que tenham gostado. Abraços e até a próxima postagem que pretendo fazer em breve da segunda parte dos top 10.



quinta-feira, 1 de maio de 2014

OS POSTERS DA SOMTRÊS



Quem viveu especificamente a década de 80, começo da década de 90 e é ligado em música, vai se lembrar do nosso assunto de hoje.
Se tem uma coisa que eu tenho uma imensa saudade é de ir até a banca de jornal e comprar um revista pôster da minha banda ou artista preferidos.
Mesmo sendo o eterno “juntador de tranqueira” como minha mãe carinhosamente me classifica, não, eu não tenho todos os pôsteres que adquiri ao longo desses (PUTZ 40 anos).
Sim, as revistas pôsteres da SOMTRÊS! Pelo que lembro tive bastante posters, isos me leva à primeira casa em que eu morei até meus 18 anos. Meu quarto era meu refúgio, do mundo chato, da escola, era onde eu compunha, fazia lá as minhas canções (a maioria uma droga) mas eu nunca estava sozinho, estavam quase todos lá: Beatles, Paul McCartney, Elvis, Kiss, Deep Purple, Led Zeppelin, Janis Joplin, todos os pôsteres na parede. A coisa chegou a um ponto em que já tava difícil de ver a parede. Geralmente eram revistas pôsteres, já vinham dobradas, e desdobrando-as, tínhamos fotos, biografia e por fim: o pôster.
Pendurar, fazer um quadro, ou simplesmente (pregar) o pôster na parede, perdia-se a revista. Não! O burro aqui nunca pensou em comprar dois exemplares, não tinha batido a neura do (eu preciso ter tudo).
Ainda com 8 ou 9 anos, me lembro que a hora mais aguardada do dia era a parte da tarde quando minha mãe ia até o mercado, assim quando ela chegasse, o poster já estaria lá pregado e dificilmente ou com um pouco de sorte da minha parte, ela não pediria para retirá-los.
Interessante é meu espírito quarteiro e pouco saleiro. Como concentrar todas minhas tranqueiras na sala? Pouco a pouco fui levando minhas coisas para o quarto, divros, discos, CDs, DVDs, hoje há um ano na casa (nova) algumas coisas estão na sala, outras no quarto, mas sei bem o quê exatamente está e a onde.
Dos meus 18 anos pra cá, deixe-me pensar: como diria o Renato Russo “Já morei em tanta casa que nem me lembro mais”, não exagerando mas estou hoje na 6ª casa. Sei lá quando vou mudar de novo, mas na maioria delas eu não coloquei pôster. Morar de aluguel é uma merda por isso. Mas você deve estar se perguntando: Ah Baratta, cresce pô, colocar pôster com 40 anos nas costas? Minha doce resposta: Deixa eu viver porra!
Hoje em dia alguns posters estão guardados, outros sei lá que fim tiveram. Mas as revistas pôsteres da SOMTRÊS eram bem elaboradas do início ao fim. Sempre com a biografia da banda ou artista, discografia com as músicas relacionadas (oxa, numa era pré-internet essa era uma das fontes para conhecermos a discografia de uma banda ou artista). Ainda é possível achar uma ou outra publicação à venda em bancas especializadas (sim existem bancas especializadas em revistas antigas), sebos e até sites de vendas. Pouco a pouco a internet foi matando a mídia impressa.

As revistas pôsteres da SOMTRÊS marcaram época. Abaixo algumas fotos do que sobrou, do que consegui pregar na última casa, e algumas outras que eu lembro que tive, as fotos (numerar) não são minhas, consegui em sites de vendas na internet.

Essa me dá uma certa pontada no peito. Talvez a única revista poster que marca a época que comecei a ouvir o KISS, como eu disse lá em cima "pôster na parede, perdia-se a revista". Pois é, devia ter comprado umas três dessa. 

Essa também dá uma pontada no peito, devia ter comprado umas oito.  Tinha um belo poster do Deep Purple. 

Essa eu tenho. 

Essa eu quero comprar de novo ainda, eu só lamento aqui né?

Esses eu tenho, estão todos guardados dobrados, um dia eu tenho minha casa!

Essa também tem história: Coloquei na parede perdi a revista, mas Elvis não deixaria barato, anos e anos depois (velho é ... deixa pra lá) acabei "herdando a revista novinha em folha" vai pra parede nunca mais, tá no plástico!


Nem todos são da SOMTRÊS,  mas mostra meu penúltimo quarto. Quarto de véio com espírito de moleque! E atitudes também, mas deixa pra lá. 

domingo, 3 de março de 2013

SHOWS QUE EU NÃO FUI - KISS





Inauguro essa série de postagens que terão como objetivo relacionar sempre um show ou evento que eu não tenha ido por algum motivo, seja distância, tempo ou o motivo sempre presente em minha vida: a falta de grana!
Show do KISS – Arena Anhembi 2012 – 17 de novembro de 2012.
Esse show eu faltei por falta de verba. O primeiro lote foi vendido pela quantia de R$ 300,00 que somada a taxa de conveniência daria R$ 360,00. Acabou o primeiro lote e um segundo lote foi colocado à venda por R$ 320,00, mais taxa de conveniência daria R$ 384,00. Fora isso, o evento contava com um ingresso que o pessoal chamava de Bud Lounge, seria a área vip. Para o show de domingo a noite no Rio de Janeiro houve um ingresso Meet and Greeting por U$ 900,00 que incluia encontro com a banda, foto oficial, autógrafo, acesso a um pré-show acústico e camisa da turnê, detalhe é que o Meet and Greeting não inclui o ingresso do show que é na sequência de tudo isso rs.
Conhecer os ídolos é fácil hoje, tendo grana o fã pode conhecer. Mas até que ponto quem compra são reais fãs? Aí entra o sábio ditado: (não generalizando, mas em pelo menos 70% dos casos) Deus dá nozes a quem não tem dentes! O que deve ter de poser, mauricinho e patricinha comprando o valioso ingresso pra depois postar no twitter ou facebook ou simplesmente ostentar que esteve em tal evento deve ser um absurdo. E digo mais, tem nego ali no meio que não sabe o nome dos 4 integrantes, não sabe o nome de cada música. Deve rolar muita picaretagem também com ingresso ganhado, gentilmente cedido a alguma celebridade sem sal, sem história e sem conteúdo (coisa que aqui o Brasil tem e muito) ou a algum jornalista que vai de nariz em pé e depois ainda tem a péssima atitude de fazer um texto falando mal da banda ou do evento. Chega de oportunismo.
O meet and greeting pegou fogo mesmo. Priscilla Presley, agora o KISS... quem será o próximo, Paul McCartney em BH em 2013? Olha que na última vinda do Paul rolou um ingresso que dava acesso a um almoço vegetariano, uma revista, assistir a passagem de som e por aí vai. Ídolos estão se tornando acessíveis, desde que se tenha grana e muita.
Com inveja eu? Pense o que quiser.
SHOW DE SÁBADO
Mas nem tudo está perdido! O portal Terra meio que salvou a vida e o sábado de quem não foi no show em São Paulo sábado à noite. Talvez a velocidade da conexão de um mega foi o motivo da imagem vir o show inteiro em câmera lenta, mas o som estava fantástico, direto da mesa de som. Os caras estão cada vez melhor. Detroit Rock City, Calling Dr. Love, I Love it Loud, Shout it Out Loud, Love Gun fizeram parte do show assim como canções do novo disco Monster. O telão de led atrás da banda alternava entre imagens do show e logo da banda de todos os tipos e cores. De novidade mesmo (em comparação aos dois shows que fui em 1999 e 2010) apenas a performance solo do guitarrista Tommy Thayer junto com o baterista Eric Singer. No show do autódromo de Interlagos da tour Physico Circus, o show tinha os momentos 3D de modo que lá de cima da curva da laranja onde eu estava permitia ver tudo de perto no palco que estava lá no fim do barranco lá em baixo. Paul ainda sobrevoa o público de tirolesa até um mini palco para cantar Love Gun, e Gene ainda sobe como um morcego para cantar God Of Thunder lá de cima. Paul perguntou no show se queríamos que eles voltassem novamente: Lóóóóóógico! Gene usou o português para falar com os paulistas: Tudo bem?
Kiss é muito louco. Da próxima vez eu me programo melhor e vou sim.

sábado, 3 de novembro de 2012

KISS - CREATURES OF THE NIGHT




Kiss o dia que o rock pesou na minha VIDANão tem como ouvir Kiss e não me lembrar do meu pai. Não, ele não era kissmaníaco, não gostava de rock pesado que eu me lembre. Mas eis que o Kiss veio pela primeira vez ao Brasil em 1983. Este que vos escreve tinha apenas 9 anos. Eu vi um comercial na TV e aquilo me chamou a atenção. Não sei se era o comercial do disco Creatures of The Night, não lembro se era sobre o show editado que ia ser veiculado pela Rede Globo, todo cortado, não me lembro. O que me lembro é que aquelas quatro faces mascaradas me chamaram a atenção. Devo ter soltado um sonoro: Paiê, eu quero! Lembro me que em um sábado, ao acordar o disco estava lá. O cheiro do disco de vinil novo, nunca mais senti de 1996 pra cá. Uma capa azul, quatro caras mascarados na capa, olhos incandescentes, a capa de vinil desse disco para uma criança de 09 anos é impactante. Impactante mesmo seria o som, as primeiras porradas do saudoso Eric Carr na bateria abriam o disco com a faixa Creatures of The Night. Sobre esse disco: existe um poderoso eco na gravação dele todo, o que não deixa o disco cansativo, de forma alguma.
Bom, é o primeiro disco que eu ouvi do Kiss. Primeiro disco de rock mais pesado, até então, de rock eu só conhecia Elvis e Beatles. A minha história com o Kiss se intensificaria cada vez mais. Ainda nessa época podíamos encontrar revistas posters da lendária editora Som Três. A qual eu tive, mas sei lá que fim deu. Eu não era neurótico com minhas coisas como sou hoje em matéria de colecionar. Mas essas revistas permitiam a nós (na pré história da militância rockeira) conhecer os discos até o atual, ano em que foram gravados e nome das faixas. Sim, caso quisesse (ouvir) alguns desses discos desconhecidos, ou ia até uma loja de discos (sim, já existiu loja de discos) e comprava ou tentava a sorte de algum amigo ter discos diferentes que provocassem o comentário: Oh, esse eu não conheço. Me grava em uma fita? Me empresta, apesar que hoje eu não empresto nada pra ninguém.
Como meus amigos da época tinham a mesma idade que eu, 8 ou 9 anos, ninguém ali se interessava em música. Só queriam saber de jogar bola, empinar pipa, jogar taco, botão, o único da rua da minha idade que poderia ter sido um astro do rock seria eu. 

Irmão cavalo. 

Cavalão quer dizer mais velho. E minha rua era infestada deles. Os cavalos que chegavam de carro, paravam na porta de um ou outro e tals. Desse pessoal mais velho, dois eram irmãos de um amigo meu. E um dia esse cara compra uma bateria. Bateria, opa tinha a ver com minha cisma com música. Lembro da minha mãe arrumando minha meia me penteando pois eu iria ver a banda do Dorival ensaiar. Na casa do lado da minha. E o Dorival conhecia o Kiss. O quê? Então tudo começava a se encaixar como aqueles brinquedos de madeira de tijolo que ia se conectando e montando uma cidade? Bem antes da bosta dos Lego? Sim, sim querido e estimado e leitor! O Dorival conhecia o Kiss. E tinha alguns discos que estavam relacionados naquela revista pôster que eu tinha. Que eu me lembre ele tinha o Alive II, que pedi emprestado ficou um tempão comigo até um dia ele pediu de volta dizendo que tinha outro disco pra mim. E tinha: o Hotter Than Hell. Cacete o segundo disco do KISS! Hoje seria viável acrescentar mais três palavras: e em vinil!!!
Com o tempo eu fui sabendo da existência de outros e outros discos. Um dia meu pai chega com o Rock and Roll Over. Dizendo que tinha descoberto um tiozinho na feira de sexta que morava atrás do André Ohl (escola que eu estudava, tá bom, eu ia apenas – estudar nunca foi muito o meu forte) e que tinha vários discos do Kiss. Comentário do meu pai: Vou te comprar todos que ele tiver. De quando eu era pequeno, até esse episódio do meu pai conhecer o tiozinho da feira que tinha uns discos do Kiss pra vender, tem um salto de uns 5 ou 6 anos por aí. Algum tempo depois meu pai viria a falecer.
Mas voltemos ao disco Creatures.

Lado A
0         01.  "Creatures of the Night" (Paul Stanley, Adam Mitchell)
A faixa que abre o álbum, abre já metendo o pé na porta. Guitarras bem marcadas, uma das características mais importantes do Kiss. Em Creatures of The Night, as guitarras estão marcando o tempo todo. Paul Stanley nos vocais. Um coral no refrão. O solo de muito bom gosto e técnica.
02.  "Saint And Sinner" (Gene Simmons, Mikel Japp) – 4:50
A cavalice desse disco pesadaço, música de homem que chega em casa arrotando com o palito de dente no canto da boca. Essa pedrada tem um estilo que não é exatamente o som do Kiss, mas a banda desempenha com muita desenvoltura. É uma música de despedida. No caso do Kiss é no mais bom estilo (To vazando que eu to perdendo meu tempo com você).

03.  "Keep Me Comin'" (Paul Stanley, Adam Mitchell)
Uma música em tom alto para Paul Stanley é a coisa mais normal do mundo. Paul tem um alcance fantástico nessa música em que a letra sugere que será a primeira vez da garota. Pouco a pouco a gente percebe que o estilo do Kiss de compor mudou da década de 70 para a de 80. Seus temas continuam fortes mas a forma de compor e de explorar a sua musicalidade mudaram mais ainda.

04.  "Rock and Roll Hell" (Gene Simmons, Bryan Adams, Jim Vallance)
É, ele mesmo. Bryan Adams. Segundo Gene Simmons a música já estava praticamente pronta e o que existe é uma contribuição mínima em um ou outro trecho da letra e no arranjo. Bryan não tinha conseguido até então o sucesso que todos conhecem, mas conseguiria alguns anos depois. A música fala de Inferno do Rock n Roll.
05.  "Danger" (Paul Stanley, Adam Mitchell)
Música que fecha o lado A do disco. Um rock bem barulhento como o Kiss e outras bandas sabe fazer. O solo é de Bob Kulick, é esse sobrenome mesmo. Kulick. Irmão de Bruce Kulick que viria a ser o guitarrista solo alguns anos depois. Segundo Michael James Jackson: Bob fez um grande solo em Danger. Mas não estava na velocidade adequada e tom adequado para Paul cantar. Então samplearam a música alterando a velocidade e tom da música e mantendo o solo de Bob.

Lado B
01. "I Love It Loud"  (Gene Simmons, Vinnie Vincent)
Aparece pela primeira vez em um disco do Kiss o nome de Vinnie Vincent. Que seria a partir de então o guitarrista solo do Kiss por algum tempo. Ace estava praticamente desanimado e não mostrou interesse nenhum em participar de nenhuma das sessões de gravação desse disco. Mas o Kiss não poderia ficar sem um guitarrista solo. Foram testados vários guitarristas, um fez solo aqui, outro ali. O eco poderoso desse disco na bateria foi adquirido no estúdio de Los Angeles, o Record One. A sala era toda revestida de azulejos. Mas não tente montar uma bateria no banheiro pra conseguir o mesmo som. (Se resolver fazer isso grave e mande pro nosso blog). Mas o que conta mesmo são os braços e pés do Paul Caravello. Eric Carr. Nessa época lembro de uma professora me falando: Mas você nem entende o que o Kiss fala nessas músicas. Se o Kiss estiver xingando o presidente... Nessa letra o Gene diz: Eu QUERO ser presidente. Ainda sobre essa música, foi essa que me levou a gostar de Kiss.



2. "I Still Love You" (Paul Stanley, Vinnie Vincent)
Paul disse que não se trata de uma música pessoal. Paul compôs essa música com Vinnie inspirados em Led Zeppelin. Que o Kiss adora aliás. O Kiss já fez vários covers do Zeppelin em shows. Não comparo Eric Carr com John Bonham, até porque gosto dos dois. Mas o Eric aqui nessa música faz bem o estilão Bonham. Pé pesadaço e ótimas viradas. O solo aqui é de Robben Ford. Tremenda técnica.
3. "Killer" (Gene Simmons, Vinnie Vincent)
Começou com Vinnie e Gene foi acrescentando algumas coisas na letra e arranjos. A letra fala sobre assassinato.
4. "War Machine" (Gene Simmons, Bryan Adams, Jim Vallance)
Gene tinha um sintetizador de brinquedo que tinha 5 notas e criou o riff da música a partir desse brinquedo. É uma ótima música pra fechar com chave de ouro um dos discos mais importantes de toda a carreira do Kiss.

Considerações Finais
O último deles com maquiagem, o último disco com o Ace Frehley na capa. Ace participaria da capa, do clip de I Love it Loud, mas não participaria da gravação do álbum.
Bom a ficha técnica já causa espanto, pelo menos pra mim.
Lançamento: 25 de outubro de 1982 (meu aniversário) eu fiz oito anos.
O produtor era o Michael James Jackson. Gene Simmons fala que ele era Michael Jackson até aquele momento. Gene colocou o nome do meio (James) pois não poderia chamar o cara de Michael Jackson. Já imaginou? Estávamos em 1982.
O Creatures é o disco do reencontro do Kiss com o seu som. O disco The Elder de 1981 foi muito criticado. Alguns fãs gostam, outros nem tanto, mas o que é unânime é que aquilo não é o som do Kiss. O disco seguinte Killers, trazia 4 músicas inéditas e outras canções contidas em outros discos (uma coletânea com faixas inéditas), coisa de alto nível mas era um caminho até chegar o nível do som do Creatures. Por que eu estou contando tudo isso? Porque eu gosto de falar de Kiss, hehe. Bom, esse era o período da saída do Ace Frehley, o cara dos riffs inesquecíveis, dos solos com precisão milimétrica, o cara da pegada, o cara da guitarra solo, enfim...
Uma outra informação aos mais atentos é que o Kiss nunca se limitou apenas aos seus integrantes para compor. Vira e mexe sempre tem dedo a mais nas composições (tanto na parte da letra quanto musical) inclusive nas gravações.

 
  1. "Creatures of the Night" (Paul Stanley, Adam Mitchell) – 4:01
  2. "Saint And Sinner" (Gene Simmons, Mikel Japp) – 4:50
  3. "Keep Me Comin'" (Paul Stanley, Adam Mitchell) – 4:00
  4. "Rock and Roll Hell" (Gene Simmons, Bryan Adams, Jim Vallance) – 4:08
  5. "Danger" (Paul Stanley, Adam Mitchell) – 3:55
  6. "I Love It Loud" (Gene Simmons, Vinnie Vincent) – 4:12
  7. "I Still Love You" (Paul Stanley, Vinnie Vincent) – 6:06
  8. "Killer" (Gene Simmons, Vinnie Vincent) – 3:19
  9. "War Machine" (Gene Simmons, Bryan Adams, Jim Vallance) – 4:13