NO DISC, NO FILMS

O segmento deste blog não é discos e filmes para baixar, embora eu farei comentários sobre discos e filmes que eu gosto e outros que eu não gosto mas acabei assistindo e extraindo algo de legal. Minha opinião pode não interessar para ninguém, mas... pensando bem, tem tanta gente por aí opina e escreve... sou apenas mais um. Apenas um aviso, meus comentários as vezes são corrosivos. Dizem na minha família que eu já nasci rabugento.
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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Exposição David Bowie no MIS


Definitivamente, quando eu acho que manjo bem de música (que e o único asunto em que eu não passo vergonha), sempre falta algo. David Bowie é um dos artistas que sempre esteve presente, mesmo eu não dando a mínima pra ele. Mas um dia, ele te pega, sem que você se dê conta.
A primeira lembrança que tenho dele é da minha época de escola quando eu tinha uns 9 ou 10 anos, eu estudava (tá bom, eu ia à escola), chegava, amoçava e ia para a TV ver programas de clipes. De semana tinha o Super Special na TV Bandeirantes (acho), e acho que tinha um na Record também. Pô, estamos falando de 1983 ou 1984. De sábado tinha o Som Pop na TV Cultura. Não eu não via o da Gazeta, o canal 11 não pegava em casa.
O primeiro clipe do camaleão do rock que eu me lembro é o Modern Love. Não era algo que eu curtia, mas assistia enquanto isso esperava um do KISS, Michael Jackson, Paul McCartney com No More Lonely Nights, etc. Anos se passaram e eu continueii vendo Modern Love, Blue Jean (esse sim eu gostava), Let´s Dance, China Girl entre outros.
Até que um dia, na casa de um amigo da igreja, ao começar a tocar Modern Love, ele sem empolga, eu ainda não me empolgava com Bowie. Mais uns tempos e assistindo o documentário Imagine do John Lennon de 1988, na parte do “Lost Weekend” (Fim de semana perdido) de John, May Pang fala que John circulou bastante e trabalhou bastante, gravou com Elton John, Ringo Starr e com Bowie...
Mais uns anos, amigos já vinham me alertando que: Bowie da década de 70 é do caralho!
Isso sem mencionar que lá na época quando por aqui apareceu a versão “O Astronauta de Mármore” da banda Nenhum de Nós, na década de 90, o Nirvana também tocaria a “The Man Who Sold The World” no acústico da MTV. Não, nunca dei a mínima pra Nirvana.
Recentemente indo no meu pediatra de computadores Dr. Fernando VXD, ele com a animação de sempre me diz: Júnior, você precisa TER isso, toda a trajetória do Bowie em uma hora, isso é maravilhooooooooooooooso!. Até dias atrás eu não tinha visto inteiro ainda.
E de repente vem a Exposição do MIS (Museu da Imagem e do Som) em São Paulo. Munido de um receptor de áudio wireless, ao chegar perto de tal vídeo, tal figurino, um vídeo de show ou entrevista, o receptor capta o sinal daquele vídeo específico. Muitas e muitas roupas, muitos manuscritos, maquete de palco, esquemas e mais esquemas desenhados no papel (sim, folha de caderno mesmo) pelo próprio Bowie, muitos itens são do arquivo pessoal de David Bowie. Guitarras, manuscritos de letras de música, etc. Saí de lá com a ideia que tudo que Bowie fez e faz é pra ser conceitual. Não, não pode tirar foto na exposição. Não, o Baratta não aceita um NÃO como resposta!
Resultado no final das contas?
Resolvi juntar em um CD a (meia dúzia) de músicas que eu conhecia dele. Lembre-se do que o Baratta disse no começo do texto: “David Bowie é um dos artistas que sempre esteve presente, mesmo eu não dando a mínima pra ele.”. Pois bem amiguinhos, constatei que a (meia dúzia) que eu conhecia eram pelo menos umas 40 canções, todas conhecidíssimas que acabei distribuindo em 2 CDs com 20 canções cada um. Os CDs Pin-Ups do disco de 1973 e Tonight do disco de 1984 eu acabei fazendo em um cd separado. Atualmente procurando algum documentário sobre Bowie.
Pra terminar o vídeo de qual falei e um link, nesse link em Material Educativo dá pra acessar um arquivo em PDF para melhor compreensão da Exposição.
As minhas fotos não ficaram legais, mas um amigo (também músico) foi essa semana e conseguiu fotos fantásticas, fotos do amigo Sanders Giuilani





























Exposição David Bowie no MIS
Avenida Europa, 158
De 31 de janeiro a 20 de abril
Terças a sextas, das 12h às 21h
Sábados das 11h às 23h
Domingos e feriados ds 11h às 20h

Ingressos R$ 10,00 (inteira)




quinta-feira, 25 de julho de 2013

SP ROCK 70 - Exposição - EU FUI

Conforme falamos aqui no dia 07 de fevereiro, a Exposição São Paulo Rock 70 no Sesc Belenzinho, lá fomos eu e um amigo. Uma verdadeira viagem no tempo para amantes do vinil, do rock, de fotos e tudo que faz parte do movimento que pegou em cheio nos anos 70. Ao chegar no SESC, onde tem de tudo um pouco, a caminho do espaço onde rolava a exposição, passamos por um pavimento onde dava plena visão para a piscina. Paramos por um momento pra apreciar a vista, tanto que a quantidade de bundas e corpos estilo (violão) que vimos, por um momento permitiu o comentário: O que a gente tinha vindo fazer aqui mesmo? Ah, a exposição...
Por mais que algumas pessoas insistam em saudosismo, coisa de velho, essa exposição foi um presente para nós. Muitas capas de discos expostas de bandas como Joelho de Porco, Mutantes, Casa das Máquinas, O Terço, Tutti Frutti, Gil e Rita Lee, Moto Perpétuo (creio que o primeiro registro fonográfico com Guilherme Arantes), Patrulha do Espaço, Sá & Guarabyra, Raul Seixas e bandas que eu desconhecia (ponto negativo pra mim e bilhete pra mãe assinar).
Ver vários LPs de perto provocam todo tipo de comentário. Comentários como o meu: “Esse disco é loco, eu já peguei um na mão”, comentários que ouvi lá “Esse eu tenho até hoje”, “Tava escutando esse antes de sair de casa”, assim também como comentários animadíssimos de gente que além de não apreciar o vinil os deprecia: “Olha tia aqueles discão antigo que o tio Creyson tinha”, quando escuto um comentário com esse teor perto de mim, sinto o equivalente a uma tijolada no meio da espinha, é duro viu?
Depois foi a vez dos compactos. Esses sim, mais raros do que LPs, pois geralmente a música do compacto (single) não entrava nos LPs.
Caminhando pelas capas de disco, uma fusão entre (chamarei de conservadorismo) + inovação + tecnologia + de um excelente bom gosto. Uns quatro pufs, daqueles que permite a pessoa quase deitar e desligar do mundo num merecido descanso, uma mesa de centro em formato de um LP de vinil, (a minha cara) e na mesa de vinil quatro mp3 devidamente presos com fones de ouvido da marca AKG tocando sucessos das bandas que montaram o cenário do rock paulista na década de 70.
Andando mais um pouco, um painel muito bem feito reunindo as principais reportagens sobre as bandas, shows, lançamentos em discos, notícias das principais revistas, jornais destacando a imprensa musical da época. Isso só reforça o meu pensamento que nasci em época pra lá de errada. O visitante mais rockeiro de espírito que também sente vontade de ter vivido tudo aquilo vai entender o que eu digo. Olhando o mural vi uma reportagem ou chamada de show: “Terço se Une a Mutantes Para Lembrar Beatles”, a reação que eu tive foi: “Caralho! Quando?”. Lógico, esse pobre infeliz que vos escreve nasceu em 1974, pela formação da foto que postarei logo a seguir, deve ter sido 75 ou 76. Ou os shows no Teatro 13 de Maio, Ginásio do Ibirapuera, Teatro Bandeirantes. Um amigo do meu lado solta o comentário: “Eu vivi tudo isso”. Eu também comentei: “Maldito!”.  Mais adiante TVs de LCD contando um pouco da história do rock nacional dos anos 70 em imagens, outra TV de LCD contando quem eram os fotógrafos do rock, quem acompanhou de perto todo o movimento, tema da Oficina: Fotografia de Espetáculo. Os fotógrafos foram peça fundamental no registro não apenas da foto, mas de comportamento, impacto e resposta de público. As gerações futuras jamais viverão um movimento com tanta intensidade, assim como na Jovem Guarda, Tropicalismo.
Um pouco mais adiante, expostas as capas de discos, mais capas como o “Tudo foi Feito Pelo Sol” dos Mutantes, Zé Rodrix, entre outros. Na saída, um livreto com a ficha técnica da exposição, curadores, fontes de pesquisa e tudo mais. Uma exposição que eu gostaria de ver de novo.