NO DISC, NO FILMS

O segmento deste blog não é discos e filmes para baixar, embora eu farei comentários sobre discos e filmes que eu gosto e outros que eu não gosto mas acabei assistindo e extraindo algo de legal. Minha opinião pode não interessar para ninguém, mas... pensando bem, tem tanta gente por aí opina e escreve... sou apenas mais um. Apenas um aviso, meus comentários as vezes são corrosivos. Dizem na minha família que eu já nasci rabugento.

domingo, 10 de março de 2013

Julio Iglesias - 1100 Bel Air Place (1984)



Julio Iglesias – 1100 Bel Air Place
Lado A
1-    All Of You – Música: Tony Reins e Julio Iglesias / Letra: Cynthia Weil – Participação Especial: Diana Ross
2-    Two Lovers – Música e letra: Paul Jabara e Jay Asher
3-    Bambou Medley “Ill Tape Sur Des Bambous” – Música: Michel Heron / Letra: Didier Barbelivien e Phillippe Lavil “Jamaica” – Música e Letra: Julio Iglesias, Michel Colombier e Albert Hammond
4-    The Air That I Breathe – Música e Letra: Albert Hammond e Michael Hazlewood
5-    The Last Time – Música: Julio Iglesias, manuel De La Calva e Ramon Arcusa / Letra: Marty Panzer
Lado B
1-    Moonlight Lady – Música e Letra: Albert Hammond e Carole Bayer Sager
2-    When I Fall In Love – Música: Victor Young / Lertra: Edward Heyman
3-    Me Va, Me Va – Música e Letra: Ricardo Ceratto / Letra em inglês: Albert Hammond
4-    If (E Poi) – Música e Letra: David Gates
5-    To All The Girls I´ve Loved Before – Música Albert Hammond / Letra: Hal David – Participação Especial : Willie Nelson

Ouvir Julio Iglesias é algo que eu dificilmente faria por iniciativa própria. Não pela qualidade musical, mas pelo estilo. Julio Iglesias eu diria que é conhecimento adquirido de berço, pois meu pai ouvia muito. A trilha sonora de domingo em casa era Julio Iglesias e Benito di Paula (de quem comentarei dois discos em breve aqui), Johnny Mathis, Paul Mauriat, Frank Pourcel entre outros. Esse disco chegou em casa (creio) que como presente de amigo secreto no serviço do meu pai. Vieram dois discos: Esse e o do Roberto Carlos de 1984 com o mega hit “Caminhoneiro”.  Até cheguei a falar sobre isso no outro blog o www.suditosrc.blogspot.com .
O que teve em casa do Julio por muito tempo foram os discos Hey! de 1980 e América de 1976. Discos fantásticos e de uma qualidade sofisticadíssima.
Bom mas, falemos desse disco de 1984.
O disco abre com a poderosíssima “All Of You” em dueto com Diana Ross. Música que foi muito executada nas rádios. Julio em 1984 já estava com a carreira consolidada. Esse disco veio então abrilhantar ainda mais a sua obra fonográfica. Acima de tudo, Julio é um cantor romântico. Porém, o disco não se prende em apenas um estilo musical. 1100 Bel Air Place é focado em conquistar o mercado norte americano. Compõem o time de estrelas Diana Ross em “All Of You”, Willie Nelson em “To All The Girls I´ve Loved Before” música belíssima que fecha o disco com chave de ouro. The Beach Boys em “The Air That I Breathe”. Moonlight Lady abre o lado B som uma sonoridade bem encorpada e sofisticada. Confesso que já usei aqui o termo sofisticação nesse texto, mas não encontro outro adjetivo para esse disco. É de um extremo bom gosto. Um disco obrigatório para toda pessoa que gosta de música de qualidade. “Me Va, Me Va” tem um suingue bem latino e uma técnica impressionante. Essa tem um balanço do tipo para arrastar o sofá e dançar com a patroa. O que costumamos chamar de cozinha da música, o baixo e bateria, estão um relógio de precisão. Sensacional também é a ficha técnica do disco, que detalha quem tocou o quê. Pelo menos na edição em vinil, todos os  instrumentistas são mencionados no encarte. Stan Getz faz o solo de sax em “When I Fall In Love”. Teclados, Sintetizadores, Guitarras, Bateria: Carlos Veja, no baixo temos entre outros um velho conhecido: Abe Laboriel, pai do Abe Laboriel Jr. Baterista do Sir Paul McCartney, na percussão temos entre outros um brasileiro: Paulinho da Costa, trombones, Violinos... tudo está relacionado no encarte.
Gravado nos Estúdios:
Em Los Angeles: Studio 55, Sunset Sound, Lion Share, Record Plant, Ocean Way, Lighthouse. Em Austin: Pedernales. Em Nova York: The Power Station e The Hit Factory.
Produzido por Richard Perry e Ramon Arcusa.
Fotos: Harry Langdon.

5 comentários:

  1. Esse disco tem muitos teclados do meu "ídolo" Robbie Buchannan, que também participou dos discos do Roberto de 1985 (fazendo aquele solo fantástico de sintetizador na faixa "Paz Na Terra"), no disco de 1988 (fazendo o arranjo de "Todo Mundo É Alguém", no disco de 1989 (fazendo os arranjos de base de "Amazônia" e "O Tempo e o Vento") e no disco de 1990 (fazendo o arranjo e tocando teclados em "Quero Paz" e tocando baixo e o lindo piano elétrico de "Pobre de Quem Me Tiver Depois de Você).

    O mexicano Abraham (abe) Laboriel é considerado "o baixista mais versátil de todos os tempos". Também já gravou muito pro Roberto e outros artistas brasileiros.

    Michael Colombier é outro ícone mundial (arranjador e tecladista) que aparece muito nesse disco do Julio, sendo autor da maioria dos arranjos.

    Pra mim esse disco é um divisor de águas, tanto na discografia do próprio Julio, como nos "rumos" que tomou a produção dos discos de música romântica latina, após esse disco. A partir desse disco, a música latina (principalmente no que diz respeito à música romântica), de uma forma geral, (dos argentinos, mexicanos, porto-riquenhos, etc.) ganharam produções mais próximas às produções de artistas norte-americanos. Tá certo que essa "americanização" teve início antes (talvez através do porto-riquenho José Feliciano), mas foi a partir do "Bell Air Place" do Julio que essa característica se consolidou e se tornou única.

    O Brasileiro Roberto Carlos (que em muitos aspectos é melhor, mas em alguns outros aspectos tinha que aprender muito com Julio...) alguns anos depois fez um disco com sonoridade bem parecida (aquela sonoridade característica de Robbie Buchanan, Randy Kerber, Michael Boddicker, Michael Colombier e Jorge Calandrelli, que resultou num dos discos que mais gosto (o 2º melhor do Roberto, na minha opinião): O disco de 1990. Mas, mesmo assim, ainda sinto falta da "consistência", encorpada, da sonoridade desse disco e de muitos outros gravados pelo Julio Iglesias em seguida. Fruto também da produção e engenharia técnica do meu ídolo maior da produção musical: Humberto Gatica!!!

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  2. Grande Marlos, obrigado pela visita e comentário. Na minha opinião, Roberto Carlos de 78 em diante já vinha buscando uma sonorização mais encorpada em seus discos. Hoje pra mim, tanto o disco do Roberto quanto esse do Julio soam agradáveis pra mim. Existem as diferenças, logicamente existem. Mas nada tão gritante. Esse disco é obrigatório pra todo mundo que gosta de música, o do Roberto de 84 também.

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  3. Nossa, esse disco é sensacional! E a música "All Of You" é um clássico, essa música é linda demais. Eu tenho até o vídeo clipe dela rs.

    Muito legal sua postagem. Eu gosto das músicas do Julio, "Hey" é linda demais. Já ouviu a versão dela instrumental com Ray Conniff? É de chorar rs... procura no youtube que vc vai achar.

    Adorei!!

    Abraços :)

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  4. Oi Simone, realmente adoro esse disco. Além da música com a Diana Ross tem a com o Willie Nelson também. Esse disco é impecável e obrigatório pra toda pessoa que gosta de música de qualidade. Quanto a Hey! com o Ray Coniff vou procurar sim.
    Obrigado pela visita e comentário. Beijo

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  5. Fala, mano, uns 15 dias já que li o post, mas ainda não tinha conseguido parar para comentar, esse disco foi você quem me aplicou, só tenho em mp3 que tu me mandou, não sou "tão" fã do Ruio quando tu, mas tenho aqui uns três vinis dele(que eram ou ainda são do meu pai, mas só eu que coloco pra tocar), o "Hey", o "America" e o que mais ouvi que é uma coletânea chamada "Minhas Canções Preferidas". Discaço esse, sem dúvidas (só a capa que não ajuda muito,hehe...dá-lhe anos 80).

    grande abraço!

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