NO DISC, NO FILMS

O segmento deste blog não é discos e filmes para baixar, embora eu farei comentários sobre discos e filmes que eu gosto e outros que eu não gosto mas acabei assistindo e extraindo algo de legal. Minha opinião pode não interessar para ninguém, mas... pensando bem, tem tanta gente por aí opina e escreve... sou apenas mais um. Apenas um aviso, meus comentários as vezes são corrosivos. Dizem na minha família que eu já nasci rabugento.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Tim Maia: Leia o Livro, Veja os Vídeos, Ouça os Discos



Falar sobre Tim Maia, eu pelo menos sou suspeito, pois gosto de Tim Maia antes de Tim Maia virar modinha como virou de uns anos pra cá. Assim como acontece no Brasil, acontece no mundo todo, só se fala ou se presta uma homenagem a um artista ou personalidade, depois que o artista ou personalidade vem a falecer. Tim faleceu em 15 de março de 1998 e deixou um legado que até os dias de hoje é apreciado por fãs e vem ganhando fãs novos que estão redescobrindo seu trabalho. Ressalto ainda que espero pelo filme sobre o Marvin Gaye até hoje. 

Em 2007 o brilhante Nelson Motta escreveu o livro Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia. Na época (eu fui testemunha disso) muita gente na rua andando com o livro do Nelson Motta debaixo do braço, todo mundo leu o livro... Ainda em 2007 a Globo exibiu o programa Por Toda A Minha Vida, falando da vida e obra de Tim Maia. O programa foi cuidadosamente elaborado e contou com depoimentos de seus irmãos, também teve  os depoimentos dos amigos Erasmo Carlos, Sandra de Sá, Nelson Motta, além de cenas de entrevistas do próprio Tim Maia. Se programas de televisão pudessem concorrer ao Oscar, o Por Toda a Minha Vida sobre o Tim Maia, exibido em 2007 teria levado a estatueta. 

Em 2012 já começava a ser noticiado que em breve nas telas de cinema, seria exibido um filme sobre o Tim Maia. Todo mundo esperou ansiosamente pelo filme, pois todo mundo pensou: Se o programa tinha sido tão bom, o livro também tinha sido sucesso absoluto... Poxa, o filme seria record de bilheteria e sucesso de público e crítica. Mas pra quem leu o livro do Nelson Motta, ouviu o aúdiobook narrado pelo Nelson Motta, assistiu o Por Toda A Minha Vida, não engoliu o filme de 2014. O filme peca pela cronologia, por explorar só o lado briguento de Tim, só focar nas desgraças e deslizes da vida do cara que tanto fez pela nossa cultura, por tantos anos. Original a ponto de trazer a soul music para o Brasil. Como alguns amigos dizem, Tim valorizou demais em termos fonográficos depois que os gringos descobriram Tim Maia. Muita gente se pergunta até hoje: Afinal qual foi a verdadeira intenção do filme? Mostrar as carinhas do casting de atores e atrizes que a gente já vê toda hora nas novelas, ou sabe-se lá o quê exatamente...
Não bastando o filme não ter sido muito lá bem recebido pelos fãs, a Globo exibiu nos dias 01 e 02 de janeiro de 2015 uma minissérie chamada “Vale O Que Vier”. Uma tentativa de recriação do filme incluindo cenas do filme, depoimentos novos, ou seja, se o filme muita gente já achou uma bagunça, a minissérie então bagunçou o coreto de vez. Tanto que em 2015 nas redes sociais se falava muito sobre a minissérie. Importante ressaltar isso, pois nas redes sociais temos o prazer de conviver com comentaristas esportivos, jornalistas, comentaristas musicais, formadores de opinião, juristas, advogados, críticos de filmes, psicólogos, a lista é longa. Se muita gente que assistiu ao filme já ficou com uma imagem totalmente errada, de quem foi o Tim Maia, quem assistiu a minissérie exibida em 2015 ficou mais confuso ainda. Sinto como se tivesse ficado uma pergunta no ar: Quem foi Tim Maia?  A única resposta que me vem à mente é: Leia o livro, do Nelson Motta. Veja os Vídeos (vários vídeos do Tim estão disponíveis no you tube, desde apresentações em programas de TV, na inauguração do Teatro Bandeirantes em 1974, onde ele canta ao final “Imunização Racional (Que Beleza)”, entrevistas onde é impossível não rir com seu bom humor, assim como o programa Ensaio da TV Cultura em 1992, entre outros tantos vídeos de Tim disponíveis pela internet. E ouça os discos. A discografia do Tim Maia desde o primeiro disco de estúdio 1970 até o “Nobody Can Live Forever: The Existential Soul of Tim Maia” (coletânea lançada em 2012 nos Estados Unidos, sim pessoal, nosso Tim é sucesso lá nos Estados Unidos) temos uma verdadeira aula do que é fazer música, do que é qualidade em gravação, do que é fazer música para dançar quando, por aqui, ninguém tinha ideia do que era isso. 
Hoje minha coleção do Tim Maia ainda é bem humilde, mas aos poucos a gente vai conseguindo um item aqui, um item ali... 
 

terça-feira, 6 de junho de 2017

America Live in Musikladen




Este é um belo registro da banda America ao vivo na TV da Alemanha em 1975.
Os caras tocam demais, também, eram produzidos pelo mestre George Martin. Conheci a banda America por volta de 2004, mais ou menos, através de dois amigos meus que estavam com o CD The Definitive America (brilhante coletânea de 2001). Não tem como não se apaixonar pelo som dos caras. Em minhas andanças atrás de discos de vinil consegui a primeira coletânea deles a Hystory: America´s Greatest Hits de 1975. As sete primeiras faixas, que foram gravadas antes de George Martin ser o produtor da banda, foram remixadas por Martin. 

Sobre o vídeo, preciso ressaltar que conheci esse vídeo por acaso. Em uma loja de DVDs, eu estava com a namorada e pedi de presente pra ela aquele DVD que tinha esse show (que eu nunca tinha visto), Badfinger e a banda Bread. Esse show do America no Musikladen é um verdadeiro achado e uma ótima alternativa do que assistir hoje em tempos de apagão cultural que vivemos, onde a bandinha mequetrefe, da novelinha mequetrefe da emissora idem fazem mais sucesso do que... bom, melhor assistirmos ao vídeo. Recomendo que o leitor do blog baixe e guarde, pois esse show não dá pra assistir uma vez só.
Estão no set list da apresentação as músicas



1
Ventura Highway
2
I Need You
3
Don't Cross The River
4
Horse With No Name
5
Moon Song
6
Lonely People
7
Wind Wave
8
Rainbow Song
9
Tin Man
10
California Revisited
11
Green Monkey

quarta-feira, 24 de maio de 2017

De Volta ao Blog??????


Pois é people. Se bem me lembro, o blog me parecia uma boa alternativa para escrever minhas ideias e minhas opiniões sobre música (shows, discos e dvds musicais), filmes, desenhos, não que eu tenha algo pra recomendar que ninguém tenha assistido, mas sim do que me fez prestar atenção em algum momento da vida (profundo, não?). Mas enfim. Fiz o blog em outubro de 2011, tempo que eu ainda mantinha o orkut e quase mudando de vez pro facebook. Uau, todo mundo estava lá. Bom, final de 2011 e escrevi com uma certa regularidade em 2012 (o ano que o mundo ia acabar mas não acabou), 2013 já não fui tão regular assim, 2014 então nem se fala e 2015 só tem 3 postagens como podem ver na foto abaixo. 2016 eu nem passei aqui. 

Eu penso qual terá sido o motivo, razão ou circunstância do meu desânimo de escrever pro blog. Foi realmente um desânimo ou falta de me programar para escrever algo sobre alguma coisa? Não que eu vá voltar escrever com a mesma regularidade de 2012 hoje em dia. Mas resolvi sair do facebook, isso tem uns dois dias, indo pro terceiro. Assim como era no orkut em que eu adorava passar horas e horas nas comunidades, no facebook tem os grupos. E dos grupos que eu mais participava, claro, eram os grupos que eu montei e me encontrei, e encontrei muita gente bacana também. Conheci muita gente bacana. Mas o face tornou-se pra mim um vício. Era chegar em casa, ligar o pc e face o tempo todo. Com isso parei de escrever, coisa que de uma certa maneira até me distraía, olhando o feed de notícias dos amigos, publicações no grupo, achando uma coisa legal e compartilhando... Mas a coisa chegou num ponto onde eu percebi que por hora eu não tava fazendo mais nada da vida. Quando não estava no pc estava pelo celular.
O saldo de dois dias sem face foi: liberei mais de 10GB do pc (eu sei que não é nada), mas arquivos que foram ficando por aqui e eu esqueci de deletar, ou já tinha salvo em uma mídia ou pen drive... Volto na questão que levantei algumas linhas acima: É falta de se programar? Talvez seja. Mas talvez eu volte a escrever um pouco mais e ter um pouco mais de tempo pra mim organizar minhas ideias que de fato estou precisando no momento.
Me afastei do face por que achei preciso no momento. Estou bem de saúde (até de dente novo ói). Mas desativei minha conta por lá por um tempo indeterminado.
Mas estou bem. Um beijo no coração de todos.


terça-feira, 3 de novembro de 2015

Arapa Rock Motor - Blog do Albert Brave


Arapa Rock Motor

Justiça seja feita, antes tarde do que nunca.
Demorei muito para falar desse blog desse querido amigo. Na transição do VHS para o DVD, muitos e inúmeros títulos foi difícil para achar em DVD. Quando se achava era o olho da cara, ou nem tinha mais em catálogo. Acabei me tornando um compulsivo por arquivos em AVI, para gravar em uma mídia de DVD, ou mais de um levando-se em conta que muitas vezes um arquivo tem 700 MB e uma mídia tem 4.7GB.
Uma noite depois de tanto procurar achei um blog chamado Arapa Rock Motor. Quase caí para trás quando dei uma olhada no acervo.
São sete anos de um trabalho que mantém viva a história dos (podemos chamar de) rockmentários. Filmes de rock, documentários de bandas, filmes sobre música... Meu irmãozinho Albert Brave faz um trabalho de responsa.
Se você não conhece o Arapa é obrigação sua conhecer, acessar e desfrutar do maior catálogo virtual que eu conheço.
Albert, meu irmão, essa postagem sobre seu blog eu demorei pra fazer porque eu mesmo me distanciei do blog por um tempo. Mas o meu retorno teve que ser falando do seu maravilhoso trabalho.

Visite o Arapa em
http://arapongasrockmotor.blogspot.com.br/

Um grande abraço do Baratta. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Arnaldo Baptista - Show Sarau o Benedito? - SESC Belenzinho 2015


No último fim de semana o SESC Belenzinho recebeu o show do nosso eterno meninão Arnaldo Dias Baptista. Três shows com lotação esgotada. Sarau o Benedito? É o nome do show. Arnaldo, piano, flores, seus desenhos no telão e um repertório com Será Que Eu Vou Virar Bolor, Jesus Volte Pra Terra, Balada do Louco, There´s A Kind Of Hush, entre muitas outras. A energia do Arnaldo contagia a todos nós presentes. As vezes entre uma música e outra Arnaldo entra em comunhão com o piano desfilando um virtuosismo que é só dele. Mais que o virtuosismo, o teatro é tomado pelo seu carisma único.
Ao final, descendo as escadarias internas, chegando no andar da entrada do teatro e uma movimentação de pessoas olhando pra porta e esperando. Todas, eu disse todas as pessoas com um sorriso de orelha a orelha, com celulares, câmeras na mão. Nem é preciso dizer que eu resolvi ficar por lá. Em pouco tempo a assessora nos diz que Arnaldo sairia por aquela porta e tiraria foto e sugeriu que nos dividíssemos em três grupos, todos juntos numa pessoa só. Fui seco no primeiro grupo mas a foto em que eu saí, não dá pra ver que sou eu, rs. Mas captei o momento de Arnaldo saindo pela porta e ele olhou pro meu celular. Ao sair foi muito aplaudido. Muito diferente de certos artistas cheios de charme, ou que usam óculos, faz sentido as meninas do Leblon não olhar mais pra alguns desses. Arnaldo é simpatia, é amor, é genialidade, é sensibilidade à flor da pele. Sim, todos presentes ali saíram sentindo Sanguinho Novo correndo nas veias.



Todos juntos numa pessoa só



Conheci Arnaldo e Mutantes por volta da primeira metade dos anos 90 através de um amigo que me mostrou alguns discos e algumas músicas em algumas fitas k7. Época em que o vinil começava uma morte lenta, até a indústria já começava a forçar o consumidor a comprar CDs.

E que está muito dura a vida, nessa cidade de São Paulo
Nas minhas andanças pelo centro de São Paulo no horário de serviço de Office-boy, já sendo um fã de Mutantes e do Arnaldo e fã do disco Lóki (o qual eu tinha as músicas gravadas em uma fita k7), tá bom, tá bom, eu estava com a fita do meu amigo emprestada. Isso em uma época em que recebíamos VT, mais conhecido como Vale Transporte, mais conhecido como passe. Passe na mão de Office boy se transformava em dinheiro, hot dog em frente o Teatro Municipal, no meu caso cigarros e discos. E um dia lá fui eu entrando na Baratos e Afins para ver um ou outro disco. Quando me dou por conta o rapaz da loja dizia: Olha Arnaldo, lançaram esse aqui em CD, esse aqui também, Arnaldo. Eu olho para o meu lado direito está ele, senhoras e senhores, Arnaldo Baptista!!! Quem foi Office-boy sabe que tínhamos que tomar decisões rápidas, eu nem lembro o quanto tinha de dinheiro no bolso, mas pedi pelo disco Lóki?. Perguntei a ele onde ele estava morando, como ele estava e claro, pedi que autografasse o meu disco recém-comprado. Não, não existia celular que tira foto, também não tinha nenhuma câmera fotográfica. Afinal não é todo dia que a gente encontra com gênio assim, num belo dia de sol.


Muito já foi dito, escrito e documentado em vídeo sobre Arnaldo Baptista, mas tudo sempre deixa um gosto de queremos mais. E como nosso eterno meninão diz:
YEAH, deve ser amor que estamos sentindo...
Aqui, agora, tocando e cantando pra vocêêê... te entretendo!




quinta-feira, 18 de junho de 2015

Voltando...


A última postagem é de exatamente um ano atrás, 18 de junho de 2014. Onde estive? Exatamente nesse lugar da foto. Devo já ter falado aqui que o computador virou um vício na minha vida. Desde 2006 quando eu comprei meu primeiro computador foi uma lástima. Por um lado me permitiu externar um número enorme de coisas que eu pensava em fazer. Desde capas para alguns de meus CDs, edição com fotos, fazer downloads de inúmeros discos que eu jamais terei dinheiro para comprar, vídeos, shows, documentários, filmes, filmes...
Mas... tudo tem um preço não é mesmo? O computador me afastou de algumas coisas que até então vinham em primeiro lugar. Compor, tocar, praticar guitarra e violão em casa, como o computador fica no quarto, me tirou um pouco da sala também (não, não virei um antissocial dentro de casa) mas confesso que passo muitas e muitas horas no computador.
Redes Sociais – Uma faca de dois gumes. A velha frase: Usando bem, que mal tem?
Tudo bem, pelo Orkut conheci pessoas maravilhosas que são verdadeiros amigos até hoje. Eu que já tenho uma série tendência a ser o cara mais caseiro do mundo, o computador me deixou SIM, mais caseiro ainda. E por fim me afastou um pouco de uma das minhas grandes paixões: os discos de vinil. Um certo dia fiquei espantado em constatar que eu estava todo animado e maravilhado com um vídeo no you tube de um vinil tocando. Aquilo deu um CLICK em minha cabeça. Pensei: Uai! Porque eu estou tão encantado com um vídeo desse sendo que eu ainda tenho toca-discos NA SALA e um monte de discos lá (de uma certa forma) abandonados por mim?
Por outro lado foi uma evolução. Ainda no Orkut tive a ideia de fazer uma comunidade para cada disco do Roberto Carlos, fiz uma para o disco Today do Elvis (disco de 1975) também, para comentar os discos do meu jeito. Imprensa musical sempre foi um tipo de publicação que sempre me chamou atenção. Um dia resolvi fazer um blog, outro dia resolvi fazer o segundo e o terceiro. Tentando estabelecer a meta para mim mesmo de uma postagem por semana. Qual foi o resultado? Isso mesmo. Acúmulo de afazeres. Comentei várias vezes com um dos amigos leitores e grande incentivador meu, o amigo Robert Moura sobre ritmo das postagens.
Hoje em dia o facebook matou até um pouco a mídia blog. Uma vez em que todo mundo se sente um pouco jornalista, formador de opinião, comentarista de futebol e psicólogo.
Bom, voltando ao vinil... sim amiguinhos, literalmente voltando ao vinil. Postei até aqui no blog sobre uma feira do vinil na Avenida Paulista em que fui e comecei a comprar de novo os vinis. Correr atrás do prejuízo de discos que (por um ou outro motivo eu tinha ou vendido, ou trocado) me arrependi e saí na caça de novo, caça que não acabou até hoje.
Primeira coisa que fiz foi trazer o toca disco para o quarto, esquematizar um jeito de (já que eu não saio da porra do computador) pelo menos trazer o toca disco para perto de mim. E foi o que eu fiz. Na impossibilidade de trazer o Grundig pro quarto trouxe o Philips... e de um ano pra cá tenho sentido o prazer de ouvir só meus amados vinis.
Nesse último ano andei ouvindo, redescobrindo além dos vinis que já tinha, alguns que andei comprando, trocando, ganhando...
O vinil não está tendo uma volta, até porque para mim ele nunca se foi. A indústria sim talvez, quando em 1997 fecharam todas as fábricas no Brasil e na América Latina. Mais especificamente no ano passado em 2014 no facebook acabei encontrando grupos de colecionadores de discos, ixxi, me encontrei nesses grupos.
Muito mais do que postar foto de ouvindo determinado disco, nesses grupos conversamos sobre edições, reedições, prensagens, qual fábrica que prensou o tal disco da foto, diferença de som entre uma prensagem e outra, quais as diferenças entre capas, às vezes capa dupla, ou então como soube em uma postagem uma vez, uma prensagem nacional de determinado disco do Elton John vinha com músicas a menos, o rapaz que postou disse que aquela prensagem que ele tinha há muitos anos sempre seria o disco como ele conheceu. Notem: Como conheceu o disco. Histórias e mais histórias aparecem nessas postagens. Tudo bem pode parecer doença, patologia, como tal disco apareceu na vida de cada um... Por isso, usando a mídia do face montei sim meus grupos, um sobre a Doença do vinil, um só de vídeos (pessoal posta vídeos hospedados no you tube), e por aí vai.

Falarei mais dos discos aqui desse ano em diante. Vamos voltando às postagens do Blog aqui. 
Um prazer reencontrar vocês. 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Paul McCartney - 72 anos de pura vitalidade!


Hoje é aniversário desse moleque aí ó!
Há tempos que eu queria falar dele por aqui. Mas como falar de Paul McCartney? Talvez falar de um disco em específico. Mas qual? O cara grava desde 1962 até 1969 só com os Beatles, além do disco trilha do filme “The Family Way” de 1966, ou seja, mesmo com os Beatles o senhor workaholic já colocava suas asinhas de fora. O legal em ter Paul McCartney como ídolo é que ele sempre me surpreende. Nos Beatles ele não se restringia ao baixo, tocava violão, piano, bateria. Como pode existir uma pessoa assim como ele? Tudo o que ele contribuiu desde a época dos Beatles, antes do estrelato, quando Pete Best não podia ir ou coisa assim, Paul ia para a bateria, o seu jeitão dos três Beatles Paul era o mais diplomático digamos. Tente pensar em Ticket To Ride com outra levada de bateria, ou a própria Yesterday com banda inteira tocando, ou seja, desde o início Paul já demonstrava ser um cara único.

Álbuns de estúdio
  1. McCartney (1970)
  2. Ram (1971)
  3. McCartney II (1980)
  4. Tug Of War (1982)
  5. Pipes Of Peace (1983)
  6. Press To Play (1986)
  7. CHOBA B CCCP (1988)
  8. Flowers In The Dirt (1989)
  9. Off The Ground (1993)
  10. Flaming Pie (1997)
  11. Run Devil Run (1999)
  12. Driving Rain (2001)
  13. Chaos and Creation in the Backyard (2005)
  14. Memory Almost Full (2007)
  15. Kisses on the Bottom (2012)
  16. New (2013)
Com os Wings
  1. Wild Life (1971)
  2. Red Rose Speedway (1973)
  3. Band on the Run (1973)
  4. Venus and Mars (1975)
  5. Wings At The Speed Of Sound (1976)
  6. London Town (1978)
  7. Back To The Egg (1979)
  8. Wingspan: Hits and History (2001)
Com o The Fireman
  1. Strawberries, Oceans, Ships, Forest (1993)
  2. Rushes (1998)
  3. Electric Arguments (2008)

Álbuns ao vivo
  1. Wings Over America (1976)
  2. Tripping The Live Fantastic (1990)
  3. Tripping The Live Fantastic - Highlights! (1990)
  4. Unplugged (The Official Bootleg) (1991)
  5. Paul is Live! (1993)
  6. Back in the US (2002)
  7. Back in the World (2003)
  8. Amoeba's Secret (2007)
  9. Good Evening New York City (2009)
  10. Paul McCartney Live in Los Angeles (2010)
Coletâneas
  1. Wings Greatest (1978)
  2. All the Best! (1987)
  3. Wingspan: Hits and History (2001)
Trilhas sonoras
  1. The Family Way (1967)
  2. Give My Regards to Broad Street (1984)

Álbuns experimentais
  1. Thrillington (1977)
  2. Liverpool Sound Collage (2000)
  3. Twin Freaks (2005)
Álbuns de música clássica
  1. Liverpool Oratorio (1991)
  2. A Leaf (1995)
  3. Standing Stone (1997)
  4. Working Classical (1999)
  5. Ecce Cor Meum (2006)
  6. Ocean's Kingdom (2011)

  • Somente Paul McCartney
    1. Give My Regards to Broad Street (1983)
    2. Put It There
    3. Get Back (1990)(show)
    4. Paul is Live (1993)(show)
    5. Liverpool Oratorio (show)
    6. Standing Stone (show)
    7. Live at Cavern Club (1999)(show)
    8. Back in The U.S. (2002)(show)
    9. Live in Red Square (2003) (show)
    10. The Space Within US (2006)(show)
    11. The McCartney Years (2007) (Documentário; cenas nos bastidores; videos e shows)
    12. Good Evening New York City (2009) (show)
  • Com o Beatles:
    1. A Hard Day's Night (1964)(filme)
    2. Help! (1965)(filme)
    3. Magical Mystery Tour (1967)(filme)
    4. Yellow Submarine (1965)(voz)
    5. Let it Be (1969)(filme)(ganhou o Oscar de Melhor Canção Original)



Eu estou me aprontando para o show do Paul McCartney no Estádio do Morumbi em 2010 e o telefone toca:
: Alô! Baratta? Mano é o Robert, onde você está?
: Sentado na minha cama falando no telefone com você, uai! E você, onde está?
: Cara, estou aqui no estádio, to vendo tudo, o palco, o PMC no bumbo da bateria, mano, to emocionado!
: Calma mano, vai morrer de emoção aí. Calma mano, to indo pro estádio daqui a pouco.

Meu amigo, leitor do blog, amigo desde os tempos de Orkut Robert Moura. Era o show do Paul McCartney em 2010. O primeiro show (e até a presente data) o único que eu vi dele ao vivo. Outros amigos estavam lá também, mas não consegui contato com eles. Munido de um binóculo bem meia boca, lá estava eu. De repente chega um cara do meu lado perguntando se eu sabia se ali estavam vendendo binóculos, acabei vendendo o que eu tinha e comprei um outro melhor, que não era aquela maravilha, mas no dia resolveu.

James Paul McCartney, o cara que eu tinha ouvido a minha vida inteira em instantes apareceria no palco. O show da turnê praticamente era o mesmo, eu já tinha ouvido o show de maio em Foro Del Sol. Aliás, nessa época eu ouvia esse cd (não oficial) exaustivamente. O tema de abertura acaba, o palco escurece e de repente entra o cara. Os primeiros acordes da Venus and Mars começam e eu lembro da primeira vez que assisti o Rockshow. Desde o primeiro acorde chorei igual uma criança.
Calor do mês de novembro em São Paulo, noite agradável, público animado. Não sou do tipo que lembra tudo ou anota as músicas do set list. Mas o Paul é o mesmo que eu venho ouvindo e assistindo todos esses anos. Toca baixo, corre pro piano, volta pro baixo, pega o violão, corre pro piano, volta pro baixo, levanta o baixo Hofner no alto e o estádio inteiro o reverencia, toca ukelele, corre de um lado pro outro do palco, volta pro piano, e o show dura TRÊS, isso mesmo TRÊS HORAS. Além disso, Paul faz questão de falar a língua do país em que está. Assim é Paul McCartney no palco. Paul fora do palco? Quem tem sorte é capaz de ver andar de bicicleta, bem à vontade. No dia a dia Paul está sempre compondo, ensaiando, gravando, ou então fazendo um documentário. Sim, o homem não para! Com 70 anos, 51 discos oficiais, por volta de 20 DVDs oficiais, ele não para. Tarefa difícil é ter tudo o que ele já fez. Vamos estender ainda contando os álbuns com os Beatles, claro, foi ali que começou tudo. Com os Beatles, Wings, Fireman, sozinho, seu trabalho não é algo que se ouve uma única vez.
Estendendo um pouco ainda, pense que pra cada disco existe um (alternate) geralmente bootleg (não lançado oficialmente). Indo um pouco mais além, fora os LP´s, existem os singles. Sim, os compactos. Muitas músias dos compactos que não saem nos LPs.
Além de tudo isso, alguns anos atrás, na época de ouro do Orkut, vira e mexe aparecia algumas (coleções montadas a dedo) com boa parte desconhecida do grande público.

Algumas coleções bem interessantes são:
Momac Hidden Tracks – 30 cds, praticamente quase tudo o que Paul fez desde o final dos Beatles.
Soundchecks – As passagens de som antes dos shows. Hoje em dia as passagens de som pode ser assistidas pelos fãs que tem um pouco mais de dinheiro para comprar o ingresso que dá direito a assistir a passagem de som, filar uma boia vegetariana, ganhar uma revista programa da turnê e por fim o show.
Ainda nos tempos do Orkut, enquanto oficialmente saía a coletânea Wingspan, na internet saia uma Wingspan com OITO CDs.
É muita coisa? Num cheguei nem na metade.
Faltou mencionar os vídeos não oficiais que existem. Se você gosta do filme Rockshow, aquele do Wings Over America, devia dar uma olhada no Wings Over Australia, Wings Over The World e Wings Over Philadelphia. Se você adora o disco Back tl the Egg, saiba que existe um clipe para quase todas as músicas do álbum, alem de um documentário sobre a música Rockestra com duração de 42 minutos. Gosta do disco e filme Give My Regards To Broad Street? Tem video do making of do disco também. Aliás, se você é do tipo do fã que gosta de making of, saiba que além do Put It There pro disco “Flowers In The Dirt” ainda existem “Movin´On “ para o “Off The Ground”, “The World Tonight” para o “Flaming Pie”, “Behind The Caos” para “Caos and Creation”, para o “Memory Almost Full”, para o “New” (sim já tem!), entre outros. Se você gosta do dueto do Paul com Stevie Wonder em Ebony and Ivory, existe uma versão só com o Paul cantando. Você gosta de Say, Say, Say e The Man com Michael Jackson? Saiba que Sir Paul canta com Michael no disco Thriller a canção “The Girl Is Mine”.
Tá Baratta, chega, não? Perae, tem mais!!!
Se você quiser ter tudo do Paul, não esqueça as últimas apresentações da TV como o show 12/12/12 que além dele aparecer em forma cantando e tocando com sua banda, ainda faz uma Jam session com o Foo Fighters, é mole? Assim como Paul também esteve na Casa Branca, Paul com Bruce Springsteen, Paul no teatro Apollo, Paul nos 50 anos da primeira apresentação dos Beatles no Ed Sullivan.
Com certeza enquanto você lia esse texto , ele já deve ter composto uma música e já deve estar gravando-a. Até você desligar o seu computador hoje, ele já deve ter feito um documentário do disco e o disco estará amanhã nas lojas antes de você levantar. Assim é Paul McCartney.
Uma música que tente definir Paul McCartney?
Young Boy.