NO DISC, NO FILMS

O segmento deste blog não é discos e filmes para baixar, embora eu farei comentários sobre discos e filmes que eu gosto e outros que eu não gosto mas acabei assistindo e extraindo algo de legal. Minha opinião pode não interessar para ninguém, mas... pensando bem, tem tanta gente por aí opina e escreve... sou apenas mais um. Apenas um aviso, meus comentários as vezes são corrosivos. Dizem na minha família que eu já nasci rabugento.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

The Compleat Beatles (O Avô do Anthology)



Muita coisa foi escrita sobre os Beatles depois do dia 10 de Maio de 1970, quando Paul McCartney foi a capa do Daily Mirror no dia 10 de Maio de 1970, quando “deixou” os Beatles. Nem vou entrar na questão que foi John Lennon que saiu primeiro, enfim... Muita coisa foi escrita, muitos “estudiosos” proclamaram suas versões sobre o final da maior banda do século, alguns documentários foram feitos, mas muito antes do mega-projeto Anthology, um documentário de 2 horas foi considerado a verdadeira história dos Beatles.
The Compleat Beatles

Em 28 de Maio de 1982 era lançado nos Estados Unidos o documentário The Compleat Beatles. A palavra “complementat” é uma referência linguística ao trocadilho ortográfico de “Beetles” e uma referência ao famoso livro de pesca “The Compleat Angier”. O documentário é narrado pelo ator Malcolm McDowell e traz bastante entrevistas de pessoas ligadas aos Beatles como o produtor George Martin, o primeiro empresário Allan Williams, DJ Bob Wooler, entre muitos e muitos outros. Também tem trechos de entrevistas dos próprios Beatles. O filme foi dirigido por Patrick Montgomery e produzido pela Delilah Films / Eletronic Arts Pictures e lançado pela MGM  e United Artists em 1984.
Por muitos e muitos anos, o The Compleat Beatles, foi o documentário que todo fã dos Beatles precisava conhecer. O que tínhamos de material era o material que vinha nas duas horas do VHS que alugávamos nas locadoras. No meu caso, pagava diárias e mais diárias, pois era impossível assistir uma única vez, devolver no dia seguinte, então... Duros tempos em que já era um custo ter um vídeo-cassete, quanto mais dois... Mas o tempo foi passando até que em 1995 o mundo foi surpreendido pelo mega-projeto Anthology. Mais de dez horas de uma super produção, mais três CDs duplos (também em vinil triplo, quem mandou eu não estudar???), mais um livro de luxo, se tem uma coisa que não se pode dizer é que a história dos Beatles não foi devidamente documentada e o Anthology é até hoje última palavra quando o assunto é biografia dos Beatles.
A partir de uma rápida pesquisa na internet, a informação que tenho é que alguns anos antes do lançamento do Anthology, os direitos do Compleat foi comprado para ser tirado do mercado e focar apenas no Antholgy. Esse, segundo o que eu entendi, foi o motivo para o Compleat só existir em VHS, “chora você que não possui a VHS original e ainda por cima jogou aquele vídeo-cassete fora, porque ninguém quis comprar” e não ter saído em DVD ou Blu-Ray. The Compleat Beatles pode ter até ficado obsoleto, mas é um filme gostoso de se assistir. Para quem conseguiu baixar por torrent, o Compleat não tem legenda. Mas não faz mal, até porque a gente até consegue identificar uma ou duas palavras em cada vinte minutos... Mas a gente é feliz assim mesmo.
Então eu costumo dizer: Nem conheceu o The Compleat Beatles e quer discutir Beatles comigo!!!

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Johnny Mathis



A trilha sonora em casa nos finais de semana era Julio Iglesias, Benito di Paula, Johnny Mathis, pelo menos isso é o que eu me lembro de ter ouvido bastante na minha infância. Era nos finais de semana que papai colocava seus discos e aquele som de violinos, característicos das músicas românticas, tomavam conta de todos os espaços da casa em que a gente morava. Eu na época ouvia mais Roberto Carlos, Elvis, Beatles, mas aquelas músicas que papai ouvia não saíram da cabeça até os dias de hoje. E hoje em dia acabo redescobrindo aquele universo musical, que na época não me interessava muito, mas com um pouquinho mais de conhecimento musical adquirido de uns anos pra cá. Ouvir música é muito relativo e varia de pessoa para pessoa. Quando se é fã de uma banda, a gente presta atenção em todos os instrumentos, quando a gente é fã de um cantor ou cantora presta mais atenção na voz, na letra da música, isso quando a gente não inventa de cantar junto (faço uma ideia do que meus vizinhos aguentaram quando eu tentava cantar junto com a voz esganiçada que eu tinha/tenho).
Das redescobertas musicais do que papai ouvia, uma tem se destacado de uns anos pra cá.
John Royce “Johnny” Mathis!!!
Os dois discos dele que tem em casa e estão até hoje comigo, papai faleceu em 1990, são A Time For Us e Mathis Magic. O primeiro que me chamou atenção foi o A Time For Us. Não é exagero dizer que todas as canções do disco me agradaram desde o primeiro dia que eu peguei pra ouvir por conta própria. A primeira faixa que eu devo ter ouvido repetidas vezes foi “Aquarius/Let The Sunshine In” (do musical da Brodway Hair) mas eu fiz a conexão do filme musical Hair que assisti na TV sabe-se lá quando. “I´ll Never Fall In Love Again” (do musical “Promises, Promises”), “Without Her”, “Yesterday When I Was Young”, “Didn´t We” e “A Time For Us” (Do filme da Paramount “Romeu e Julieta”) são as músicas que eu mais escuto. Com esse disco eu apresentaria Johnny Mathis para uma pessoa que não o conhece. O disco é de 1969. O outro disco é o Mathis Magic de 1978, um disco mais na linha DISCO MUSIC. Um disco para as pistas, da época. Os dois discos que conheci o Johnny estão estalando mais que pipoqueira em dia de quermesse. Meio incômodo de ouvir. Mas mesmo estalando, o Mathis Magic foi um que me chamou atenção. Tanto que eu não sosseguei enquanto não consegui em CD pra ouvir no serviço, e sim, é outro que consta no meu celular hoje em dia. “No One But The Love You Love” foi a primeira faixa, por sinal a primeira do lado A que me chamou atenção. Ô raiva do disco estalando!!! O saldo meio positivo é que o disco A Time For Us eu consegui uma cópia bem mais nova, do Mathis Magic eu ainda estou atrás. Ainda sobre o Mathis Magic, “Night And Day”, “Love” que é de uma sensibilidade espetacular, “My Body Keeps Changing My Mind” que é disco music puro, “She Believes In Me” muito mas muito romântica, “That Old Black Magic” que eu já tinha ouvido em jazz... Resumindo, esses dois discos são obrigatórios pra quem gosta e aprecia música de qualidade. 




Como eu já me conheço, quando o Baratta gosta de pelo menos dois discos de um determinado artista ou banda, isso quer dizer que o Baratta vai gostar de mais discos, ou seja, isso vira um problema. Isso tem acontecido nos últimos anos com o Johnny Mathis, Carpenters, Sinatra, Baby Huey and Baby Siters, Antonio Marcos... Provavelmente no you tube eu vi a versão do Johnny Mathis para Killing Me Softly, gostei. Aí consegui um terceiro disco, emprestado da minha tia que não devolvi até hoje é o My Love For You. Mais estilo anos 50 do Mathis, mas depois descobri que a música que dá título ao disco foi um sucesso no Brasil. Aí se o Baratta gostou de três discos, danou de vez. Alguns anos atrás achei um arquivo de torrent com 78 discos do Johnny. 78 discos, porém ainda veio faltando o Mathis Magic que incluí na pasta de mp3. Não, ainda não ouvi tudo, mas falando com amigos na internet acabei descobrindo muitos outros discos dele, as fases final dos anos 50, 60, 70... Afinal quem era Johnny Mathis?
Johnny nasceu em 30 de  Setembro de 1935, mesmo ano em que nasceu Elvis Presley, no Texas. Johnny tem 81 anos bem vividos sim senhor. E está na ativa até hoje, fazendo show direto e vem disco novo aí agora em 2017. O primeiro disco dele foi gravado em 1956. Mesmo ano em que o Elvis gravava pela primeira vez na RCA. Com a minha volta aos sebos comprando discos, descobri mais e mais discos do Johnny. Discos que tem naquele arquivo em torrent, mas que não tinha ouvido ainda. Pois, conhecer um disco no vinil pra mim ainda é diferente de conhecer um disco por mp3. O vinil você olha a capa, a contra capa, ouve música a música com paciência, pra mim ainda é diferente sim. Conhecendo mais discos de Mathis acabei vendo que ele tinha gravados muitas músicas conhecidíssimas em todo o mundo como “You´ve Got A Friend”, “Close To You”, “Closer I Get To You”, “If”, “How Can You Mend A Broken Heart”, “Mandy”, “My Sweet Lord”, “Raindrops Keep Fallin´On My Head” entre tantas outras que fui ver qual era a discografia dele. Juro que não parei pra contar, pois são muitos discos gravados de 1956 até os dias de hoje. Uma média de dois a três discos por ano. Além da discografia original dele, ainda há a discografia brasileira, em sua maior parte coletâneas. Mas confesso que foi em uma dessas coletâneas que conheci “Evie”, não tem como não se apaixonar por essa música. Também não sosseguei enquanto não consegui o compacto com essa canção. Mais uma vez procurando no youtube tomei conhecimento do show Live By Request. Um show para a TV onde Johnny recebe telefonemas dos fãs que perguntam alguma coisa e pedem música. Ainda tem muito para falar de Johnny Mathis aqui no blog, mas a gente vai falando aos poucos. Abaixo uma foto da minha humilde coleção do Johnny, até a data da postagem (apesar de estar ainda faltando aí o compacto da Evie, conseguido recentemente). 


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Tim Maia: Leia o Livro, Veja os Vídeos, Ouça os Discos



Falar sobre Tim Maia, eu pelo menos sou suspeito, pois gosto de Tim Maia antes de Tim Maia virar modinha como virou de uns anos pra cá. Assim como acontece no Brasil, acontece no mundo todo, só se fala ou se presta uma homenagem a um artista ou personalidade, depois que o artista ou personalidade vem a falecer. Tim faleceu em 15 de março de 1998 e deixou um legado que até os dias de hoje é apreciado por fãs e vem ganhando fãs novos que estão redescobrindo seu trabalho. Ressalto ainda que espero pelo filme sobre o Marvin Gaye até hoje. 

Em 2007 o brilhante Nelson Motta escreveu o livro Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia. Na época (eu fui testemunha disso) muita gente na rua andando com o livro do Nelson Motta debaixo do braço, todo mundo leu o livro... Ainda em 2007 a Globo exibiu o programa Por Toda A Minha Vida, falando da vida e obra de Tim Maia. O programa foi cuidadosamente elaborado e contou com depoimentos de seus irmãos, também teve  os depoimentos dos amigos Erasmo Carlos, Sandra de Sá, Nelson Motta, além de cenas de entrevistas do próprio Tim Maia. Se programas de televisão pudessem concorrer ao Oscar, o Por Toda a Minha Vida sobre o Tim Maia, exibido em 2007 teria levado a estatueta. 

Em 2012 já começava a ser noticiado que em breve nas telas de cinema, seria exibido um filme sobre o Tim Maia. Todo mundo esperou ansiosamente pelo filme, pois todo mundo pensou: Se o programa tinha sido tão bom, o livro também tinha sido sucesso absoluto... Poxa, o filme seria record de bilheteria e sucesso de público e crítica. Mas pra quem leu o livro do Nelson Motta, ouviu o aúdiobook narrado pelo Nelson Motta, assistiu o Por Toda A Minha Vida, não engoliu o filme de 2014. O filme peca pela cronologia, por explorar só o lado briguento de Tim, só focar nas desgraças e deslizes da vida do cara que tanto fez pela nossa cultura, por tantos anos. Original a ponto de trazer a soul music para o Brasil. Como alguns amigos dizem, Tim valorizou demais em termos fonográficos depois que os gringos descobriram Tim Maia. Muita gente se pergunta até hoje: Afinal qual foi a verdadeira intenção do filme? Mostrar as carinhas do casting de atores e atrizes que a gente já vê toda hora nas novelas, ou sabe-se lá o quê exatamente...
Não bastando o filme não ter sido muito lá bem recebido pelos fãs, a Globo exibiu nos dias 01 e 02 de janeiro de 2015 uma minissérie chamada “Vale O Que Vier”. Uma tentativa de recriação do filme incluindo cenas do filme, depoimentos novos, ou seja, se o filme muita gente já achou uma bagunça, a minissérie então bagunçou o coreto de vez. Tanto que em 2015 nas redes sociais se falava muito sobre a minissérie. Importante ressaltar isso, pois nas redes sociais temos o prazer de conviver com comentaristas esportivos, jornalistas, comentaristas musicais, formadores de opinião, juristas, advogados, críticos de filmes, psicólogos, a lista é longa. Se muita gente que assistiu ao filme já ficou com uma imagem totalmente errada, de quem foi o Tim Maia, quem assistiu a minissérie exibida em 2015 ficou mais confuso ainda. Sinto como se tivesse ficado uma pergunta no ar: Quem foi Tim Maia?  A única resposta que me vem à mente é: Leia o livro, do Nelson Motta. Veja os Vídeos (vários vídeos do Tim estão disponíveis no you tube, desde apresentações em programas de TV, na inauguração do Teatro Bandeirantes em 1974, onde ele canta ao final “Imunização Racional (Que Beleza)”, entrevistas onde é impossível não rir com seu bom humor, assim como o programa Ensaio da TV Cultura em 1992, entre outros tantos vídeos de Tim disponíveis pela internet. E ouça os discos. A discografia do Tim Maia desde o primeiro disco de estúdio 1970 até o “Nobody Can Live Forever: The Existential Soul of Tim Maia” (coletânea lançada em 2012 nos Estados Unidos, sim pessoal, nosso Tim é sucesso lá nos Estados Unidos) temos uma verdadeira aula do que é fazer música, do que é qualidade em gravação, do que é fazer música para dançar quando, por aqui, ninguém tinha ideia do que era isso. 
Hoje minha coleção do Tim Maia ainda é bem humilde, mas aos poucos a gente vai conseguindo um item aqui, um item ali... 
 

terça-feira, 6 de junho de 2017

America Live in Musikladen




Este é um belo registro da banda America ao vivo na TV da Alemanha em 1975.
Os caras tocam demais, também, eram produzidos pelo mestre George Martin. Conheci a banda America por volta de 2004, mais ou menos, através de dois amigos meus que estavam com o CD The Definitive America (brilhante coletânea de 2001). Não tem como não se apaixonar pelo som dos caras. Em minhas andanças atrás de discos de vinil consegui a primeira coletânea deles a Hystory: America´s Greatest Hits de 1975. As sete primeiras faixas, que foram gravadas antes de George Martin ser o produtor da banda, foram remixadas por Martin. 

Sobre o vídeo, preciso ressaltar que conheci esse vídeo por acaso. Em uma loja de DVDs, eu estava com a namorada e pedi de presente pra ela aquele DVD que tinha esse show (que eu nunca tinha visto), Badfinger e a banda Bread. Esse show do America no Musikladen é um verdadeiro achado e uma ótima alternativa do que assistir hoje em tempos de apagão cultural que vivemos, onde a bandinha mequetrefe, da novelinha mequetrefe da emissora idem fazem mais sucesso do que... bom, melhor assistirmos ao vídeo. Recomendo que o leitor do blog baixe e guarde, pois esse show não dá pra assistir uma vez só.
Estão no set list da apresentação as músicas



1
Ventura Highway
2
I Need You
3
Don't Cross The River
4
Horse With No Name
5
Moon Song
6
Lonely People
7
Wind Wave
8
Rainbow Song
9
Tin Man
10
California Revisited
11
Green Monkey