NO DISC, NO FILMS

O segmento deste blog não é discos e filmes para baixar, embora eu farei comentários sobre discos e filmes que eu gosto e outros que eu não gosto mas acabei assistindo e extraindo algo de legal. Minha opinião pode não interessar para ninguém, mas... pensando bem, tem tanta gente por aí opina e escreve... sou apenas mais um. Apenas um aviso, meus comentários as vezes são corrosivos. Dizem na minha família que eu já nasci rabugento.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Jive Bunny and The Mastermixers



No começo da década de 90 ouvia muito se falar em House Music, os “poperô”, ou “putz putz”, estilo de música só pra dançar que a gente que ouvia rock n roll não se animava nem um pouco em ouvir. O pessoal da minha geração lotava casas como Overnight, Toco, Contramão com seus figurinos de cabelo estilo poodle, ombreiras e calças com a cintura na altura do estômago. O estilo fez sim muito sucesso. Eu mesmo nunca fui, pois enquanto o pessoal ia dançar os “poperô” eu estava dentro da minha casa tocando violão, compondo “embora as minhas primeiras músicas fossem terríveis”, mas tudo bem, pensava “foda-se, devo ser um gênio incompreendido”, redescobrindo coisas como Led Zeppelin, Janis Joplin, conhecendo pouca coisa e “na época torcendo o nariz” para os Doors e conhecendo Mutantes, mas eu estava na minha. A resposta do rock n roll para o poperô veio em forma de disco. O disco foi um sucesso tão grande que todas as emissoras de rádios de repente estavam tocando. Não era algo nostálgico que servia só para os amantes do rock n roll dos anos 50 e 60. As músicas de fato agradaram a muita gente, tanto quem curtia como quem não curtia o rock. Até quem curtia os poperô acabou achando interessante. Em todas as festas de aniversários de amigos esse disco tinha presença garantida.
A resposta foi o disco Jive Bunny and Mastermixers, de 1989. Trata-se de um divisor de águas para aquela geração por vários motivos. Voltando um pouco na história, Jerry Lee Lewis tinha voltado aos holofotes pelo filme Great Balls of Fire também de 1989. Dois anos antes em 1987 tinha sido a vez do filme La Bamba, que contava a história de Ritchie Valens. O pessoal daquela geração finalmente tinha algo para redescobrir o rock n roll dos anos 50 e 60.
A origem de tudo foi em Yorkshire, Inglaterra. Infelizmente o único texto disponível na internet (em português) sobre o Jive Bunny está no Wikipédia e todo mundo de todos os blogs acabaram copiando. 
DJ Doncaster e Les Hemstock criaram o mix original de “Swing The Mood” para o serviço Mastermix DJ da Music Factory. Ian Morgan e John Pickles que tiveram a ideia de juntar em mix o rock n roll antigo, citado em todas as fontes como “Pop Oldies”.
Uma matéria no The Guardian conta que Parece curiosamente apropriado que Jive Bunny tenha sido concebido em uma loja de eletricidade da Doncaster pelo proprietário John Pickles e seu filho de 19 anos, Andy, que teve uma fila em expansão na confecção de mixtapes para DJs. Percebendo que uma mistura de melodias de rock feitas por um de seus DJs, Les Hemstock, estava derrubando uma tempestade, Andy ajudou Hemstock a retrabalhá-lo; Enquanto isso, seu pai criou um rótulo, e eles montaram um vídeo da filmagem de dança do pós-guerra liderada por um coelho de desenho animado. "Nós pensamos que era essa estúpida idéia que vendesse alguns registros", ri Andy. Mas Jive Bunny vendeu milhões.” As crianças ficaram presas porque era um coelho de desenho animado, a população bêbada a via como um registro de festa, e mães e pais lembraram as velhas músicas", diz Andy. 
Foi sucesso na Inglaterra, Estados Unidos e também aqui no Brasil. O disco vendeu muito bem e o projeto Jive Bunny produziu mais alguns discos, mas sem o impacto que teve esse primeiro de 1989. Alguns amigos meus dizem que esse disco os motivou a procurar os originais como Chubby Checker, Everly Brothers, Del Shannon, Bill Halley, Glenn Miller, Little Richard, entre outros.


 
Lado 1
Swing The Mood
In The Mood (A.Pazlof/J.Garland)
Pennsylvania 6-5000 (G.Sigmond/J.Gray)
Little Brown Jug (Trad. Arr. Doherty/Anderson)
Let's Twist Again (Mann/Appell)
Rock Around The Clock (Freeman/DeKnight)
Rock A Beatin' Boogie (Haley)
Tutti Frutti (LaBostrie/Penniman/Lubin)
Wake Up Little Suzie (F.&B.Bryant)
C'Mon Everybody (E.Cochran/J.Capeheart)
Hound Dog (Leiber/Stoller)
Shake, Rattle And Roll (Calhoun)
All Shook Up (Presley/Blackwell)
Jailhouse Rock (Leiber/Stoller)
At The Hop (Singer/Madara/White)

Rock And Roll Party Mix:
Tutti Frutti (Labostrie/Penniman/Lubin)
Roll Over Beethoven (Berry)
Ooh My Soul (Penniman)
Keep A Knockin (Penniman)
Shout Shout (Knock Yourself Out) (Marasca/Bogdany)

Lover´s Mix
All I Have Is To Dream (F.&B.Bryant)
Silence Is Golden (Gaudio/Crewe)
Rhythm Of The Rain (J. Gummoe)
Will You Still Love Me Tomorrow (King/Goffin)
Diana (Anka)

Do You Wanna Rock
Do You Wanna Dance (B.Blue /R.Rocker/G.Shury)
Do You Wanna Touch Me (Glitter/Leander)
Get It On (M.Bolan)
Teenage Rampage (Chinn/Chapman)
Hot Love (M.Bolan)
Devil Gate Drive (Chinn/Chapman)
I'm The Leader Of The Gang (Glitter/Leander)
 
Lado 2
That´s What I Like
Hawaii 5-0 (Morton Stevens)
Let's Twist Again (Mann/Appell)
Let's Dance (Jim Lee)
Wipe Out (Wilson/Fuller/Hill/Conolly)
Great Balls Of Fire (J.Hammer/O.Blackwell)
Johnny B. Goode (Riff) (Chuck Berry)
Good Golly Miss Molly (Richard Penniman)
The Twist (Hand Ballard)
Summertime Blues (Riff) (Cochran/Capeheart)
Razzle Dazzle (Calhoun)
Runaround Sue (E.Maresca/D.Dimucci)
Chantilly Lace (J.P. Richardson)

Glenn Miller Medley
In The Mood (A.Pazof/J.Garland)
Little Brown Jug (Trad. Arr. Doherty/Anderson)
American Patrol (Trad. Arr.
Doherty/Anderson)
Pennsylvania 6-5000 (G.Sigmund/J.Gray)

Swing Sisters Swing
Chattanooga Choo Choo (Warren/Gordon)
Don't Sit Under The Apple Tree With Anyone Else But Me (Brown/Tobias/Stept)
Hold Tight (Brandow/Spotswood)
The Coffee Song (Bob Hilliard/Dick Miles)
Lullabye Of Broadway (Dublin/Warren)
Boogie Woogie Bugle Boy (Rayne/H.Price)
String Of Pearls (Gray/DeLange)
St. Louis Blues (Handy)

Hopping Mad
Shout (Isley Brothers)
March Of The Mods (Tony Carr)
Da Doo Ron Ron (Spector/Greenwich/Barry)
Come Back My Love (Bobby Mansfield)
Runaway (Shannon/Croock)
Poetry In Motion (Kaufman/Anthony)
Lucille (Penniman/Collins)
I'm Into Something Good (Goffin King)
Help Me Rhonda (Brian Wilson)


sexta-feira, 28 de julho de 2017

Bate Papo com Pablo Aluísio



Hoje eu vou falar de um cara que foi a minha inspiração para começar a escrever meus textos. Digo sempre que foi por causa dele que virei blogueiro. Tudo começou quando achei uma matéria dele na internet sobre o disco Elvis Today de 1975. Seu nome é Pablo Aluísio. Hoje ele mantém 4 blogs.
Pablo Aluísio – Sobre Música, Cinema e Séries  http://pabloaluisio.blogspot.com.br/
Cine Western – com o melhor do Western http://western-pabloaluisio.blogspot.com.br/
Elvis Presley Pablo Aluísio – somente sobre Elvis http://elvispresley-pabloaluisio.blogspot.com.br/
Há tempos queria falar sobre o Pablo aqui no blog, então enviei algumas perguntas e ele mandou um texto respondendo-as. O texto abaixo é do Pablo Aluísio.

Olá Baratta,
Desculpe não ter respondido antes. Realmente estou sem tempo.
Aqui vai um texto com as principais respostas para suas perguntas:

Sim, eu mantive o site EPHP por quase dez anos. Ele saiu do ar porque a empresa que o hospedava foi comprada pelo Yahoo, que depois encerrou suas atividades. Uma pena. Assim coloquei os textos no meu blog e tem sido assim desde 2009. Já pensei em reabrir um novo site, mas só de pensar no trabalho que isso iria dar... preferi deixar tudo nos blogs mesmo. São práticos e mais fáceis de cuidar. O site original entrou no ar em 1999 e durou até 2009 quando foi encerrado. Depois disso passei a escrever para os blogs que permanecem online até hoje. Escrevo esporadicamente sobre livros nos meus blogs e não pretendo ter mais nenhum além dos que já tenho (e já está bom demais porque dão bastante trabalho).

Sim, sou advogado até hoje. O Direito é uma das minhas paixões, assim como cinema e música. Escrevo textos sobre cinema e música justamente para relaxar, é um hobby desde sempre. Já escrevi textos que foram publicado em revistas na Inglaterra, País de Gales, Portugal, Holanda e mais alguns outros países europeus. Em relação às publicações que li... são muitas ao longo de todos esses anos. Sempre gostei muito de algumas publicações inglesas como NME e similares. A Billboard também sempre foi uma boa pedida. De cinema valem as citações da Variety, Cahiers du cinema, Premiere, etc. Infelizmente as revistas brasileiras de cinema deixaram de circular. Gostava da Cinemin (edições antigas), Set (em seus primeiros números), entre outras.

Em relação ao método de produção de textos: Bom, nesses anos de internet descobri que textos muito longos não são bem aceitos pelo público em geral. Textos menores (com no máximo 4 parágrafos) são mais fáceis de serem lidos. Por isso escrevo, na maioria das vezes, textos curtinhos. Quando o texto é maior divido em partes 1, 2, 3... etc. Depois mais tarde compilo tudo em uma só postagem (como faço com os discos de Elvis).  Eu programo dias determinados para escrever para os blogs. Por exemplo, escrevo textos de cinema clássico nas segundas e quintas, apenas. Nos outros dias escrevo para os outros blogs. Dividindo assim consigo manter um bom ritmo, com dois textos por dia. Quando tenho mais tempo livre escrevo mais diariamente, mas a média é essa mesmo. Dois textos novos por dia. Na falta de tempo, textos ainda mais curtos e objetivos.

No Brasil há um certo problema em escrever algo na net porque realmente, como você diz, as pessoas não gostam muito de ler hoje em dia. A maioria dos jovens prefere mesmo assistir vídeos no Youtube. Felizmente sempre tem aquele público mais seleto que gosta de ler textos, que fez da leitura um hábito. E é justamente para essas pessoas que escrevo os textos. Não há como ser extremamente popular escrevendo blogs hoje em dia porque poucas pessoas gostam de ler, então o jeito é escrever para quem gosta. Não podemos fazer muito mais do que isso. Já como leitor procuro, curiosamente, ler sites e blogs mais voltados para a minha atividade profissional (Direito). Em termos de cinema ainda acompanho alguns críticos que sempre gostei como Rubens Ewald Filho, Inácio Araújo, etc. Mas confesso que como leitor de textos de cinema na internet não sou dos mais assíduos! Ainda prefiro revistas impressas.

Procuro manter uma coleção de DVDs, CDs e Livros. E sim, ainda gosto da mídia física. Agora devo dizer que antigamente era muito mais prazeroso colecionar. Os discos de vinil tinham um charme incrível, com aquelas grandes capas, encartes, fotos, o manuseio do LP e tudo mais. Isso se perdeu com o CD que é um formato que não impressiona muito. É meio asséptico e impessoal demais. Embora ainda siga colecionador é importante salientar que muito do velho charme e prazer se perdeu com o fim dos discos de vinil. Antes (por volta dos anos 80) era muito mais prazeroso manter uma grande coleção de álbuns. Hoje o vinil anda renascendo aos poucos na Europa e nos EUA. Não deixa de ser uma ótima notícia.

Sobre a imparcialidade sobre Beatles e Elvis, sim, procuro manter. Tanto que já tive problemas com aqueles fãs mais radicais que acham que em algumas ocasiões critico além da conta. Isso, porém não tem jeito. Quando me deparo com um momento menor desses gênios da música procuro mesmo criticar, mas procurando nunca ofender. Como artistas eles eram maravilhosos, mas nem sempre o material que lhes eram disponibilizados era de primeira linha. Vide algumas músicas que Elvis gravou nos anos 60 em suas trilhas sonoras. Havia músicas ali que eram verdadeiras porcarias.

A cultura hoje em dia realmente está em decadência. Não há como comparar com o passado. Musicalmente a coisa é pior, pois não temos nada que se compare a Elvis ou Beatles, por exemplo. Esses foram únicos. Além disso os gêneros musicais que mais fazem sucesso hoje em dia (como o rap, etc) nunca fizeram minha cabeça. Não gosto. O rock sempre foi meu gênero preferido, mas atualmente o rock de um modo em geral está quase acabado (tanto no Brasil como no exterior). Em termos de cinema a coisa é um pouco melhor. Há sempre filmes independentes muito bons sendo realizados. O cinemão pipoca comercial americano anda fraco, mas esse tipo de filme mais alternativo mantém a boa qualidade.

Sobre a Marilyn Monroe: bom, ela foi maravilhosa. Ela foi um ser humano com vários problemas, mas como atriz tinha um carisma absurdo e como cantora foi muito melhor do que muitos pensam. Pena que ela gravou poucas músicas, todas elas para seus filmes. Eu acho sua voz de uma qualidade ímpar! O problema é que a MM tinha muitos problemas de auto estima, então ela não foi em frente numa carreira musical por medo das críticas. Eu só posso lamentar. Teria sido ótimo ter vários discos gravados por ela.

Por fim, sobre a Igreja Catótlica: bom, essa é uma instituição complexa demais. Só de padres ao redor do mundo são quase 500 mil! Como controlar algo tão grande assim? O Papa Francisco é um ótimo líder, porém problemas sempre existiram e sempre existirão dentro da ICAR. O importante é ir administrando bem, tirando os membros nocivos à igreja e sua doutrina. O resto segue em frente, concretizando o que o próprio Jesus disse, decretando que jamais os portões do inferno iriam prevalecer sobre sua igreja. Passados dois mil anos, o que Ele afirmou está de pé.

Então é isso Baratta. Desculpe a pressa. Arranjei um tempinho para responder suas perguntas hoje à noite e não fiz revisão (algo que você poderá fazer quando for publicar). No mais, agradeço a entrevista e desejo tudo de bom para você.

Um abraço,
Pablo Aluísio.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

The Compleat Beatles (O Avô do Anthology)



Muita coisa foi escrita sobre os Beatles depois do dia 10 de Maio de 1970, quando Paul McCartney foi a capa do Daily Mirror no dia 10 de Maio de 1970, quando “deixou” os Beatles. Nem vou entrar na questão que foi John Lennon que saiu primeiro, enfim... Muita coisa foi escrita, muitos “estudiosos” proclamaram suas versões sobre o final da maior banda do século, alguns documentários foram feitos, mas muito antes do mega-projeto Anthology, um documentário de 2 horas foi considerado a verdadeira história dos Beatles.
The Compleat Beatles

Em 28 de Maio de 1982 era lançado nos Estados Unidos o documentário The Compleat Beatles. A palavra “complementat” é uma referência linguística ao trocadilho ortográfico de “Beetles” e uma referência ao famoso livro de pesca “The Compleat Angier”. O documentário é narrado pelo ator Malcolm McDowell e traz bastante entrevistas de pessoas ligadas aos Beatles como o produtor George Martin, o primeiro empresário Allan Williams, DJ Bob Wooler, entre muitos e muitos outros. Também tem trechos de entrevistas dos próprios Beatles. O filme foi dirigido por Patrick Montgomery e produzido pela Delilah Films / Eletronic Arts Pictures e lançado pela MGM  e United Artists em 1984.
Por muitos e muitos anos, o The Compleat Beatles, foi o documentário que todo fã dos Beatles precisava conhecer. O que tínhamos de material era o material que vinha nas duas horas do VHS que alugávamos nas locadoras. No meu caso, pagava diárias e mais diárias, pois era impossível assistir uma única vez, devolver no dia seguinte, então... Duros tempos em que já era um custo ter um vídeo-cassete, quanto mais dois... Mas o tempo foi passando até que em 1995 o mundo foi surpreendido pelo mega-projeto Anthology. Mais de dez horas de uma super produção, mais três CDs duplos (também em vinil triplo, quem mandou eu não estudar???), mais um livro de luxo, se tem uma coisa que não se pode dizer é que a história dos Beatles não foi devidamente documentada e o Anthology é até hoje última palavra quando o assunto é biografia dos Beatles.
A partir de uma rápida pesquisa na internet, a informação que tenho é que alguns anos antes do lançamento do Anthology, os direitos do Compleat foi comprado para ser tirado do mercado e focar apenas no Antholgy. Esse, segundo o que eu entendi, foi o motivo para o Compleat só existir em VHS, “chora você que não possui a VHS original e ainda por cima jogou aquele vídeo-cassete fora, porque ninguém quis comprar” e não ter saído em DVD ou Blu-Ray. The Compleat Beatles pode ter até ficado obsoleto, mas é um filme gostoso de se assistir. Para quem conseguiu baixar por torrent, o Compleat não tem legenda. Mas não faz mal, até porque a gente até consegue identificar uma ou duas palavras em cada vinte minutos... Mas a gente é feliz assim mesmo.
Então eu costumo dizer: Nem conheceu o The Compleat Beatles e quer discutir Beatles comigo!!!

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Johnny Mathis



A trilha sonora em casa nos finais de semana era Julio Iglesias, Benito di Paula, Johnny Mathis, pelo menos isso é o que eu me lembro de ter ouvido bastante na minha infância. Era nos finais de semana que papai colocava seus discos e aquele som de violinos, característicos das músicas românticas, tomavam conta de todos os espaços da casa em que a gente morava. Eu na época ouvia mais Roberto Carlos, Elvis, Beatles, mas aquelas músicas que papai ouvia não saíram da cabeça até os dias de hoje. E hoje em dia acabo redescobrindo aquele universo musical, que na época não me interessava muito, mas com um pouquinho mais de conhecimento musical adquirido de uns anos pra cá. Ouvir música é muito relativo e varia de pessoa para pessoa. Quando se é fã de uma banda, a gente presta atenção em todos os instrumentos, quando a gente é fã de um cantor ou cantora presta mais atenção na voz, na letra da música, isso quando a gente não inventa de cantar junto (faço uma ideia do que meus vizinhos aguentaram quando eu tentava cantar junto com a voz esganiçada que eu tinha/tenho).
Das redescobertas musicais do que papai ouvia, uma tem se destacado de uns anos pra cá.
John Royce “Johnny” Mathis!!!
Os dois discos dele que tem em casa e estão até hoje comigo, papai faleceu em 1990, são A Time For Us e Mathis Magic. O primeiro que me chamou atenção foi o A Time For Us. Não é exagero dizer que todas as canções do disco me agradaram desde o primeiro dia que eu peguei pra ouvir por conta própria. A primeira faixa que eu devo ter ouvido repetidas vezes foi “Aquarius/Let The Sunshine In” (do musical da Brodway Hair) mas eu fiz a conexão do filme musical Hair que assisti na TV sabe-se lá quando. “I´ll Never Fall In Love Again” (do musical “Promises, Promises”), “Without Her”, “Yesterday When I Was Young”, “Didn´t We” e “A Time For Us” (Do filme da Paramount “Romeu e Julieta”) são as músicas que eu mais escuto. Com esse disco eu apresentaria Johnny Mathis para uma pessoa que não o conhece. O disco é de 1969. O outro disco é o Mathis Magic de 1978, um disco mais na linha DISCO MUSIC. Um disco para as pistas, da época. Os dois discos que conheci o Johnny estão estalando mais que pipoqueira em dia de quermesse. Meio incômodo de ouvir. Mas mesmo estalando, o Mathis Magic foi um que me chamou atenção. Tanto que eu não sosseguei enquanto não consegui em CD pra ouvir no serviço, e sim, é outro que consta no meu celular hoje em dia. “No One But The Love You Love” foi a primeira faixa, por sinal a primeira do lado A que me chamou atenção. Ô raiva do disco estalando!!! O saldo meio positivo é que o disco A Time For Us eu consegui uma cópia bem mais nova, do Mathis Magic eu ainda estou atrás. Ainda sobre o Mathis Magic, “Night And Day”, “Love” que é de uma sensibilidade espetacular, “My Body Keeps Changing My Mind” que é disco music puro, “She Believes In Me” muito mas muito romântica, “That Old Black Magic” que eu já tinha ouvido em jazz... Resumindo, esses dois discos são obrigatórios pra quem gosta e aprecia música de qualidade. 




Como eu já me conheço, quando o Baratta gosta de pelo menos dois discos de um determinado artista ou banda, isso quer dizer que o Baratta vai gostar de mais discos, ou seja, isso vira um problema. Isso tem acontecido nos últimos anos com o Johnny Mathis, Carpenters, Sinatra, Baby Huey and Baby Siters, Antonio Marcos... Provavelmente no you tube eu vi a versão do Johnny Mathis para Killing Me Softly, gostei. Aí consegui um terceiro disco, emprestado da minha tia que não devolvi até hoje é o My Love For You. Mais estilo anos 50 do Mathis, mas depois descobri que a música que dá título ao disco foi um sucesso no Brasil. Aí se o Baratta gostou de três discos, danou de vez. Alguns anos atrás achei um arquivo de torrent com 78 discos do Johnny. 78 discos, porém ainda veio faltando o Mathis Magic que incluí na pasta de mp3. Não, ainda não ouvi tudo, mas falando com amigos na internet acabei descobrindo muitos outros discos dele, as fases final dos anos 50, 60, 70... Afinal quem era Johnny Mathis?
Johnny nasceu em 30 de  Setembro de 1935, mesmo ano em que nasceu Elvis Presley, no Texas. Johnny tem 81 anos bem vividos sim senhor. E está na ativa até hoje, fazendo show direto e vem disco novo aí agora em 2017. O primeiro disco dele foi gravado em 1956. Mesmo ano em que o Elvis gravava pela primeira vez na RCA. Com a minha volta aos sebos comprando discos, descobri mais e mais discos do Johnny. Discos que tem naquele arquivo em torrent, mas que não tinha ouvido ainda. Pois, conhecer um disco no vinil pra mim ainda é diferente de conhecer um disco por mp3. O vinil você olha a capa, a contra capa, ouve música a música com paciência, pra mim ainda é diferente sim. Conhecendo mais discos de Mathis acabei vendo que ele tinha gravados muitas músicas conhecidíssimas em todo o mundo como “You´ve Got A Friend”, “Close To You”, “Closer I Get To You”, “If”, “How Can You Mend A Broken Heart”, “Mandy”, “My Sweet Lord”, “Raindrops Keep Fallin´On My Head” entre tantas outras que fui ver qual era a discografia dele. Juro que não parei pra contar, pois são muitos discos gravados de 1956 até os dias de hoje. Uma média de dois a três discos por ano. Além da discografia original dele, ainda há a discografia brasileira, em sua maior parte coletâneas. Mas confesso que foi em uma dessas coletâneas que conheci “Evie”, não tem como não se apaixonar por essa música. Também não sosseguei enquanto não consegui o compacto com essa canção. Mais uma vez procurando no youtube tomei conhecimento do show Live By Request. Um show para a TV onde Johnny recebe telefonemas dos fãs que perguntam alguma coisa e pedem música. Ainda tem muito para falar de Johnny Mathis aqui no blog, mas a gente vai falando aos poucos. Abaixo uma foto da minha humilde coleção do Johnny, até a data da postagem (apesar de estar ainda faltando aí o compacto da Evie, conseguido recentemente).