O segmento deste blog não é discos e filmes para baixar, embora eu farei comentários sobre discos e filmes que eu gosto e outros que eu não gosto mas acabei assistindo e extraindo algo de legal. Minha opinião pode não interessar para ninguém, mas... pensando bem, tem tanta gente por aí opina e escreve... sou apenas mais um. Apenas um aviso, meus comentários as vezes são corrosivos. Dizem na minha família que eu já nasci rabugento.
O blog do Baratta completa 08
anos de existência e insistência. Insistência porque eu não abandono a
plataforma blog de jeito nenhum. Por mais que muitos ainda estejam deslumbrados
com o tal “cara de livro” ou um tal de “estragão” a plataforma blog (pelo menos
pra mim) é algo que nunca vai perder a sua funcionalidade. Mas aí você que
acessou e está lendo no momento pode pensar: Ah, sai dessa, Baratta! Ninguém
mais acessa blog hoje em dia. Primeiro lugar que quem faz um comentário dessa
natureza é porque leu o que eu escrevi um pouco acima, se leu é porque
acessou!!! Tenho conhecimento que os acessos dos blogs caíram bastante de uns
tempos pra cá e a tendência é piorar cada vez mais.
Deixo aqui então o meu muito
obrigado a todos vocês que sempre acessaram, leram e comentaram aqui, a quem
acessou por engano e gostou e passou a seguir, a quem acessou por engano, não
gostou e nunca mais voltou, a quem fala bem do blog, a quem recomenda o blog, a
quem fala mal do blog, deixo o meu obrigado a todo mundo. Oito anos se passaram
mas a vontade e o anseio de escrever não passa. As vezes me falta tempo, mas
estarei sempre por aqui. Parabéns pra noize!!!
Por volta de 2011 quando montei esse blog, montei também um
blog sobre o Roberto Carlos, o Súditos RC. O foco seria comentar os discos,
alguns especiais (pelo menos os mais recentes) e os lançamentos, além de postar
vídeos que pouco a pouco foram aparecendo no you tube e recentemente esse ano
de janeiro para cá apareceram um monte de verdadeiras raridades que até um
tempo atrás era exclusividade de colecionadores, que muitas vezes se acham
“donos da obra do Roberto”, mas aí já é outra história. Esse ano de 2019 eu
acabei me enchendo do blog e acabei deletando. Por estarmos em 2019 e os
grandes álbuns lançados em 1969 estarem comemorando 50 anos, impossível não
falar desse disco.Intitulado Roberto
Carlos, o disco lançado pelo cantor em 1969 é diferente de tudo que se tinha
ouvido no Brasil até o momento.
01. As flores do
jardim da nossa casa
Roberto Carlos - Erasmo Carlos
02.Aceito seu coração
Puruca
03. Nada vai me convencer
Paulo César Barros
04. Do outro lado da cidade
Helena dos Santos
05.Quero ter você perto de mim
Nenéo
06 Diamante cor-de-rosa
Roberto Carlos - Erasmo Carlos
07. Não vou ficar
Tim Maia
08. As curvas da estrada de Santos
Roberto Carlos - Erasmo Carlos
09.Sua estupidez
Roberto Carlos - Erasmo Carlos
10.Oh, meu imenso amor
Roberto Carlos - Erasmo Carlos
11.Não adianta
Édson Ribeiro
12.Nada tenho a perder
Getúlio Cortes
01-As Flores
do Jardim da Nossa Casa (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Composição da
dupla Roberto e Erasmo falando de ausência. Porém, outra curiosidade é sobre a
vida das flores. No primeiro verso fica bem clara essa idéia. (As flores do
jardim da nossa casa/morreram todas de saudade de você/ E as rosas que cobriam
nossa estrada/perderam a vontade de viver). As flores tem vida, claro, e tem
sentimento. Elas sentem falta das pessoas, sentem quando algo não vai bem.
Aliás, já ouvi falar de que as plantas ou murcham, ou secam quando chega alguém
invejosa, ou que carrega o mau estar. Anos mais tarde Roberto recusaria cantar
“As Rosas não falam” do grande Cartola. Roberto só canta as coisas em que
acredita.
02-Aceito seu
coração (Puruca)
Fala de um
amor que foi, mas tem tudo pra voltar. Aqui já há uma prévia do que viria a ser
os temas das canções dos discos de Roberto nos anos seguintes. Violinos,
orquestra e letras focadas no amor (na sua forma eterrrrna) como ele diz.
03-Nada vai
me convencer (Paulo Cesar Barros)
A letra é
meio no estilo, vai e não olha pra trás. Particularmente é até legal ouvir o
rei cantando algo nesse estilo. E é nessa canção que se escuta o barulho das
correntes ou pulseira. Podemos ter uma
idéia da energia em que ela foi gravada, e sua voz está com o alcance e a
ênfase da frase: Já canseei.... é um dos melhores momentos do disco.
04-Do outro
lado da cidade (Helena dos Santos)
A guitarra em evidência está em primeiro
plano. Uma letra legal, que foi gravada em espanhol também. Quando eu era
criança eu gostava daqueles solinhos da guitarra nas paradas. E há aqui também
o assobio na melodia da música.
05-Quero ter
vc perto de mim- Nenéo - Roberto começa cantando a capela, bem incomum em seus
discos. Depois os instrumentos vão aparecendo um a um. Uma música calma com
letra do tipo (volta que tá embaçado)...
06-O diamante
cor de rosa - RC/EC - talvez a única música instrumental em toda a carreira. A
gaita é do Roberto, bela canção, muito bem feita. Nome do segundo filme de sua
carreira cinematográfica.
07-Não vou
ficar - Tim Maia - O lado 2 do LP abre com essa porrada do síndico da MPB. O
naipe de metais está a todo vapor. Letra do estilo (Sai daqui) onde a voz dele
está com um alcance incrível e a banda toda perfeita. Há um coral no verso
(pensando berrein). E os gritos que ele dá, pouquíssimas vezes tivemos o
privilégio de o ver cantando assim. Na boa, se esse disco teve músicas que não
saíram ou foram rejeitadas do estilo dessa, é um baú recheado de pérolas que
não chegam ao conhecimentos dos fãs. Fica a dica (Bem que poderia sair um
Robertology).
08-As curvas
da Estrada de Santos- RC/EC - Os metais de novo. Há um eco no bumbo da bateria.
Os violinos entram rasgando a música de fora a fora. A música que Emerson
Fittipaldi ia ouvindo pra casa da namorada na praia do Gonzaga, como ele mesmo
disse num dos especiais do rei. Música revisitada no disco Acústico e no
Primera Fila.
09-Sua
estupidez (Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Letra legal,
arranjo com violinos em destaque, porém a versão dele ao violão em um de seus
especiais de fim de ano pela Rede Globo está linda. Deveria ser lançada em
disco. Tem muito material do rei dos especiais como Se você Pensa do especial
de 94, Natal Branco, e outras pérolas que repousam nos arquivos da Globo.
Roberto usa o
mesmo recurso vocal que repetiria um ano depois em Vista a Roupa meu bem. Da
música do disco de 1969 existe um video curtinho no You Tube circulando
atualmente. O arranjo tem uma sonoridade diferente de tudo o que Roberto tinha
gravado até então.
11-Não
Adianta (Edson Ribeiro)
Canção que
seria talvez uma das primeiras vezes em que Roberto usaria a variação de
sétima, sétima aumentada e sexta de um acorde. O órgão dá o destaque a partir
do verso (Se não existe nada...).
12-Nada tenho
a perder-(Getúlio Côrtes)
Essa música
foi uma das primeiras que eu descobri como tocava no violão, rs. Variação de
quinta e quinta aumentada e que fica muito bem. Além disso, tive o prazer de o
Getúlio pessoalmente em 2006. Mas voltando para o disco do Roberto, A canção é
boa demais para ficar como última. No vinil por exemplo, há uma perda de qualidade
em virtude de ser a última do Lp. Mas não tira o seu brilho. Fecha o disco com
chave de ouro.
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
O disco é
obrigatório para os que curtem ou não curtem Roberto Carlos. Aqui Roberto
flertava com a soul music. Na realidade o flerte com o soul já começara em 68
no disco O Inimitável. A energia com que Roberto gravou as canções, a
orquestra, a produção do disco, os temas das músicas... O disco só peca em não
trazer as assinaturas dos arranjos das músicas. O disco pode ser chamado de Greatest
Hits, pois das 12 músicas, 3 fizeram parte da trilha sonora do filme Roberto
Carlos e o Diamante Cor De Rosa. Um disco a frente da sua época, pois a soul
music não tinha chegado em terras brasílicas, muito menos em discos de artistas
brasileiros. As fotos da capa e contra
capa são assinadas por Armando Canuto, as letras são diferentes do tipo de amor
que o Roberto cantaria a partir da década de 70 até os dias de hoje.
Na primeira prensagem do LP vinha esse poster abaixo. Poster que eu não tenho, ainda...
No dia 21 de Agosto de 1989 o mundo perdia Raul Santos Seixas. Lembro-me que na noite de seu velório no Crematório de Vila Alpina eu estava (pra variar) na igreja ensaiando e estudando novas músicas para as próximas missas. O primeiro trabalho de Raul que tive contato foi o disco”Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum”! de 1987. Com o tempo fui conhecendo pouco a pouco sua obra. O legado que ele deixou e o que ele representa para o rock nacional. Não existe um ambiente de música ao vivo que alguém não grite em determinado momento “Toca Raullll!!!”. Raul hoje é reverenciado com todas a horas como pai do rock nacional. Raul faz muita falta hoje em dia e se estivesse vivo estaria produzindo músicas maravilhosas, que ele mesmo chamava de “Raulseixismo”. Em 2012 com a direção de Walter Carvalho e produção de Denis Feijão foi lançado o filme “Raul – O Início, O Fim E O Meio”. Mais que um presente para todos os fãs.
Em 2017, mais precisamente em outubro, fiz uma postagem sobre um disco
de piadas do Chico Anysio, disco de 1980. Nas minhas (andanças) no you tube
encontrei esse disco do qual eu gosto muito também. Um disco do Juca Chaves de
1972. Juca sempre teve um lado político e em seus textos não poupava ninguém. Torno
a repetir que esses discos de piadas dos anos 70 e 80 são infinitamente
melhores do que a geração que acha que faz stand up hoje em dia. A ideia da postagem me surgiu em uma conversa via whats app com o amigo Marlos.
O período entre 1988 e 1989 foi um dos mais
marcantes para mim. Foi o período em que eu começava a violar tocão, OPS !!! tocar
violão, aprender alguns acordes e como a maioria faz, depois que aprende 4 ou 5
acordes e tira “Marcha Soldado” de ouvido, acaba se virando sozinho e
adentrando o maravilhoso e infinito Mundo da Música. Como cantou Lulu Santos no
ano de 1986 na canção “Minha Vida”
“Quando
eu era pequeno
Eu
achava a vida chata
Como
não devia ser
Os
garotos da escola
Só
a fim de jogar bola
E
eu queria ir tocar guitarra na TV”
Trecho da letra da canção “Minha Vida” de
Lulu Santos de 1986.
Claro que eu também sonhava ir tocar guitarra na
TV, mas em 88 e 89 ainda era muito cedo pra almejar algo tão grandioso. Eu
começava a ficar mais ligado em rádio e ouvia bastante a Jovem Pan, onde ri
muito com o programa Djalma Jorge e ouvia bastante a rádio Transamérica. Na
época ainda tocava muita coisa nacional. “Nós Vamos Invadir Sua Praia” de 1985,
disco sobre o qual falei um pouco no último mês de maio, foi um disco que acompanhei
o lançamento do disco. O disco seguinte “Sexo” em 1987, ainda tenho esse disco
desde o ano de lançamento. Mas creio que 88 eu entrava para o grupo de jovens
da igreja. E, se pra ir tocar guitarra na TV estava fora de cogitação, a minha
frase era “e eu queria ir tocar violão na missa”. Bom, pelo menos estava mais
perto, já que a igreja ficava na rua de casa. Entrei para o grupo de jovens e
ali fiz amizade e fui falando com o pessoal da música e aprendi uma coisinha ou
outra e mais precisamente no ano de 1989 eu já estava tocando na missa. Tudo
errado, com a justificativa de quem está aprendendo e no início, mas já estava
lá. Logo no primeiro ano já me deparo com a Campanha da Fraternidade da CNBB. A
campanha do ano de 1989 era “Comunicação Para A Verdade E A Paz”. Na época as
músicas da campanha vinham em um compacto de 7” com os cantos de entrada,
salmo, aclamação, ofertório, comunhão e o canto final. O encarte era uma folha
com as músicas com a partitura e cifras. Algum tempo depois viriam os CDs da
campanha, de uns anos pra cá o povo baixa tudo da internet ou pega o vídeo no
you tube. Aliás, lembro-me de estar na igreja ensaiando quando ouvimos que Raul
Seixas tinha morrido e estava sendo velado no Crematório da Vila Alpina, embora
uma reportagem diga que o velório foi no Palácio das Convenções do Anhembi.
Dois dias antes tinha sido lançado o último disco de Raul em parceria com
Marcelo Nova, embora a música “Carpinteiro do Universo” já estivesse sendo
executada nas rádios em aparições no lendário Jô Soares 11 e Meia (onze e
trinta e cinco, onze e quarenta e três, meia noite) em Julho... e no Domingão
do Faustão em Junho.
A segunda metade da década de 1980 foi importante
demais para o rock nacional que vinha produzindo cada vez mais discos
memoráveis, mantendo o sucesso de crítica e público que tinham conquistado. Uma
das primeiras músicas que saíram do meu violão naquele 1989 foi a “Envelheço Na Cidade” por causa da
variação em Ré. Pô, aquilo eu já conseguia tocar! Pensava eu (mesmo com minhas
limitações) que era um avanço (do verbo avançar, passar uma etapa, adiantar-se
em algo ou alguém, não o desodorante). A introdução da La Bamba (interpretada
pelo Los Lobos) também foi algo que eu achei que já estava tocando pra
caraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaleo, embora tivesse a humildade e reconhecimento
próprio que eu ainda era (e seria por muito tempo, acho que sou até hoje) um
bosta! “O Astronauta de Mármore” (versão para Starman do David Bowie) com a
banda Nenhum de Nós, também foi outro sucesso nacional e uma das primeiras que
toquei. “Seguindo Num Trem Azul” embora esteja no disco Roupa Nova de 1985. E a
medida que ia ampliando o meu (repertório inicial) ao mesmo tempo eu entrava no
mercado de trabalho. Primeiro em uma locadora de roupas para festas e depois em
uma loja de calçados do bairro. Um disco que eu sei que eu tive naquele ano de
1989 era o Crescendo do Ultraje a Rigor. Eles tinham gravado a canção “Filha Da
Puta”, que tocava no rádio, porém na versão do rádio em vez da palavra “puta”
tocava uma buzina. A expressão não era exclusividade do Ultraje em disco, o
Legião Urbana já tinha mencionado as proles das profissionais da cama na música
“Faroeste Caboclo” no disco “Que País É Este?” lançado em 1987. De repente as
rádios foram invadidas por “Carta Aos Missionários” e “Dias Vermelhos” da banda
Uns E Outros, “Uma Barata Chamada Kafka” da banda Inimigos do Rei praticamente
foi aí que meu apelido “pegou de vez” pois todo mundo cantava pra mim a música
da barata que era de escorpião e gostava de Beatles; “Flores” dos Titãs,
“Meninos e Meninas” e “Pais E Filhos” do Legião... O ano de 1989 fechou com
chave de ouro “pelo menos pra esse que vos escreve” com o lançamento do disco O
Blésq Blom dos Titãs no estúdio transamérica tocando ao vivo no dia 03 de
novembro de 1989 e transmitido simultaneamente pela TV Cultura. Creio que nunca
devo ter sido tão xingado pelos vizinhos nessa noite, pois assisti pela TV e
ouvi no rádio num belo par de caixas ignorantes que eu tive e que tragicamente
viraram comida de cupins malditos.
1989 ainda não seria o último respiro de grandes
músicas de grandes bandas nacionais e grandes álbuns. Creio que o disco dos
Mamonas Assassinas de 1995. Vendeu 2 milhões de cópias em seis meses.
Michael Joseph Jackson deixou esse plano em 25 de
Junho de 2009. E lá se vão dez anos sem o rei do pop. Dez anos sem esse artista
e ser humano incrível e um dos maiores ícones que o showbizz já viu. Devo ter
ouvido pela primeira vez no ano de 1983 com a explosão do Thriller por aqui.
Lembro que nos programas de vídeo clipes como o Som Pop na TV Cultura, ou o
Super Special na Bandeirantes... até no programa do Barros de Alencar na Record
passavam os clipes das canções Beat It, Billie Jean e o mega sucesso Thriller.
Outro clipe extraído do Motown 25: Yesterday, Today, Forever (o especial de TV
de 1983) foi o Billie Jean onde é tido como o primeiro registro do famoso passo
Moonwalk. Na mesma época lembro que a TV Record (se não me engano) passava o
desenho dos Jackson 5. Um clipe muito bacana também era o da canção “Say, Say,
Say” com Paul McCartney. De repente algumas revistas começavam a aparecer nas
bancas (comprei algumas na época) mas não soube armazená-las de forma correta. Em
1985 surge o USA For Africa com o baita hit “We Are The World” com um super
time de cantores que eu conhecia dos clipes dos programas de clipes que eu
vivia assistindo. Em 1987 surge um Michael Jackson bem diferente no clipe Bad.
Além do sucesso do disco, muitas especulações começavam a virar rotina nos
noticiários. Mas, a imprensa sensacionalista sempre foi podre e nunca dei
ouvidos. Em 1988 na escola onde eu estudava, a um preço bem baratinho, surgiu
uma sessão de cinema, num dia de semana e eu fui. Era o Moonwalker. Uma superprodução
digna do Rei do Pop. Fui saber depois de alguns anos que o garoto japa do filme
era Sean Lennon. Em 1991 o Dangerous foi um disco que eu já não acompanhei o
lançamento, pois o lançamento foi em Novembro e Dezembro faria 1 ano do
falecimento do meu pai. Então 1991 é um ano que eu não tenho lá muita lembrança
do ano todo.
1993 e Michael vem para o Brasil
Se tem um show que eu me arrependo de não ter ido é
o do Michael. Nessa época em 1993 eu trabalhava de Office Boy na esquina da
Alameda Santos com a Ministro Rocha Azevedo. Trabalhava em uma gráfica e meu
dia a dia era basicamente ir a bancos, retirar serviços de arte final para
levar pro pessoal da gráfica, ou entregar cartões de visita, ou retirar plantas
para fazer cópias de heliografia em uma máquina específica. Alameda Santos é onde
fica o hotel na época chamado Sheraton Mofarrej. A cena que eu vi ficou gravada
na minha memória. Em um dos meus serviços externos, eu precisaria passar por
lá. Muitas pessoas lotando as calçadas dos dois lados, trânsito confuso, carro
buzinando, fãs com pastas com recortes e fotos, nunca tinha visto ao vivo a não
ser em documentários dos Beatles ou Elvis. Mas dessa vez era diferente, pois eu
estava presenciando tudo isso. Bate-me um certo remorso de não ter ido ao show,
ou por ter abandonado Michael como ídolo. Mas o Michael tem uma coisa como se
dissesse “Não adianta se distanciar, cedo ou tarde eu estarei na área”. E tem
sido assim como mencionei acima no filme Moonwalker na escola que eu estudava,
perto do meu trabalho em 1993 e em 1994 casando com Lisa Marie Presley!!! Todos sabem que sou fã de Elvis Presley. Muita
gente falou mal, muita gente criticou, mas em uma revista um jornalista
conceituado deu um depoimento que prometo trazer para vocês nos próximos dias.
Até que em 25 de Junho de 2009 eu estava mal, não tinha ido trabalhar e minha
namorada passou em casa a noite pois precisávamos ir não sei a onde fazer não
sei o quê. Eu entrei no carro e ela disse: O Michael Jackson faleceu. Eu não
tinha visto TV aquele dia, não tinha visto internet aquele dia, tinha passado o
dia inteiro de cama. Aquela semana eu já senti o remorso que citei acima e saí
comprando todos os jornais que chegaram até mim, revistas tributo e prestar
mais atenção em sua obra. Sempre gostei muito do seu trabalho no Jackson 5, na
era Thriller, Bad (que acompanhei), mas comecei a prestar mais atenção de
Dangerous pra frente a partir daquele 2009. Gravei em VHS e depois consegui
pelo you tube tudo o que noticiaram por aqui, da passagem dele pelo Brasil para
gravar o clipe da canção “They Don´t Care About Us”.
Dez anos depois
Os meus dez anos da passagem dele começou na semana
passada, quando eu já tinha a intenção de fazer um texto sobre o Thriller e fui
procurar blogs sobre o Michael Jackson. Acabei encontrando alguns blogs, porém
muitos pararam suas atividades alguns anos atrás, mas encontrei o blog Cartas
Para Michael no endereço http://cartasparamichael.blogspot.com
, blog que passei a seguir para ler tudo o que eu perdi de textos nesses anos
todos, conhecer um monte de coisas que eu não conhecia. Blog que está na ativa até os dias de hoje, a propósito hoje está com postagens sensacionais. Corre lá. O conteúdo é riquíssimo
e o blog já se encontra na barra lateral daqui do meu blog. Sucesso e vida
longa ao blog Cartas Para Michael.
Hoje especificamente no dia 25 (termino esse
texto por volta das 23:40) eu ouvi Michael na ida pro trabalho, durante o dia
todo no trabalho, no meu status do zap eu só postei foto dele e ao chegar em
casa coloquei algumas coletâneas Os Grandes Sucessos e a 16 Original Greatest
Hits With Jackson 5, tá programado pra hoje assistir o Moonwaker e os Historys.
Vida Longa a Michael!!!
Dirigido por Dexter Fletcher (o mesmo diretor de
Bohemian Rhapsody) Rocketman estreou no Brasil no último dia 30 de maio. O
filme conta a história de Reginald Kenneth Dwight, artisticamente chamado
Elton John. Um dos filmes mais esperados (desde o final do ano passado), da
minha parte e da parte do amigo, leitor e praticamente sócio do Blog do Baratta
o amigo/irmão Thiago Gonzalez. Um filme biográfico com consultoria do próprio
Elton que conta sua história desde menino prodígio no Royal Academy Of Music, a
banda Bluesology, sua parceria longa e duradoura com Bernie Taupin e os anos de
estrondoso sucesso, sua luta contra as drogas e sua orientação sexual. No papel
de Elton o ator Taron Egerton encarna o próprio Elton que estava nos sets de
filmagem e praticamente se via no ator. Diferentemente do Bohemian Rhapsody, onde
a voz do ator Rami Malek foi substituída pela voz do cantor Marc Martel, quem
fez as vozes de Elton cantando foi o próprio Taron Egerton. Aliás, Rocketman
foi dirigido por Dexter Fletcher, o mesmo diretor de Bohemian Rhapsody que
lotou as salas de cinema no final do ano passado. Uma das características de
Elton além da voz, musicalidade, da produção de seus discos, de sua fiel banda,
dos seus shows, sempre foi o figurino extravagante que em Rocketman tem uma
riqueza imensa de detalhes. O filme é excelente e, como eu postei esses dias no
status do meu whats...
“Um puta filme, se não viu, vá ver. Se já
viu vá ver de novo”.
Como vídeo selecionei o trailer, Elton nos Muppets
e no Central Park em 13 de Setembro de 1980 em que ele aparece nas duas últimas
músicas vestido de Pato Donald. Sim!!! Você leu isso mesmo. Ele aparece nas
duas últimas músicas vestido de Pato Donald.
Cinebiografias geralmente são bem vindas pelo
público. Logicamente quando o espectador é um fã que conhece tudo da carreira,
vida e obra do artista, sempre vai assistir com um olho mais clínico e apontar
erro e concordar com o que é passado na telona. Esse ano saiu o filme sobre o
Erasmo Carlos, mas confesso que esse eu perdi. Tem o filme sobre o Tim Maia que
muita gente, inclusive eu, não gostou. Desde o ano passado já se fala em um
filme sobre David Bowie, mas até agora nada. Por volta de Junho do ano passado
(2018) muito se falou que o rapper Dr. Dre estava produzindo um filme sobre
Marvin Gaye. Bem que poderiam ser produzidos filmes assim sobre Michael Jackson
e Frank Sinatra. O jeito é esperar.
Eu nasci em 1974 em São Paulo. Meu interesse por
disco, música me levaria a querer aprender a tocar algum instrumento. Meu pai
me deu um violão, meu tio me deu uma guitarra, mas até aprender mesmo demoraria
alguns anos (acordes era uma coisa muito complicada pra mim). Mas com o
objetivo de “tocar na missa” fiz algumas poucas aulas e fui lançado no “altar”
no melhor estilo “amanhã eu não vou poder ir, está aqui a pasta de cifras”,
mais popularmente conhecido como “se vira”! Eu sempre curti ser “rato de
ensaio”, na minha rua tinha uma banda que ensaiava, compus até uma letra com
uns oito anos e o pessoal da banda pegou o tom, vai saber em que porra de tom
que eu cantava e tenho a lembrança de cantar essa música com a banda tocando o
meu rock mirim musicado. Não, não tem imagens disso, na época não tinha
celular, quem tinha filmadora era rico e isso deve ter sido por volta de 1982,
com margem de erro para um ou dois anos a mais.
Assim como eu já falei aqui sobre o meu primeiro
disco de rock pesado internacional foi o “Creatures Of The Night” do KISS, https://blogdobaratta.blogspot.com/2012/11/kiss-creatures-of-night.html
, o meu primeiro disco de rock nacional foi o “Nós Vamos Invadir Sua Praia”
lançado em 13 de Julho de 1985.
A única coisa que eu me lembro é da minha madrinha
estar em casa e devia ser meu aniversário, ocasião que ela perguntou o que eu
queria ganhar de presente. Eu falei “disco”! Não me lembro do valor nem como
escolhi o do Ultraje, mas lembro de que foi em uma loja perto de casa. E a
minha saudosa Telefunken Linfomat tocou esse disco a exaustão. Esse é um dos
discos até hoje que eu ouço sem pular uma faixa. Eu estava em um período em que
tinha acabado de entrar no hoje “6º ano” antiga “5ª série” ou ginásio. Estava
em formação e era a primeira vez que fiz a tal 5ª série, tá bom, fiz mais de
uma vez, mas não vem ao caso. O impacto desse disco, pelo menos na minha vida,
foi tão grande que hoje pesquisando sobre rock nacional, fiquei contente em
saber que esse disco que foi tão importante pra mim foi o primeiro disco de
rock nacional dos anos 80 que teve uma venda absurda, alavancou de vez o rock
nacional e abriu os olhos da mídia da época para as bandas nacionais.
O Ultraje já vinha se destacando com os compactos
“Inútil”/”Mim Quer Tocar” e “Eu Me Amo”/”Rebelde Sem Causa”, mas foi com esse
LP que as coisas realmente melhoraram para o rock nacional. Irreverência e letras
bem sacadas não é uma exclusividade do Ultraje, embora não fosse uma banda
somente de rock, o Língua de Trapo já havia lançado o disco Língua de Trapo em
1982 e Como É Bom Ser Punk em março de 1985. Mas “Nós Vamos Invadir Sua Praia”
foi até as últimas consequências. A faixa que dá título ao disco era um recado
ao cenáriocarioca onde muitas bandas
vinham se destacando, como Roger disse “as rádios estavam lá, as emissoras de
TV estavam lá no Rio de Janeiro”. Isso na mídia, porque casa noturna pra tocar
em São Paulo, no começo dos anos 80, era o que não faltava. Aliás, quem teve a
sorte de ter seus 18 ou 20 anos na primeira metade dos anos oitenta e fosse músico,
se deu bem. O disco foi produzido por Pena Schmidt e Liminha. Foi o primeiro
disco de rock nacional a ganhar disco de ouro e platina.
O trecho a seguir é do livro “Músicas, Ídolos e
Poder – Do Vinil Ao Download” escrito por André Midani (Executivo da indústria
fonográfica) Edição WEB Versão disponível na internet em 2013. Lançado pela
editora Nova Fronteira em 2008. O livro estava a disposição no site
andremidani.net (site criado pelo próprio André Midani) o site não está mais no
ar, mas eu baixei na época.
“Querendo retomar a dianteira sobre
nossos concorrentes, ainda no início da década de 1980, chamei o Liminha, que eu
acabara de promover a diretor artístico da Warner, e o Pena Schmidt, contratado
para a mesma posição em São Paulo, para traçar um plano de ação. Decidimos
fazer o que melhor sabíamos: ir para a rua e descobrir novos talentos
aos quais ninguém prestava atenção, e,
assim, surpreender e reconquistar um lugar decente no mercado. Eles saíram à luta,
visitando os botecos da vida, os bares e os galpões de São Paulo e do Rio.
Liminha, por ser um extraordinário músico, e Pena, por ser um “rato da noite”,
encontraram rapidamente o que estava diante dos olhos de todos, mas ninguém
via: roqueiros de nomes estranhos, como Kid Abelha & os Abóboras Selvagens,
Ultraje a Rigor,Titãs do Iê-
Iê, Ira!, Camisa de Vênus, Kid Vinil,
e, posteriormente, o Barão Vermelho. Kid Abelha e Lulu Santos foram os primeiros
sucessos que deram à companhia uma nova alma e a confiança de haver descoberto
artistas para uma nova geração de público jovem.
Eu adorava a esplêndida sátira “A gente
somos inútil”, do Ultraje a Rigor, tão adequada na época, e tão adequada ainda
hoje, e carregava uma fita cassete com a gravação para todo lugar — a trabalho
ou para a casa de amigos. Lembro-me, em particular, de uma noite de aniversário
na casa do Thomaz Souto Corrêa, que reunia um ótimo grupo.
Lá estavam Walter Clark e outros que não
acharam a menor graça ao ouvir o incrível discurso do Roger, líder da banda. Eu
percebia em seus olhares:“Coitado do André, realmente perdeu a cabeça... Dessa
vez, ele se fodeu de verdade...” Só o Washington me pediu uma cópia da gravação
e a entregou ao radialista Osmar Santos, que dirigia o comício das “Diretas Já”
em 1984.
Depois de meses de trabalho frustrante, a
música começou a tocar em Porto Alegre. Logo depois, estourou em Curitiba.
Nesse ínterim, Osmar Santos fez de “Inútil” a trilha sonora de seu programa de
rádio e, um belo dia, entregou a fita nas mãos do Ulysses Guimarães, que, com a
sensibilidade estranhamente jovem para um homem de sua idade, entendeu o que
pessoas mais sofisticadas não perceberam: a importância do discurso do Roger.
Ulysses tocou a fita em plena sessão do Congresso Nacional e fez dela um dos
seus mais virulentos discursos contra a apatia dos políticos e do
sistema.Afinal, como por milagre, todos entenderam. E a música estourou pelo país
inteiro!”
Se irreverência e letras bem sacadas não era
exclusividade da banda, me atrevo a dizer que o Ultraje foi a primeira banda a
dizer tudo que queria em disco. Se por um lado o apresentador Flavio Cavalcanti
quebrou o disco que tinha a música “Inútil”, a música acabou se tornando marca
registrada do momento Diretas Já. Ulysses Guimarães tocou a fita em uma sessão
no Congresso Nacional. “Ciúme” foi cantada por Roberto Carlos em seu especial
de natal de 1985 ao lado de Ultraje a Rigor que, por sua vez cantaram “Quero
Que Vá Tudo Pro Inferno”. “Jesse Go”
fala das celebridades instantâneas, a música é tão atual que é possível fazer
uma conexão com os dias de hoje em que um imbecil qualquer “basta participar de
um reality show” e se torna a celebridade do momento, mas que se atrapalha “com
a própria glória e some da memória”. Lembro de eu escutar o disco com meus pais
em que eles riram na frase “...me dão dinheiro pra gastar com a mulherada” da
canção “Rebelde Sem Causa”...será que
eles pensaram que esse era o tipo de música que eu iria escutar dali em diante?
“Mary Lou” sempre me chamou atenção porque não é apenas uma música de letra
engraçada e de duplo sentido, ela tem o instrumental perfeito, e a produção não
esqueceu nada ao criar o clima de faroeste. “Zoraide” fala da namorada grudenta
e do cara que “...essa história de uma só, Zoraide tenha dó, eu quero mais é
variar”. “Eu Me Amo” fala do amor próprio bem ao estilo Ultraje. “Independente
Futebol Clube” foi gravada ao vivo. “Mim Quer Tocar” antes do povo falar “mim
adiciona” o Ultraje já previa que a língua portuguesa, principalmente no
internetês, seria falado assim. Há também a alfinetada política “Mas mim também
quer votar, mim também quer ser bacana”. Eu acompanhei a carreira do Ultraje até o disco "Por Que Ultraje A Rigor?" de 1990. Por volta de 2009 os vi no Sesc Santo André. A formação atual hoje conta com Roger (guitarra e vocais), Bacalhau (bateria), Mingau (baixo) e Marcos Kleine (guitarras). Hoje em dia o Ultraje está no talk show The Noite com Danilo Gentili no SBT.
Ficha técnica:
Gravado em Abril de 1985
Lançamento: Julho de 1985
Todas as músicas músicas são de autoria de Roger
Moreira, exceto onde indicado.
Das minhas descobertas mais recentes (de uns dez anos pra cá) como andei
postando aqui algumas vezes que depois de certa idade comecei a ouvir com mais
atenção nomes como Johnny Mathis e Frank Sinatra, outro artista que comecei a
ouvir com mais atenção foi Antonio Marcos Pensamento da Silva. Certa vez, tarde
da noite, rádio em volume baixo em casa, eu na cozinha da casa da Mooca
conversando com minha mãe, pela hora provavelmente em uma das minhas constantes
idas à cozinha para um gole de café, ou jantando (já que meus horários são
todos bagunçados) ouvi tocar no rádio a canção “Fim De Tarde” música de Mauro
Motta e Robson Jorge, sucesso com Claudia Telles em 1976. Mas a que eu ouvi no
rádio tinha uma voz masculina cantando, que para mim parecia muito com a voz e
interpretação de Antonio Marcos. Não que eu tenha ouvido pela primeira vez a
sua voz nesse dia, já conhecia “O Homem de Nazareth” que foi um dos cantos de
uma missa na igreja que toco, conhecia também o arquivo em vídeo do show no bar
“InvernoVerão em 1991” show em que
Jessé (outro nome de peso na nossa música) estava na plateia, além dos sucessos
“Eu Nunca Mais Vou Deixar Você Tão Só”, “Como Vai Você” de autoria sua e do seu irmão
Mário Marcos, “Aventuras” de sua autoria e gravada por Roberto Carlos no disco
de 1987 e “Resumo” de Eunice Barbosa, mãe de Antonio e Mário Marcos. Não me
lembro com exatidão que ano foi que ouvi isso, mas foi na época dos downloads e
acabei descobrindo que essa música estava em um compacto com a música “Todo
Sujo de Baton” do Belchior, o compacto era de 1977 (foi difícil conseguir esse
compacto). Antonio Marcos teve uma carreira brilhante de grande sucesso e
muitos que o conheceram pessoalmente dizem que era um cara humilde e muito boa
praça. Boa parte de sua obra está toda em vinil, nem tudo saiu em CD. Algumas
coletâneas como Aplauso, Focus, Maxximum e em Foco foram lançadas, mas em 2015
o Selo Discobertas, em atenção aos 70 anos do cantor (ele nasceu em 08 de
Novembro de 1945), produziu dois boxes de CDs: Antonio Marcos Vol. 1 (com os
discos de 1967 até 1972) e o Antonio Marcos Vol. 2 (com os discos de 1973 até
1976). Pelo site http://edimilsonmendes.com/ososia2_JOVEM-GUARDA/JG06-AntonioMarcos_DiscosNacionais.htm#COMPACTOS
a obra de Antonio Marcos é composta de 20 LPs, 07 deles coletâneas, isso fora
os 05 LPs em espanhol, CDs e compactos simples e duplos. Na internet existe um
blog o http://antoniomarcospensamento.blogspot.com/.
O blog é muito rico em postagens que duraram de 2009 até 2015. Hoje a página https://www.facebook.com/antoniomarcosoffice/ mantém viva a memória de um dos maiores ídolos, compositores, cantores, atores de todos os tempos. Há um site sobre Eunice Barbosa, mãe de Antonio Marcos no endereço https://www.eunicebarbosacompositora.com.br/. No you tube
muitos vídeos dele cantando na TV, entrevistas e discos inteiros. Antonio
Marcos faleceu em 05 de Abril de 1992 e sua obra jamais poderá ser esquecida.
Estar fora das redes sociais é uma benção. Quando
estou fora das redes sociais consigo mais tempo para ouvir um disco,
experimentar mais opções de timbres com pedais e tocar um pouco de guitarra em
casa, pra mim mesmo, de fone de ouvido, escrever pro blog e dar uma vasculhada
nas barras laterais. Na barra lateral alguns blogs tem postagens populares,
arquivo do blog, quem sou eu (que clicando aparece uma lista dos blogs que
sigo), minha lista de blogs que eu sempre acesso e recomendo e seguidores. É
fato que na lista de blogs que sigo, acessando meu perfil blogger, fui dar uma
espiada e tem muito blog que eu já não sigo mais e me bate o pensamento
“Nossa...eu seguia isso uns seis anos atrás
ou mais!!!”, hoje fiz uma “limpa” nos blogs que eu não sigo mais. Porém de um
tempo pra cá descobri mais alguns blogs que incluí nessa lista dos blogs que
sigo. Entraram para a lista o San Jose 72, La Playa Music, e o Luigi´s 50´s
& 60´s Vinyl Corner. Assim também percebi que muitos blogs não existem
mais, esses então não é possível deixar de seguir, pois o endereço está lá, mas
ao acessar o aviso “O blog foi removido”...Na categoria “seguidores” estão todas as pessoas que pararam pra ler teu
blog um dia, se interessou em ler um ou mais textos seus, ou de fato seguiu seu
blog. Aí eu me pergunto: Hoje em dia com essa baixa de acessos em blogs, quase
transformando a plataforma blog em uma mídia morta, por onde anda os seguidores
dos blogs?Antigamente o pessoal
acessava, comentava, recomentava... de muito tempo pra cá muitos nem acessam,
clicaram em seguir e nunca mais voltaram ao blog. Preciso admitir que faço
parte dessa estatística, embora sempre estou acessando um ou outro blog. Mas
entendo que o pessoal anda muito ocupado vendo o “feed de notícias” e selfies,
prato de macarrão, passeio, viagens, unhas, fake news, jornalismo investigativo
voluntário (todo mundo se acha repórter e dono da razão), afinal as redes
sociais são “janelas para o mundo” onde o internauta consegue lá seus quinze
minutos de fama ao usar a rede social como uma válvula de escape do dia a dia.
Mas na última noite ao vasculhar esse blog aqui pensei: Por onde anda os
seguidores desse blog? Um ou outro é contato do whats app hoje em dia e nos
falamos frequentemente, outros não usam whats e tantos outros se perderam no
tempo e espaço. Eu sempre tive o costume de ver o perfil de um por um dos
seguidores desse blog. Em praticamente todos não há uma forma de contato mas há
a lista de blogs que o seguidor clicou e acabo acessando e descobrindo muitos e
muitos outros blogs. Sim, os blogs e os seguidores estão por aí, basta acessar.
Dos três blogs que montei apenas mantive esse e o blog sobre Elvis Presley, o Súditos
RC (blog que era só sobre Roberto Carlos) encerrou seus trabalhos na última
semana por motivos que não cabem comentar aqui nesse momento.
Há sim muitos e muitos blogs para serem
descobertos, para serem seguidos e colocados nos “favoritos”. Não me sai da
cabeça por exemplo fazer um blog erótico, não com fotos e tal, mas com
textos.Quem sabe um dia???
Paul McCartney tocou em terras brasileiras pela nona
vez, se eu contei corretamente. Tocou nos dias 26 e 27 de março em São Paulo e
dia 30 de março em Curitiba. A tour de agora é a Freshen Up, tour do disco
Egypt Station lançado no último dia 07 de setembro de 2018. Fui apenas no
segundo dia em São Paulo e encontrei os amigos Robert Moura (leitor, sócio do
Blog Do Baratta), dono do blog Rock N´Geral e amigão desde os tempos de Orkut.
Aliás o Robert é atualmente colaborador do Portal Rock Press e escreveu um
Dossiê sobre o Paul McCartney pro portal de oito capítulos!!! O dossiê pode ser
acessado no link http://www.portalrockpress.com.br/dossies
Isso, parafraseando a Figure Of Eight: A figura escreveu oito capítulos!!!
Estava também junto com o Robert o amigo André e dentro do estádio estava
procurando um lugar pra ficar e andando
entre as pessoas que estavam sentadas esperando o show começar, tentei
desviar de um cara e acabei chutando a bunda dele (sem querer) coloquei a mão
no ombro dele e pedi desculpa, quando o cara olha pra cima era o meu amigo da
igreja Wanderson o (Nandé) e relembramos que há 20 anos atrás estivemos no show
do KISS da Psycho Circus Tour no autódromo de Interlagos em São Paulo. Não, não
marcamos de ir ao Show do Paul, mas foi uma excelente surpresa nos encontrarmos
ali. Paul McCartney com seus 76 anos manda bem e muito bem, tá o mesmo moleque
que eu vi em 2010 no Morumbi, em 2014 no estádio do Palmeiras, no VHS do Rock
Show, no DVD do show no Canadá, sim, o homem continua o mesmo. Começa no baixo,
daqui a pouco pega a guitarra, violão, baixo, bandolin, ukelele, vai pro piano,
volta pro baixo, pega o violão, volta pro piano, corre de um lado pra outro do
palco e assim são três horas de show. Mesmo
que a pessoa não conheça tão a fundo o trabalho de James Paul McCartney (como é
o caso de um moooonte de gente ali), é impossível não curtir o show e a
performance de um meninão de 76 anos, uma lenda viva do rock n roll. Antes que
os Stoneszeiros comecem com: Ah e o Mick Jagger??? Aqui estamos falando de Paul McCartney e o
assunto não é Stones, belê? Sim, ele faz
um show de três horas, se preocupa em falar o idioma do país que ele está, sim,
ele se preocupa em manter um contato direto falando as gírias do país que ele
está como foi o caso de (Tamô Junto, Da Hora, Beleza), sim ele se preocupa em
colocar Junior´s Farm e In Spite Of All The Danger no repertório, sim, dia 27
de março foi aniversário do Paul Wix Wickens que está desde 1989 tocando com
Paul, portanto há 30 (eu disse trinta anos) tocando com Paul!!! Sendo assim, estávamos sim em uma festa. Quando se trata da festa que é o show do Paul, a festa já começa a tarde do lado de fora do estádio. Quando ele chega de carro e acena para os fãs é um momento indescritível. Uma novidade da turnê é o naipe de metais em algumas
músicas. Quem assistiu o RockShow, ou o Wings Over Australia lembra bem que tinha
um quarteto de metais. O trio Hot City Horns é formado por Mike Davis, Paul
Burton e Kenji Fenton. O trio estreou com Paul McCartney no show especial de
Paul na Grand Central Station em Nova York em 7 de Setembro de 2018 no lançamento do mais recente álbum do Paul, Egypt Station. Davis e
Burton se graduaram no LIPA (Liverpool Institute of Performing Arts), escola
fundada por Paul. Kenji completa
o trio. Ao entrar no estádio o primeiro (souvenir) entregue foi o folheto explicativo sobre a campanha Segunda Sem Carne. Campanha presente em 40 países (como no Reino Unido encabeçada por Paul). Em 2009 foi lançada no Brasil pela (SVB) Sociedade Vegetariana Brasileira. A campanha propõe que se tire pelo menos um dia por semana a carne do seu prato. Pelas pessoas, pelos animais, pelo planeta. Saiba mais em www.svb.org.br.
Amigo Robert na sala da Imprensa.
Eu, Robert e André, no boteco em frente ao estádio.
Amizade de 30 anos, Nandé. Encontrei no estádio depois que chutei sua bunda.
Uma semana antes já começo a
minha fase de preparação pro show ouvindo um CD que baixei da Up And Coming
Tour de um show no México (pra entrar no clima do show), assisto os clipes e
making of de alguns discos. Toda vez me espanto quando me deparo com a extensão
da obra de Sir James Paul McCartney. Para cada disco da sua carreira solo,
existe um “Alternate” com sobras de estúdio e músicas com mixagem diferente.
Muitos álbuns tem um making of em vídeo. Para Rockestra, por exemplo, existe um
vídeo de mais de 40 minutos. Recomendo
ir atrás desse assim também como o Put It There, making of do Flowers In The
Dirt e o The World Tonight sobre o Flaming Pie. Isso sem contar os
clipes. Por volta de uma semana antes resolvi rever os DVDs de clipes do Paul.
Coloquei o primeiro DVD (são seis) por volta da meia noite e às quatro da manhã
ainda estavam começando os clipes dos anos 80. A obra do Paul não se resume
apenas em áudio. Em vídeo ele produziu muita coisa também. Claro que, se a
gente falar de áudio então é praticamente impossível ouvir tudo em uma semana
apenas. Isso os discos oficiais. Estou falando apenas dos LPs, porque se a
gente for falar dos singles, compactos, mesmo os que foram extraídos dos LPs,
sempre tem uma ou outra música que não estará em LP nenhum, viriam a ficar
conhecidas apenas na era do CD ou do mp3 até os dias de hoje. Os LPs, todos em
CD pra vc correr atrás são esses.
The Family Way (1967)
McCartney (1970)
RAM (1971)
Wild
Life (1971)
Red Rose Speedway (1973)
Band On The Run (1973)
Venus And Mars (1975)
Wings At Speed Of Sound (1976)
Wings Over America (1976)
Thrillington (1977)
London Town (1978)
Wings Greatest (1978)
Back To The Egg (1979)
McCartney (1980)
Tug Of War (1982)
Pipes Of Peace (1983)
Give My Regards To Broad Street (1984)
Press To Play (1986)
All The Best (1987)
CHOBA B CCCP (1988)
Flowers In The Dirt (1989)
Tripping The Live Fantastic (1990)
Tripping The Live Fantastic – Highlights!
(1990)
Unplugged (The Official Bootleg) (1991)
Liverpool Oratorio (1991)
Paul Is Live! (1993)
Off The Ground (1993)
Strawberries, Oceans, Ships, Forest (1993)
A Leaf (1995)
Standing Stone (1997)
Flaming Pie (1997)
Ruches (1998)
Working Classical (1999)
Run Devil Run (1999)
Liverpool Sound Collage (2000)
Wingspan: Hits and History (2001)
Driving Rain (2001)
Back In The Us (2002)
Back In The World (2003)
Twin Freaks (2005)
Chaos And Creation In The Backyard (2005)
Ecce Cor Meum (2006)
Amoeba´s Secret (2007)
Memory Almost Full (2007)
Eletric Arguments (2008)
Good Evening New York (2009)
Paul McCartney Live In Los Angeles (2010)
Ocean´s Kingdom (2011)
Kisses On The Bottom (2012)
New (2013)
Egypt Station (2018)
Algumas coleções bem interessantes são:
Momac Hidden Tracks – 30 cds, praticamente quase tudo o que
Paul fez desde o final dos Beatles.
Soundchecks – As passagens de som antes dos shows. Hoje em
dia as passagens de som pode ser assistidas pelos fãs que tem um pouco mais de
dinheiro para comprar o ingresso que dá direito a assistir a passagem de som,
filar uma boia vegetariana, ganhar uma revista programa da turnê e por fim o
show.
Ainda nos tempos do Orkut, enquanto oficialmente saía a
coletânea Wingspan, na internet saia uma Wingspan com OITO CDs.
Lembro-me da primeira vez que ele
veio e fez show apenas no Rio de Janeiro no estádio do Maracanã em 1990. Eu vi
pela TV, mas deve ter sido um compacto dos melhores momentos e olhe lá. Depois
veio 1993 e dessa vez o show veio pra São Paulo, mas ainda não fui nesse. Embora
eu já fosse muito fã dos Beatles e em 1993 já tivesse um ou outro disco da
carreira solo, já tivesse ouvido o Unplugged numa fita cassete de um amigo, já
tivesse o Flowers In The Dirt em vinil,
não sei o que aconteceu que eu não fui no show de 1993. Bate um arrependimento
enorme por isso hoje. Mas também não me lembro de ter visto um show solo dele,
a não ser o de 1990 que foi transmitido pela TV. Algum tempo depois que fui ter
a chance de ter o RockShow em VHS. 17 anos depois da segunda vinda, Paul
retornaria com a Up And Coming Tour. Para esse show eu até mandei fazer uma
camiseta com a foto da tour. Mas dessa
vez já sabia como eram os shows do Paul. Da década de 1990 pra frente tive mais
conhecimento sobre a obra e o que era Paul McCartney ao vivo. Antes do show do
Morumbi, eu já tinha baixado um CD da Up And Coming Tour em um show no México. No
estádio do Morumbi ouvir a Venus And Mars/Rock Show/Jet me fez chorar igual
criança, vou lembrar desse momento pro resto da vida. Quem acompanha os shows
do Paul tipo o Rock Show, o Wings Over Australia, os shows da década de 90 da
(New World Tour) e os shows da tour Driving World Tour (2002) pra cá, conclui
que Paul continua o mesmo, com sua vitalidade no palco e a interação artista e
público. Paul já está com a banda atual há 17 anos, desde 2002 que conta com:
Paul Wickens: teclados, guitarra, violão, bongos, percussão, harmônica e
backing vocals, Rusty Anderson: Guitarra, violão e backing vocals, Brian Ray:
guitarra, violão, baixo e backing vocals, Abe. Laboriel Jr.: bateria, backing
vocals e percussão e Paul McCartney: vocais, baixo, guitarra, violão, ukelele e
piano. Shows de três horas, shows super lotados, uma perfeita festa que faz
muito beatlemaníaco sair chorando de alegria.
Fotos do show infelizmente não tenho, pois fiquei
longe do palco. Mas trago aqui as fotos do encontro com os amigos, duas fotos
do telão do meu amigo Nandé e um ou outro vídeo que eu achei no you tube de
alguma boa alma que tenha postado. Postarei também o vídeo da entrevista para a 89 FM.