NO DISC, NO FILMS

O segmento deste blog não é discos e filmes para baixar, embora eu farei comentários sobre discos e filmes que eu gosto e outros que eu não gosto mas acabei assistindo e extraindo algo de legal. Minha opinião pode não interessar para ninguém, mas... pensando bem, tem tanta gente por aí opina e escreve... sou apenas mais um. Apenas um aviso, meus comentários as vezes são corrosivos. Dizem na minha família que eu já nasci rabugento.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Paul McCartney - 72 anos de pura vitalidade!


Hoje é aniversário desse moleque aí ó!
Há tempos que eu queria falar dele por aqui. Mas como falar de Paul McCartney? Talvez falar de um disco em específico. Mas qual? O cara grava desde 1962 até 1969 só com os Beatles, além do disco trilha do filme “The Family Way” de 1966, ou seja, mesmo com os Beatles o senhor workaholic já colocava suas asinhas de fora. O legal em ter Paul McCartney como ídolo é que ele sempre me surpreende. Nos Beatles ele não se restringia ao baixo, tocava violão, piano, bateria. Como pode existir uma pessoa assim como ele? Tudo o que ele contribuiu desde a época dos Beatles, antes do estrelato, quando Pete Best não podia ir ou coisa assim, Paul ia para a bateria, o seu jeitão dos três Beatles Paul era o mais diplomático digamos. Tente pensar em Ticket To Ride com outra levada de bateria, ou a própria Yesterday com banda inteira tocando, ou seja, desde o início Paul já demonstrava ser um cara único.

Álbuns de estúdio
  1. McCartney (1970)
  2. Ram (1971)
  3. McCartney II (1980)
  4. Tug Of War (1982)
  5. Pipes Of Peace (1983)
  6. Press To Play (1986)
  7. CHOBA B CCCP (1988)
  8. Flowers In The Dirt (1989)
  9. Off The Ground (1993)
  10. Flaming Pie (1997)
  11. Run Devil Run (1999)
  12. Driving Rain (2001)
  13. Chaos and Creation in the Backyard (2005)
  14. Memory Almost Full (2007)
  15. Kisses on the Bottom (2012)
  16. New (2013)
Com os Wings
  1. Wild Life (1971)
  2. Red Rose Speedway (1973)
  3. Band on the Run (1973)
  4. Venus and Mars (1975)
  5. Wings At The Speed Of Sound (1976)
  6. London Town (1978)
  7. Back To The Egg (1979)
  8. Wingspan: Hits and History (2001)
Com o The Fireman
  1. Strawberries, Oceans, Ships, Forest (1993)
  2. Rushes (1998)
  3. Electric Arguments (2008)

Álbuns ao vivo
  1. Wings Over America (1976)
  2. Tripping The Live Fantastic (1990)
  3. Tripping The Live Fantastic - Highlights! (1990)
  4. Unplugged (The Official Bootleg) (1991)
  5. Paul is Live! (1993)
  6. Back in the US (2002)
  7. Back in the World (2003)
  8. Amoeba's Secret (2007)
  9. Good Evening New York City (2009)
  10. Paul McCartney Live in Los Angeles (2010)
Coletâneas
  1. Wings Greatest (1978)
  2. All the Best! (1987)
  3. Wingspan: Hits and History (2001)
Trilhas sonoras
  1. The Family Way (1967)
  2. Give My Regards to Broad Street (1984)

Álbuns experimentais
  1. Thrillington (1977)
  2. Liverpool Sound Collage (2000)
  3. Twin Freaks (2005)
Álbuns de música clássica
  1. Liverpool Oratorio (1991)
  2. A Leaf (1995)
  3. Standing Stone (1997)
  4. Working Classical (1999)
  5. Ecce Cor Meum (2006)
  6. Ocean's Kingdom (2011)

  • Somente Paul McCartney
    1. Give My Regards to Broad Street (1983)
    2. Put It There
    3. Get Back (1990)(show)
    4. Paul is Live (1993)(show)
    5. Liverpool Oratorio (show)
    6. Standing Stone (show)
    7. Live at Cavern Club (1999)(show)
    8. Back in The U.S. (2002)(show)
    9. Live in Red Square (2003) (show)
    10. The Space Within US (2006)(show)
    11. The McCartney Years (2007) (Documentário; cenas nos bastidores; videos e shows)
    12. Good Evening New York City (2009) (show)
  • Com o Beatles:
    1. A Hard Day's Night (1964)(filme)
    2. Help! (1965)(filme)
    3. Magical Mystery Tour (1967)(filme)
    4. Yellow Submarine (1965)(voz)
    5. Let it Be (1969)(filme)(ganhou o Oscar de Melhor Canção Original)



Eu estou me aprontando para o show do Paul McCartney no Estádio do Morumbi em 2010 e o telefone toca:
: Alô! Baratta? Mano é o Robert, onde você está?
: Sentado na minha cama falando no telefone com você, uai! E você, onde está?
: Cara, estou aqui no estádio, to vendo tudo, o palco, o PMC no bumbo da bateria, mano, to emocionado!
: Calma mano, vai morrer de emoção aí. Calma mano, to indo pro estádio daqui a pouco.

Meu amigo, leitor do blog, amigo desde os tempos de Orkut Robert Moura. Era o show do Paul McCartney em 2010. O primeiro show (e até a presente data) o único que eu vi dele ao vivo. Outros amigos estavam lá também, mas não consegui contato com eles. Munido de um binóculo bem meia boca, lá estava eu. De repente chega um cara do meu lado perguntando se eu sabia se ali estavam vendendo binóculos, acabei vendendo o que eu tinha e comprei um outro melhor, que não era aquela maravilha, mas no dia resolveu.

James Paul McCartney, o cara que eu tinha ouvido a minha vida inteira em instantes apareceria no palco. O show da turnê praticamente era o mesmo, eu já tinha ouvido o show de maio em Foro Del Sol. Aliás, nessa época eu ouvia esse cd (não oficial) exaustivamente. O tema de abertura acaba, o palco escurece e de repente entra o cara. Os primeiros acordes da Venus and Mars começam e eu lembro da primeira vez que assisti o Rockshow. Desde o primeiro acorde chorei igual uma criança.
Calor do mês de novembro em São Paulo, noite agradável, público animado. Não sou do tipo que lembra tudo ou anota as músicas do set list. Mas o Paul é o mesmo que eu venho ouvindo e assistindo todos esses anos. Toca baixo, corre pro piano, volta pro baixo, pega o violão, corre pro piano, volta pro baixo, levanta o baixo Hofner no alto e o estádio inteiro o reverencia, toca ukelele, corre de um lado pro outro do palco, volta pro piano, e o show dura TRÊS, isso mesmo TRÊS HORAS. Além disso, Paul faz questão de falar a língua do país em que está. Assim é Paul McCartney no palco. Paul fora do palco? Quem tem sorte é capaz de ver andar de bicicleta, bem à vontade. No dia a dia Paul está sempre compondo, ensaiando, gravando, ou então fazendo um documentário. Sim, o homem não para! Com 70 anos, 51 discos oficiais, por volta de 20 DVDs oficiais, ele não para. Tarefa difícil é ter tudo o que ele já fez. Vamos estender ainda contando os álbuns com os Beatles, claro, foi ali que começou tudo. Com os Beatles, Wings, Fireman, sozinho, seu trabalho não é algo que se ouve uma única vez.
Estendendo um pouco ainda, pense que pra cada disco existe um (alternate) geralmente bootleg (não lançado oficialmente). Indo um pouco mais além, fora os LP´s, existem os singles. Sim, os compactos. Muitas músias dos compactos que não saem nos LPs.
Além de tudo isso, alguns anos atrás, na época de ouro do Orkut, vira e mexe aparecia algumas (coleções montadas a dedo) com boa parte desconhecida do grande público.

Algumas coleções bem interessantes são:
Momac Hidden Tracks – 30 cds, praticamente quase tudo o que Paul fez desde o final dos Beatles.
Soundchecks – As passagens de som antes dos shows. Hoje em dia as passagens de som pode ser assistidas pelos fãs que tem um pouco mais de dinheiro para comprar o ingresso que dá direito a assistir a passagem de som, filar uma boia vegetariana, ganhar uma revista programa da turnê e por fim o show.
Ainda nos tempos do Orkut, enquanto oficialmente saía a coletânea Wingspan, na internet saia uma Wingspan com OITO CDs.
É muita coisa? Num cheguei nem na metade.
Faltou mencionar os vídeos não oficiais que existem. Se você gosta do filme Rockshow, aquele do Wings Over America, devia dar uma olhada no Wings Over Australia, Wings Over The World e Wings Over Philadelphia. Se você adora o disco Back tl the Egg, saiba que existe um clipe para quase todas as músicas do álbum, alem de um documentário sobre a música Rockestra com duração de 42 minutos. Gosta do disco e filme Give My Regards To Broad Street? Tem video do making of do disco também. Aliás, se você é do tipo do fã que gosta de making of, saiba que além do Put It There pro disco “Flowers In The Dirt” ainda existem “Movin´On “ para o “Off The Ground”, “The World Tonight” para o “Flaming Pie”, “Behind The Caos” para “Caos and Creation”, para o “Memory Almost Full”, para o “New” (sim já tem!), entre outros. Se você gosta do dueto do Paul com Stevie Wonder em Ebony and Ivory, existe uma versão só com o Paul cantando. Você gosta de Say, Say, Say e The Man com Michael Jackson? Saiba que Sir Paul canta com Michael no disco Thriller a canção “The Girl Is Mine”.
Tá Baratta, chega, não? Perae, tem mais!!!
Se você quiser ter tudo do Paul, não esqueça as últimas apresentações da TV como o show 12/12/12 que além dele aparecer em forma cantando e tocando com sua banda, ainda faz uma Jam session com o Foo Fighters, é mole? Assim como Paul também esteve na Casa Branca, Paul com Bruce Springsteen, Paul no teatro Apollo, Paul nos 50 anos da primeira apresentação dos Beatles no Ed Sullivan.
Com certeza enquanto você lia esse texto , ele já deve ter composto uma música e já deve estar gravando-a. Até você desligar o seu computador hoje, ele já deve ter feito um documentário do disco e o disco estará amanhã nas lojas antes de você levantar. Assim é Paul McCartney.
Uma música que tente definir Paul McCartney?
Young Boy.


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Rádio do Baratta


No ainda positivo e operante Orkut, hoje em dia bem menos acessado por todo mundo, existem as comunidades, grupos onde pessoas com o mesmo interesse, seja lá no que for se juntam, trocam ideias, discutem, quebram o pau, dão voadora, enfim, é um ponto de encontro virtual. Em tempos de facebook, existem os grupos que não deixam de serem comunidades também. Desde os meus primeiros anos de Orkut participo e vez ou outra sempre monto uma comunidade ou grupo. Já montei para o especial Elvis in Concert de 1977, uma comunidade para cada disco do Roberto, hoje no facebook andei montando alguns grupos, mas de todos eles, um vem se destacando e me causando imensa alegria. Primeiro nasceu como Clube do Baratta, como se fosse um clube, mas que as postagens acabaram tomando um rumo em sua maioria só postar vídeos do You Tube (em primeiro lugar, pois muitas vezes tem muita coisa legal também no Dailymotion e no Vimeo). Pouco tempo depois transformei em Discoteca do Baratta, até com foto de capa de um globo de espelho e tudo. Recentemente resolvi deixar como Rádio do Baratta e finalmente Rádio do Tio Baratta.
Todos os membros são meus amigos, virtuais, alguns eu conheço pessoalmente, mas todos com um gosto musical muito parecido com o meu. Não citarei nomes dos programadores, pois fatalmente me esqueceria de alguém. Todo membro do grupo pode postar.
Considere que lá se toca de tudo, do heavy metal ao brega, do flash back dos anos 70 e 80 ao forró, do clássico ao rock farofa dos anos 90. Não priorizando nenhum gosto pessoal, muitas vezes apelo para o mau gosto também, postando na série “As que o Baratta odeia”.
Com um time excelente de programadores dedicados, a Rádio do Baratta nunca sai do ar. Só não tem jeito quando eu mesmo me empolgo, aí são dez dos Beatles, dez ou mais do Roberto Carlos, Elvis, as mesmas que fazem parte da minha discoteca de cabeceira. A única coisa que não existe na Rádio do Baratta é propaganda, ali sim é 100% música sem comercial.
Junte-se a nós no endereço virtual ...  https://www.facebook.com/groups/466556486733584/

quinta-feira, 1 de maio de 2014

OS POSTERS DA SOMTRÊS



Quem viveu especificamente a década de 80, começo da década de 90 e é ligado em música, vai se lembrar do nosso assunto de hoje.
Se tem uma coisa que eu tenho uma imensa saudade é de ir até a banca de jornal e comprar um revista pôster da minha banda ou artista preferidos.
Mesmo sendo o eterno “juntador de tranqueira” como minha mãe carinhosamente me classifica, não, eu não tenho todos os pôsteres que adquiri ao longo desses (PUTZ 40 anos).
Sim, as revistas pôsteres da SOMTRÊS! Pelo que lembro tive bastante posters, isos me leva à primeira casa em que eu morei até meus 18 anos. Meu quarto era meu refúgio, do mundo chato, da escola, era onde eu compunha, fazia lá as minhas canções (a maioria uma droga) mas eu nunca estava sozinho, estavam quase todos lá: Beatles, Paul McCartney, Elvis, Kiss, Deep Purple, Led Zeppelin, Janis Joplin, todos os pôsteres na parede. A coisa chegou a um ponto em que já tava difícil de ver a parede. Geralmente eram revistas pôsteres, já vinham dobradas, e desdobrando-as, tínhamos fotos, biografia e por fim: o pôster.
Pendurar, fazer um quadro, ou simplesmente (pregar) o pôster na parede, perdia-se a revista. Não! O burro aqui nunca pensou em comprar dois exemplares, não tinha batido a neura do (eu preciso ter tudo).
Ainda com 8 ou 9 anos, me lembro que a hora mais aguardada do dia era a parte da tarde quando minha mãe ia até o mercado, assim quando ela chegasse, o poster já estaria lá pregado e dificilmente ou com um pouco de sorte da minha parte, ela não pediria para retirá-los.
Interessante é meu espírito quarteiro e pouco saleiro. Como concentrar todas minhas tranqueiras na sala? Pouco a pouco fui levando minhas coisas para o quarto, divros, discos, CDs, DVDs, hoje há um ano na casa (nova) algumas coisas estão na sala, outras no quarto, mas sei bem o quê exatamente está e a onde.
Dos meus 18 anos pra cá, deixe-me pensar: como diria o Renato Russo “Já morei em tanta casa que nem me lembro mais”, não exagerando mas estou hoje na 6ª casa. Sei lá quando vou mudar de novo, mas na maioria delas eu não coloquei pôster. Morar de aluguel é uma merda por isso. Mas você deve estar se perguntando: Ah Baratta, cresce pô, colocar pôster com 40 anos nas costas? Minha doce resposta: Deixa eu viver porra!
Hoje em dia alguns posters estão guardados, outros sei lá que fim tiveram. Mas as revistas pôsteres da SOMTRÊS eram bem elaboradas do início ao fim. Sempre com a biografia da banda ou artista, discografia com as músicas relacionadas (oxa, numa era pré-internet essa era uma das fontes para conhecermos a discografia de uma banda ou artista). Ainda é possível achar uma ou outra publicação à venda em bancas especializadas (sim existem bancas especializadas em revistas antigas), sebos e até sites de vendas. Pouco a pouco a internet foi matando a mídia impressa.

As revistas pôsteres da SOMTRÊS marcaram época. Abaixo algumas fotos do que sobrou, do que consegui pregar na última casa, e algumas outras que eu lembro que tive, as fotos (numerar) não são minhas, consegui em sites de vendas na internet.

Essa me dá uma certa pontada no peito. Talvez a única revista poster que marca a época que comecei a ouvir o KISS, como eu disse lá em cima "pôster na parede, perdia-se a revista". Pois é, devia ter comprado umas três dessa. 

Essa também dá uma pontada no peito, devia ter comprado umas oito.  Tinha um belo poster do Deep Purple. 

Essa eu tenho. 

Essa eu quero comprar de novo ainda, eu só lamento aqui né?

Esses eu tenho, estão todos guardados dobrados, um dia eu tenho minha casa!

Essa também tem história: Coloquei na parede perdi a revista, mas Elvis não deixaria barato, anos e anos depois (velho é ... deixa pra lá) acabei "herdando a revista novinha em folha" vai pra parede nunca mais, tá no plástico!


Nem todos são da SOMTRÊS,  mas mostra meu penúltimo quarto. Quarto de véio com espírito de moleque! E atitudes também, mas deixa pra lá. 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

BEATLES COLLEGE - A BEATLEMANIA NA INTERNET TEM ENDEREÇO CERTO

Sites sobre os Beatles existem aos montes, blogs então, dá pra perder a conta. Hoje vou falar do Blog Beatles College que está na ativa há três anos. Um time respeitável de colaboradores, colunistas e seguidores, mantém uma constante produção de matérias com texto objetivo, direto, fotos e muito mais. Quando quero escrever algo sobre os Beatles, sempre dou uma conferida lá antes.
O design é muito bem montado sem banners piscando, sem rádio/player, apenas as matérias mais recentes e os links ao lado direito. Posso dizer que boa parte da turma de lá eu conheço virtualmente desde os tempos da comunidade The Beatles School no Orkut. a Beatles School era um ponto de encontro virtual diário onde acessávamos e conversávamos, muitas vezes até altas horas da noite. Não vou citar nomes, pois fatalmente me esqueceria de alguém.
Hoje a antiga Beatles School é o blog Beatles College. O diretor Edcarlos Silva é um querido amigo que administra o blog sempre trazendo o que há de melhor no Brasil e no mundo quando o assunto é Beatles. Tem tudo sobre eles no blog: Discos, filmes, livros, a coluna In My Life, se você é Beatlemaníaco ferrenho, você precisa entrar pra Beatles College.
Matrículas Abertas.
Também no facebook pelo link https://www.facebook.com/groups/183840011634112/?fref=ts

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Exposição David Bowie no MIS


Definitivamente, quando eu acho que manjo bem de música (que e o único asunto em que eu não passo vergonha), sempre falta algo. David Bowie é um dos artistas que sempre esteve presente, mesmo eu não dando a mínima pra ele. Mas um dia, ele te pega, sem que você se dê conta.
A primeira lembrança que tenho dele é da minha época de escola quando eu tinha uns 9 ou 10 anos, eu estudava (tá bom, eu ia à escola), chegava, amoçava e ia para a TV ver programas de clipes. De semana tinha o Super Special na TV Bandeirantes (acho), e acho que tinha um na Record também. Pô, estamos falando de 1983 ou 1984. De sábado tinha o Som Pop na TV Cultura. Não eu não via o da Gazeta, o canal 11 não pegava em casa.
O primeiro clipe do camaleão do rock que eu me lembro é o Modern Love. Não era algo que eu curtia, mas assistia enquanto isso esperava um do KISS, Michael Jackson, Paul McCartney com No More Lonely Nights, etc. Anos se passaram e eu continueii vendo Modern Love, Blue Jean (esse sim eu gostava), Let´s Dance, China Girl entre outros.
Até que um dia, na casa de um amigo da igreja, ao começar a tocar Modern Love, ele sem empolga, eu ainda não me empolgava com Bowie. Mais uns tempos e assistindo o documentário Imagine do John Lennon de 1988, na parte do “Lost Weekend” (Fim de semana perdido) de John, May Pang fala que John circulou bastante e trabalhou bastante, gravou com Elton John, Ringo Starr e com Bowie...
Mais uns anos, amigos já vinham me alertando que: Bowie da década de 70 é do caralho!
Isso sem mencionar que lá na época quando por aqui apareceu a versão “O Astronauta de Mármore” da banda Nenhum de Nós, na década de 90, o Nirvana também tocaria a “The Man Who Sold The World” no acústico da MTV. Não, nunca dei a mínima pra Nirvana.
Recentemente indo no meu pediatra de computadores Dr. Fernando VXD, ele com a animação de sempre me diz: Júnior, você precisa TER isso, toda a trajetória do Bowie em uma hora, isso é maravilhooooooooooooooso!. Até dias atrás eu não tinha visto inteiro ainda.
E de repente vem a Exposição do MIS (Museu da Imagem e do Som) em São Paulo. Munido de um receptor de áudio wireless, ao chegar perto de tal vídeo, tal figurino, um vídeo de show ou entrevista, o receptor capta o sinal daquele vídeo específico. Muitas e muitas roupas, muitos manuscritos, maquete de palco, esquemas e mais esquemas desenhados no papel (sim, folha de caderno mesmo) pelo próprio Bowie, muitos itens são do arquivo pessoal de David Bowie. Guitarras, manuscritos de letras de música, etc. Saí de lá com a ideia que tudo que Bowie fez e faz é pra ser conceitual. Não, não pode tirar foto na exposição. Não, o Baratta não aceita um NÃO como resposta!
Resultado no final das contas?
Resolvi juntar em um CD a (meia dúzia) de músicas que eu conhecia dele. Lembre-se do que o Baratta disse no começo do texto: “David Bowie é um dos artistas que sempre esteve presente, mesmo eu não dando a mínima pra ele.”. Pois bem amiguinhos, constatei que a (meia dúzia) que eu conhecia eram pelo menos umas 40 canções, todas conhecidíssimas que acabei distribuindo em 2 CDs com 20 canções cada um. Os CDs Pin-Ups do disco de 1973 e Tonight do disco de 1984 eu acabei fazendo em um cd separado. Atualmente procurando algum documentário sobre Bowie.
Pra terminar o vídeo de qual falei e um link, nesse link em Material Educativo dá pra acessar um arquivo em PDF para melhor compreensão da Exposição.
As minhas fotos não ficaram legais, mas um amigo (também músico) foi essa semana e conseguiu fotos fantásticas, fotos do amigo Sanders Giuilani





























Exposição David Bowie no MIS
Avenida Europa, 158
De 31 de janeiro a 20 de abril
Terças a sextas, das 12h às 21h
Sábados das 11h às 23h
Domingos e feriados ds 11h às 20h

Ingressos R$ 10,00 (inteira)




sábado, 29 de março de 2014

WITH THE BEATLES - 1963

Ficha Técnica
Gravado entre 18 de Julho até 23 de Outubro
                        As mixagens ficariam para os dias 29 e 30 de Outubro
Lançamento: 22 de Novembro de 1963 (Reino Unido) pela Parlophone
                      Meet the Beatles 20 de janeiro de 1963 pela Capitol nos EUA
                      The Beatles Second Album 10 de abri de 1964.
Fotos: Robert Freeman
Texto da contra capa de Derek Taylor
Corria o ano de 1963 e os compromissos triplicavam no universo Beatle. Todo o sucesso que buscavam, estava enfim aparecendo. Também, enquanto hoje em dia bandas na trilha do sucesso, quando os integrantes teem seus empregos e tocam de fim de semana ou sexta feira a noite, com os Beatles eram diferentes e muuuito diferentes. Chegavam a tocar em dois lugares num mesmo dia, show todos os dias. Eles sim foram músicos com louvor e muito suor. Além dos shows, como estamos comentando ainda o segundo LP, eles já tinham inúmeras aparições em TV, rádio, 1963 é o ano em que eles começam a tocar na BBC. Bem que as estações de rádio de hoje em dia poderiam abrir um espaço para bandas em início de carreira e produzir festivais ao vivo, qualidade de som de rádio mesmo. Mas, abrindo os olhos para a realidade, como hoje em dia não tem nada que presta mesmo... E o pessoal que faz um trabalho realmente legal e digno de divulgação, não tem espaço. Enfim, voltando, Get Back. Um mês antes do início das gravações, aconteceu o último show dos Beatles no Cavern Club. Nessa época eles tocavam em lugares como Odeon Cinema, ABC Theatre em Blackpool, Playhouse Theatre e lugares que comportavam mais público.

Capa
O With the Beatles é provavelmente o disco da capa mais copiada em todo o mundo. Roberto Carlos foi um que em 1966 não perdoou e fez uma capa descaradamente igual, até a blusa foi igual. Só faltou escrever With Roberto Carlos, vulgo Zunga! Se não for a mais copiada, tenho a certeza que ele influenciou e deu um violento impacto em muita gente. A capa chama atenção sendo uma capa de disco, camiseta, banner, pôster, bandeira... Mas para falarmos um pouco mais sobre a capa voltemos um pouco no tempo, mais precisamente no ano de 1962.
No dia 10 de abril de 1962, morria Stuart Sutcliffe, o primeiro baixista dos Beatles. Curiosamente no mesmo 10 de abril porém só em 1970 sairia a manchete no jornal Daily Mirror de que Paul estava deixando os Beatles. No documentário sobre George Harrison, Living in the Material World, dirigido por Martin Scorcese, Astrid Kirchherr conta que pouco depois a morte de Stu, John e George foram visitá-la. John perguntou se poderia ver o quarto onde Stu pintava, quando viu sentou em um banco visivelmente emocionado, sofrendo pela perda do amigo e nesse instante Astrid bateu a foto. Pediu para que George ficasse ao lado de John. As fotos no site http://www.beatlesbible.com/gallery/1962-photos/john-lennon_1962_06/ ... estão datadas de 13 de abril de 1962.




No livro O Diário dos Beatles, Barry Milles diz que a foto da capa foi feita com Robert Freeman em um restaurante onde estavam. As cortinas do local, junto com a luz que entrava pela janela teriam dado o efeito de suas faces semi-iluminadas.
Dando sequência para a bagunça da discografia, as diferenças entre a discografia inglesa e a discografia no resto do mundo são gritantes. Cada gravadora em seu país poderia lançar a capa, com repertório que bem entendesse. Porém todos os lançamentos seguiriam a discografia inglesa a partir de 1988. Porém até lá as discografias brasileira e americana teriam seus próprios lançamentos em relação à capa e músicas.
Lado A
  1. It Won´t Be Long (Lennon-McCartney)
Seguindo a linha do refrão de She Loves You, lançada em Agosto de 63 como single, o recurso Yeah, Yeah, Yeah, aqui seria uma tentativa de repertir o sucesso do single. A música é forte, abre o disco com muita energia. Essa canção nunca foi tocada ao vivo.
  1. All I´ve Got to Do (Lennon-McCartney)
John inspirou se em Smokey Robinson Música com dois andamentos diferentes, música forte que mantém o (padrão de qualidade beatle). Destaque aqui para a bateria. Enquanto muita gente fala que Ringo era limitado em relação a técnica, o que muita gente não entende é que Ringo era antes de mais nada um compositor de bateria.
  1. All My Loving (Lennon-McCartney)
Outro sucesso que muita gente conheceu primeiro a versão em português do Renato e Seus Blue Caps, “Feche os Olhos”. Essa canção traz uma diferente linha de bateria tbm, fugindo da tradicional (levada) rock n roll. Destaque para a linha de baixo conduzida por Paul. Fazer tudo aquilo que ele faz, sem olhar e cantando, só ele mesmo. Quando Paul canta mais alto, George faz as harmonias junto com Paul.
  1. Don´t Bother Me (George Harrison)
Eis aqui a primeira canção de George Harrison num disco oficial. A primeira mesmo que se tem notícia seria a “In Spite of All the Danger” parceria com Paul McCartney e Cry For A Shadow, parceria com Lennon. Mas Don´t Bother Me é a primeira composição de Harrison sozinho, onde já é possível ver como George compondo pensava numa linha diferente de Lennon & McCartney. A canção tem uma levada diferente. Andamento, sequência de notas, bateria... O próprio George disse que essa canção era meio que um teste e falou a célebre frase que muitos falaram: Se eles (Lennon e McCartney) podem compor, eu também posso.
  1. Little Child (Lennon-McCartney)
A canção traz um arranjo meio diferente, com Ringo alternando entre duas vezes na caixa e uma. Essa seria uma clássica música, um rock n roll bem anos 60 mesmo. Solo de gaita, pianão comendo solto, banda bem entrosada.
  1. Till There Was You (Meredith Willson)
Paul conheceu a canção com a prima mais velha Bett Robbins. Música do compositor americano para sua peça The Music Man. A canção mostra a versatilidade dos Beatles da transição de um rock n roll autêntico e uma balada com violões e bongô. A canção fazia parte do repertório dos Beatles desde a época de Hamburgo. Ela foi apresentada também no Royal Variety Show, para a rainha.
  1. Please Mr. Postman (Georgia Dobbins, William Garrett, Freddie Gorman, Brian Holland, Robert Bateman)
Música originalmente gravada por The Marvelettes, consta que com Mr. Marvin Gaye on the Drums. Também foi gravada pelos Carpenters em 1974. Aqui os Beatles usam o recurso das palmas e a canção começa com uma pedrada no chimbal já iniciando a música. Ringo tem uma característica que preenche a música em sua plenitude, chimbal aberto. E cá entre nós, eles cantam divinamente...

Lado B
  1. Roll Over Beethoven (Chuck Berry)
O lado B abre com a pedrada de Chuck Berry. Nos tempos de Hamburgo, mais precisamente no disco Live ar Star Club in Hamburg, 1962 ela tem um andamento mais rápido. Os vocais aqui são de George Harrison, arrancando gritos da guitarra e Ringão praticamente chutando o bumbo. Música para começar o dia bem.
  1. Hold Me Tight (Lennon- McCartney)
Essa música faria parte do 1º LP dos Beatles. Mas foi regravada para o 2º. Paul canta a canção. No verso “Don't know what it means to hold you tight Being here alone tonight with you” há a famosa (paradinha) conhecidas nas canções de Paul McCartney. É como se fosse uma parte do meio para a volta com gás total. Paul usaria muito esse recurso nos anos seguintes.
  1. You Really Got a Hold on Me (Smokey Robinson)
Original do grupo The Miracles na Motown de 1962. Os primeiros takes mostram o arranjo da introdução feita na guitarra, posteriormente no piano. A voz de John está impecável nesta canção. A música foi revisitada pelos Beatles nas filmagens de Let it Be em uma cena em que eles estão na Apple.
  1. I Wanna Be Your Man (Lennon-McCartney)
John e Paul voltavam de um almoço num táxi quando viram na rua Andrew Oldham (empresário dos Stones). Chamou Andrew e o papo rolou que ele estava acompanhando a gravação dos Stones. Quando lá chegaram, conversando com Mick e Keith, souberam que os Stones precisavam de uma música. Faltava terminar de compor. Paul e John foram para um canto e terminaram. Na gravação dos Beatles, Ringo está nos vocais.
  1. Devil in Her Heart (Richard Drapkin)
Canção escrita por Drapkin para o grupo Donays de Detroit. A canção traz a voz dobrada de George, John e Paul como backings e Ringo na bateria e maracas. Essa música já foi até chamada de samba em uma revista. Porém mais uma vez mostra a versatilidade dos Beatles com ritmos diversos e arranjos.
  1. Not a Second Time (Lennon/McCartney)
Aqui curiosamente um solo de piano, tocado por George Martin. Essa música, aliás, esse disco mereceu uma resenha no The Times de William Mann falando das cadências eólicas. No livro de Barry Milles, o comentário é atribuído a essa canção. Na entrevista de John Lennon para a revista Playboy em 1980, John atribui o termo cadência eólica para a canção It Won´t Be Long. Ao ser perguntado por David Sheff se havia de fato as tais cadências eólicas na canção, John disse: Até hoje não faço ideia do que sejam cadências eólicas. Serão pássaros exóticos?
  1. Money (Tha´s What I Want) (Janie Bradford/Berry Gordy)
O disco fecha com a pedrada Money. Talvez repetindo a fórmula do primeiro LP, o disco fecha com uma canção com John Lennon nos vocais, uma musica vibrante, empolgante deixando aquela sensação de quero mais. Note que o primeiro disco abria com I Saw Her Standing There e fechava com Twist And Shout. Em With The Beatles os Beatles abrem com It Won´t Be Long e fecha com Money.

Considerações Finais.

O Segundo LP consolida o sucesso do grupo na Inglaterra. Foi lançado em 22 de novembro de 1963, mesmo dia em que JFK foi assassinado nos EUA. Aqui o grupo ainda toca os covers que tocavam no Cavern, no Star Club. A banda está mais entrosada. George Martin já tem uma ideia de como trabalhar com o grupo. É o disco de estréia de George Harrison como compositor. É o primeiro LP dos Beatles onde pode se escutar piano, desse disco pra frente, o (Day by Day) no estúdio seria um grande aprendizado para John, Paul, George e Ringo. Nem é preciso dizer que o disco é obrigatório para quem é fã ou não dos Beatles. 

Para terminar, a capa é uma das mais copiadas até os dias de hoje.