NO DISC, NO FILMS

O segmento deste blog não é discos e filmes para baixar, embora eu farei comentários sobre discos e filmes que eu gosto e outros que eu não gosto mas acabei assistindo e extraindo algo de legal. Minha opinião pode não interessar para ninguém, mas... pensando bem, tem tanta gente por aí opina e escreve... sou apenas mais um. Apenas um aviso, meus comentários as vezes são corrosivos. Dizem na minha família que eu já nasci rabugento.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

O interminável Let It Be dos Beatles



Let it Be
Gravado entre 02 de janeiro e 31 de janeiro de 1969.
                        Em Twickenham de 02 de janeiro até 15 de janeiro 1969
                         Na Apple de 22 de janeiro até 31 de janeiro de 1969
Lançamento: 08 de maio de 1970
                     

O Let it Be tinha tudo para ser uma mega projeto. Um excelente material para os fãs. A ideia inicial era filmar os Beatles compondo, ensaiando e no final tocariam em algum lugar ao vivo. De ideia inicial tinham como local o Roundhouse em Londres, até chegaram a reservar duas vezes. Ou então um Anfiteatro Romano na Tunísia onde as filmagens começariam ao entardecer com a arena vazia (praticamente a mesma ideia do Pink Floyd Live in Pompéia de 1972) mas com um diferencial: depois, pessoas de todas as raças e credos entrariam (em cena) para ver a maior banda do planeta ao vivo.
Filme
Inicialmente o projeto teria o nome de Get Back. A volta as raízes, os rocks, os primórdios. Porém o resultado final é bem diferente. O que se vê no filme, de fato é a maior banda do planeta ensaiando, combinando arranjos, porém discutindo, se desentendendo... É o mesmo que colocar uma câmera full time na residência de um casal que está prestes a se separar. A tensão é a mesma.
Alguns momentos de descontração podem ser vistos. Se vê Paul falante, animado, dando tudo de si, George Harrison executando seus solos com sua Telecaster da Fender, Ringo conduzindo as músicas, tocando piano, cantando, John Lennon em perfeita sincronia em Two of Us, I´ve Got a Felling, Dig a Pony, o assistente Mal Evans sempre de prontidão e Yoko Ono1, sempre sentada do lado de John.
As filmagens iniciaram no estúdio Twickenham. Sem cenário, apenas os ensaios e a gravação do disco seria documentado em vídeo. Filmar um making of de uma gravação é um processo delicado. Além de delicado é extremamente tenso quando o making of é de um disco de uma banda conhecida e amada no mundo todo, mas que passam por um momento de cautela administrativa. Os negócios não iam bem, tudo parece ter contribuído para deixar o clima para lá de pesado.
Como qualquer bomba prestes a explodir, o previsto aconteceu. Depois de uma discussão entre Paul e George, no dia seguinte uma discussão entre John e George, na qual John chegou a criticar o talento de George como compositor. George acaba saindo da banda. Aliás, um dia antes na discussão com Paul, George já havia sugerido a separação da banda. No documentário Living in The Material World sobre George com direção de Martin Scorcese, George diz que na noite daquele dia de sua saída do estúdio ele compôs Wah Wah. Uma reunião foi feita na casa de Ringo, onde as diferenças entre John e George ainda não se solucionariam. Mais alguns dias, duas condições para George voltar seria que não se realizasse a tal apresentação ao vivo e que mudassem de Twickenham para o suposto estúdio de 72 canais que “Magic Alex” estaria construindo na sede da Apple. O estúdio que o “Magic Alex” tinha construído era um horror. Para se ter uma ideia, todo estúdio que se preza tem a sala técnica onde são capturados os áudios de cada instrumento, microfone, tudo em uma mesa de som. Da sala técnica para o estúdio, não havia uma passagem de cabo sequer. E olha que estamos falando de 1969, muito distante da tecnologia wireless. Ou seja, foi preciso que George Martin trouxesse dois gravadores da EMI, passassem os cabos pela porta da sala técnica para que então os Beatles começassem a trabalhar novamente.
Durante as filmagens, centenas de músicas foram ensaiadas. Muitas ficaram de fora e só seriam conhecidas (pela discografia inicial) após os lançamentos do Anthology 3 e Let it Be Naked. Mas pelo mercado não oficial, os discos piratas ou bootlegs, vários CDs já traziam esse material, alguns como uma qualidade de som inferior aos oficiais, porém um presente e tanto para os fãs. Entre alguns lançamentos vale a pena destacar o Black Album (que ao contrário do que se imagina, não se trata de outtakes do White Album e sim dos outtakes do Let it Be), as coleções Get Back Journals, Rockin Movie Stars, Day by Day (que é considerada por muitos como tudo que foi gravado) e a Mega coleção do selo Purple Chick chamada A/B Road, com seus 83 cds, ou uma versão mais condensada é a coleção Thirty Days com 17 cds. Nessas coleções é possível ouvir as músicas ainda tomando forma, John e Paul pegando nota por nota no violão as harmonias vocais de Don´t Let Me Down, Two of Us, entre outras. Das canções que ficaram de fora podemos destacar Child of Nature (que ficaria conhecida dois anos mais tarde como Jealous Guy no disco Imagine de Lennon), Octopus Garden e Maxwell Silver Hammer que seriam gravadas no Abbey Road, Junk que sairia no primeiro disco solo de Paul, All Things Must Pass que faria parte do disco homônimo de George, e também Suzy Parker, The House of Rising Sun do Animals, entre outras.
Billy Preston foi convidado para tocar junto nas gravações do Let it Be. As gravações fluíram, e o tal show aconteceu no telhado da Apple. O Rooftop Concert. Quem passava por ali na hora do almoço, foi presenteado com a real última apresentação ao vivo da maior banda do planeta. A cena do corre corre, pessoas olhando para cima, garotas correndo, tiozinhos subindo no telhado dos outros prédios para ver, carros que passavam pelo local buzinando, seria ali uma volta da Beatlemania? Poxa, tinha tudo para tal. Muitos fãs de Roberto Carlos dizem que o brasileiro tocou no telhado antes dos Beatles, no filme Ritmo de Aventura, Roberto canta a canção Quando.
As opiniões se dividem. Há quem goste de disco Let it Be como ficou, afinal, é um disco dos Beatles, e afinal, em outros discos, em outras ocasiões foram usados todos os tipos de orquestrações também. Há também quem crucifique sem dó Phil Spector por ter defecado nas masters, por outro lado, há quem goste do trabalho dele...
A verdade é que Spector pegou as fitas masters e trabalhou ao seu jeito. O homem “The Wall”, a parede sonora.  Logicamente quando se está acostumado com o trabalho de George Martin se estranha totalmente a conduta de outro produtor. Ainda mais Spector que figura na lista dos músicos e produtores problema da história do rock n roll. Spector certa vez produzindo o End of Century em 1980, álbum dos Ramones, por algum motivo, Dee Dee Ramone não queria gravar determinada parte de uma música. Spector com toda a sua doçura e bom mocismo sacou um revólver que carregava consigo e encostou no peito do baixista obrigando o a ficar e tocar exaustivamente até atingir a perfeição.
Depois do Let it Be Spector ainda trabalhou com George Harrison, John Lennon... No documentário de Martin Scorcese sobre George “Living in Material World”, Spector diz que George não era perfeccnionista, ele ia além disso.
A primeira mixagem teria ficado por conta de Glyn Johns, até aí o projeto chamaria Get Back. Uma das coisas que aconteceram foi que o disco “vazou” sem mais nem menos. Nos dias de hoje, antes do lançamento estaria na internet para todo mundo baixar, assim todo mundo teria quase que em tempo real. Mas em 1969 ainda era possível dar um jeito. No final das contas, o disco só foi lançado em 08 de maio de 1970 em uma edição luxuosa, que vinha em uma caixa de papelão que trazia a capa do disco, o disco e um livro de foto das sessões de gravação.
Bom, vamos ao Let it Be (o disco)
Lado A
1.    Two of Us (Lennon / McCartney)
2.     Dig a Pony (Lennon / McCartney)
3.    Across The Universe (Lennon / McCartney)
4.    I Me Mine (George Harrison)
5.    Dig It (Lennon / McCartney / Harrison / Starkey)
6.    Let it Be (Lennon / McCartney)
7.    Maggie Mae (trad. Arr. Lennon / McCartney / Harrison / Starkey)
Lado B
1.    I´ve Got a Feeling (Lennon / McCartney)
2.    One After 909 (Lennon / McCartney)
3.    The Long and Wind Road (Lennon / McCartney)
4.    For You Blue (George Harrison)
5.    Get Back (Lennon / McCartney)

Lado A
1.    Two of Us (Lennon / McCartney)
Uma balada com a banda inteira, com violões perfeita harmonia entre Paul e John. Paul a escreveu para sua esposa Linda Eastman. A letra fala exatamente o que sugere o título “Nós Dois”. Fazendo tudo a dois, escrevendo cartas, cartões postais, dirigindo sem destino... No filme ela tem um arranjo mais rock, aliás, um dos poucos momentos de descontração entre John e Paul. Paul quando canta “... You and I have memories...” canta imitando Elvis Presley e John Lennon se abaixa tocando guitarra acima do normal como se estivesse reverenciando Presley.
2.    Dig a Pony (Lennon / McCartney)
Canção com um ótimo andamento, harmonia entre John e Paul, o solo de George está impecável. Canção gravada no telhado da Apple.
3.    Across The Universe (Lennon / McCartney)
A primeira versão porém é de 1968, gravação inclusive da qual participaram a amiga brasileira Lizzie Bravo e Gayleen Pease. A versão aqui do Let it Be é mixada. A música foi composta na época em que os Beatles estavam na Índia. O próprio refrão já é um mantra.
4.    I Me Mine (George Harrison)
George em sua música com harmonia junto com Paul. No filme enquanto George, Paul e Ringo tocam, John dança com Yoko. A versão do disco é diferente da versão do filme.

5.    Dig It (Lennon / McCartney / Harrison / Starkey)
Canção tocada com todo mundo junto, é de uma das sessões da Apple. No disco apenas uma parte foi lançada. George Martin aparece tocando uma espécie de chocalho.

6.    Let it Be (Lennon / McCartney)
Muitos fãs já pensaram que essa canção tem uma conotação religiosa em virtude das palavras Mother Mary, mas na realidade tem a ver com a mãe de Paul falecida quando ele ainda era pequeno.
O solo do disco é diferente do solo do single.


7.    Maggie Mae (trad. Arr. Lennon / McCartney / Harrison / Starkey)
Música tradicional folk da cidade de Liverpool que conta de uma prostituta que roubava lojas.



Lado B
1.    I´ve Got a Feeling (Lennon / McCartney)
O riff da guitarra abre o lado B do disco. Esta é uma das canções do famoso Rooftop Concert, os Beatles tocando no telhado da Apple. As imagens se alternam entre telhado e alvoroço causado na rua. Corre corre, gente por todos os lados, muitas dessas pessoas sem imaginar que aquele era o último grande concerto da super banda.

2.    One After 909 (Lennon / McCartney)
Trata-se de uma das primeiras músicas da dupla Lennon e McCartney. Música que ficou conhecida (oficialmente) no Anthology. Aqui ela está com um novo arranjo. E George esmerilhando em sua Telecaster. A magia entre John e Paul, por mais que estivesse em atritos, funcionava.


3.    The Long and Wind Road (Lennon / McCartney)
A música mais mexida por Phil Spector. Colocou cordas onde não tinha, um coralzão de fundo, praticamente anulou os instrumentos tocados pelos Beatles. No filme se vê apenas os 4 Beatles e Billy Preston.

4.    For You Blue (George Harrison)
Canção de George gravada das sessões da Apple. No filme é a cena em que todos os Beatles chegam ao estúdio da Apple. As falas no meio da música dão a impressão de que se trata realmente de um ensaio bem informal. Poxa, quem não gostaria de passar um dia dentro do estúdio vendo os Beatles ensaiando, gravando? John Lennon ataca com a slide guitar que mais tarde se tornaria uma das marcas registradas de Harrison.

5.    Get Back (Lennon / McCartney)
Outra música que tem uma atmosfera muito legal de ensaio. Geralmente quando ouvimos um disco, ele foi editado, masterizado, ou remasterizado, etc. Get Back nos leva para dentro do estúdio com os Beatles.


Considerações Finais

O Let it Be é o ultimo lançamento, foi gravado antes do Abbey Road. Ficou praticamente engavetado por um ano, portanto é o último lançamento da discografia oficial dos Beatles. O que foi lançado depois do Let it Be é compilação das gravações existentes e material inédito também, como no Anthology, Live at BBC, até o Let it Be Naked. Phil Spector? Existe quem odeie o resultado final, tem gente que gosta e tem aqueles fãs que reagem com o comentário: Mas é um trabalho dos Beatles! O disco soa realmente como um ensaio, um pouco de falatório no meio das músicas. É passada a impressão de passar um dia com os Beatles num estúdio. Qual fã não gostaria de passar algumas horas com os Beatles vendo os ensaiar, gravar, conversar... Disco obrigatório para todo fã.

Esse texto já estava pronto desde 2014, quando existia um projeto de um blog só sobre Beatles em parceria com os amigos Robert Moura e Daniel Moreira, mas no fim das contas o blog não saiu. Ainda falando sobre o Let It Be, eu mesmo demorei um pouco a compreender um pouco o disco. Falando da capa, a capa que todo mundo conheceu foi a com moldura preta com quatro fotos uma de cada Beatle. Aqui no Brasil saiu aquela capa toda protegida por plástico (capa conhecida como capa sanduíche) e alguns anos mais tarde capa simples normal. Na inglaterra e alguns países saiu capa dupla .Eu particularmente ainda prefiro a capa que saiu com a mixagem do Glyn Johns, na sacada do prédio da EMI como a foto do Please Please Me de 1963. 

O filme não foi remasterizado até hoje, é conhecida do grande público apenas a versão oficial do filme lançado em 1970. Mas também existem os outtakes desse filme num dvd triplo chamado The Beatles - The Get Back Chronicles 1969; 












 Em compacto saiu também e é geralmente difícil achar. 



sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Ouvir Sinatra é obrigatório...










O primeiro contato que tive com o som do Sinatra foi o disco que tinha em casa o Retrato de Sinatra / Sinatra no Brasil, embora o disco não traga a gravação do show no Brasil, é uma coletânea brasileira. Existe uma coletânea chamada Portrait que tem a mesma capa. Bom, papai tinha esse disco e lembro-me quando pequeno, procurei música a música pela New York, New York, mas não tinha. Depois que meu pai faleceu, ouvi esse disco mas, não estava preparado para ouvir Sinatra. O que me chamou atenção nesse LP duplo, foi a parte interna com um desenho que representava o show de Sinatra com tudo quando era personalidade da época representada em desenho. Esse disco apareceu pra mim novamente há alguns anos atrás em um sebo e não pensei duas vezes em comprá-lo. Desse disco eu destaco a "Days Os Wine Roses" canção que eu tive praticamente um amor à primeira escutada, "Fly Me To The Moon" pela atmosfera que ela cria, "You Make Me Feel So Young" extraída do disco Sinatra At Sands, só existe importado!! "The Lady Is A Tramp" , "I´ve Got You (Under My Skin)" e "My Way" extraídas do magnífico show no Madison Square Garden em 1974 (disco que eu falarei em mais algumas linhas).








Mas a coletânea responsável por eu começar de fato a ouvir Sinatra com mais atenção foi a "New York, New York", disco que peguei emprestado de um amigo e nunca devolvi. O sentimento de culpa nem bate tão forte, pois ele nem tem mais toca disco e também nunca pediu de volta... então o disco foi ficando, ficando... (que feio, Baratta ¬¬ ) ah, quem nunca? Acontece. Bom, nesse disco vinha sim a "New York, New York" e muito outros sucessos como "Strangers In The Night", "What Now My Love" que eu já conhecia por causa do Elvis entre outras.


Francis Albert Sinatra é um artista que quanto mais você escuta, mais quer escutar e conhecer sua obra. Até que um dia o amigo Thiago Gonzalez falou pra mim sobre o show do Madison (show que tive a sorte de baixar completo do you tube, esqueça, hoje não tem mais o show completo, hoje só no Dailymotion). E fica a conexão do Madison ser talvez o mais conhecido espaço de shows onde eu já tinha ouvido em disco Elvis, Led Zeppelin. O show é triunfante desde a caminhada de Frank até o palco que foi montado como uma arena de luta, onde de qualquer lugar do Madison teria uma visão previlegiada. O show foi em 13 de outubro de 1974, 12 dias antes do nascimento desse humilde blogueiro que vos escreve. Através do amigo Léo Bertaia fiquei sabendo que tinha esse show em disco. Dias depois do conhecimento da existência desse disco achei em um sebo, com mais alguns do Sinatra.


O livro surgiu de uma feira de livro que teve no serviço da namorada e ela me falou sobre um livro sobre o Sinatra. Porém o livro veio com algumas páginas em branco... e não tinha oportunidade de troca... consegui o livro em PDF e pegar as páginas que faltavam... Mas ainda consigo esse livro de novo.


Também com a namorada, passeando pela avenida Paulista, decorada para o Natal, o som das caixas de som, a Jingle Bells era uma voz familiar... pois é, a Jingle Bells que vinha das caixas era na voz do Frank, alguns anos depois consegui o disco de natal original em um sebo. Sinatra é algo mágico, pelo menos pra mim, por mais que você tente fugir um dia ele fala: Agora pare tudo que está fazendo e me escuta!!!












quarta-feira, 7 de novembro de 2018

De Volta Ao Blog Parte II



Em 23 de Maio do ano passado (2017) eu resolvi desativar a minha conta da tal rede social por questões particulares e fiquei até fevereiro desse ano (2018). Sobrevivi bem, como todo distanciamento de droga, os primeiros dias não foram lá muito fáceis de administrar constantes (olhadas) no celular pra ver o feed de (notícias) dos amigos. Entre uma piadinha, um meme, uma indireta (sabe-se lá pra quem), uma selfie do prato de almoço, ou viagens... a gente perde um tempo danado em comentar, curtir, salvar uma foto... Cheguei até comentar aqui no blog um dia depois de eu desativar minha conta, fiz uma postagem que pode ser lida no link http://blogdobaratta.blogspot.com/2017/05/de-volta-ao-blog.html

Quando foi fevereiro desse ano eu resolvi voltar e reativar minha conta. O carinho com que o pessoal me deu as boas vindas, foi muito legal ter esse contato, pois, por mais que não se queira concordar, todo mundo está lá, infelizmente. Como comentei na outra postagem, a partir de maio do ano passado eu iria ficar mais por aqui no blog, pois há muito tempo eu não postava nada. E o ano passado foi bacana. Mas em janeiro desse ano, sei lá, me faltaram ideias sobre o quê exatamente postar e acabei deixando o blog de lado mais uma vez. E em fevereiro voltei pra rede social. Resultado: não fiz mais nada por aqui. E acabei entrando no jogo mais uma vez, esse ano tivemos a greve dos caminhoneiros, que prejudicou o abastecimento no país inteiro, uma cena que eu nunca tinha visto em 44 anos de existência, teve a copa, que eu torci contra a seleção brasileira, mas não vou entrar em maiores detalhes e final de agosto o povo entrou numas de postar sobre política e eleições presidenciais. Nunca na história desse país se viu uma campanha dar tanto o que falar até o dia das eleições. O poder das redes sociais colocou mais lenha na fogueira ainda.

O internauta brigar por uma coisa que ele acredita, isso é muito legal. O povo no geral estar mais interessado em política do que nos anos anteriores é bacana, isso mostra um povo mais esperto, mais ligado e que já não cai nas mesmas promessas e sim, tem memória para escolher em qual candidato votar. A mesma coisa vale para quem resolve declarar seu voto. É uma escolha sua? Ótimo, na minha humilde opinião, você tem todo direito de declarar e defender seu voto. Mas o povo vai mais além. Começou um tal de defender político, defender partido, misturar caráter de candidato com caráter do eleitor, sem falar nas (fake news), a coisa ficou mais chata e insuportável no segundo turno. Não declaro meu voto, mas o cansaço da rede social bateu novamente. Aí você fica uns dias com conta desativada e sobra tempo para um monte de coisa, pra ver a caixa de email que tá lotada, lembra que tem blog, rs. Reencontra amigos na rua (sem necessariamente ter que bater uma selfie pra todo mundo ver). Saudade do Orkut que voltou e sobre isso, falarei em mais algumas linhas. Do design do antigo orkut eu até tinha entrado no VK, mas meu perfil tá lá e pouco acesso.

Fiquei sabendo através de um amigo que o orkut voltou. Até fiz um perfil lá mas vou ver como a coisa está nos próximos dias e volto aqui pra falar.

No mais é isso amigos, fora daquela redezinha social de novo e de volta ao Blog. Aos blogs, ainda tem o blog sobre o Elvis e o sobre o Roberto Carlos.

Até breve.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Deep Purple


Nos anos 90 enquanto a minha geração se enfurnava na Toco, na Contramão, na Over Night dançando os poperô, devidamente trajados com suas calças bag, cabelos poodles e ombreiras, eu bem ficava enfurnado na minha casa redescobrindo Janis Joplin, Deep Purple, Led Zeppelin, Mutantes entre outros. Hoje gostaria de falar um pouco sobre o Deep Purple. Não, não virei o fã que tem todos os discos, que tem uma penca de documentários, um monte de vídeos, até porque a banda está na ativa até hoje e já passou por algumas mudanças em sua formação ao longo de sua historia. Hoje em dia da formação original mesmo só está o baterista Ian Paice. Jon Lord faleceu em 2012. E Ritchie Blackmore saiu e remontou o Rainbow, voltou ao Deep Purple e hoje em dia leva adiante o seu Blackmore´s Night. Há quem diga que Deep Purple sem Blackmore não é Deep Purple, tá bom eu sou um dos que diz isso. Mas confesso que curti o álbum Come Taste To The Band com o Tommy Bolin de 1975.
Conheci Deep Purple através do lendário e já falado tantas vezes aqui no blog, programa de videoclipes Som Pop na TV Cultura. Me lembro que era no sábado no final de tarde. Eu que pensava em ser músico, embora não tocasse nenhum instrumento ainda, assistia com bastante atenção o clipe de Perfect Strangers do Deep Purple de 1984. O disco foi lançado em setembro de 1984. Não lembro ao certo quando o clipe entrou na programação do Som Pop, mas com certeza eu tinha por volta dos dez anos de idade. O clipe tem um clima legal de ensaio, banda no estúdio (algo que para mim se tornaria algo que eu faria bastante nos anos seguintes) sempre fui rato de ensaio e gravações. Como músico, digo que curto mais o ambiente de estúdio que o palco (ainda mais hoje em dia que tocar em barzinho é a maior furada de todos os tempos). Porém eu (com meus dez anos) na época não imaginaria que aquele clipe retratava o reencontro da banda. Alguns discos do Deep Purple são obrigatórios para todo mundo que gosta do bom e nunca velho rock n roll. A começar pelo Machine Head, onde a história de gravação do disco já vale o disco inteiro. A história está na letra da canção “Smoke On The Water”. Tudo bem que o Steve Morse tem um belíssimo trabalho, é um guitarrista de mão cheia e lidera a guitarra do Purple desde a primeira metade dos anos 90 até os dias de hoje. Mas Ritchie Blackmore é Ritchie Blackmore. Ian Gillan continua mandando muito bem sim senhoras e senhores, Gillan é Gillan.

(TABELA COPIADA DO WIKIPEDIA)
Fase I "MK I"
(1968-1969)
·         Rod Evans - vocais
·         Ritchie Blackmore - guitarra
·         Jon Lord - teclado
·         Nick Simper - baixo
·         Ian Paice - bateria
Fase II "MK II"
(1969-1973)
·         Ian Gillan - vocais
·         Ritchie Blackmore - guitarra
·         Jon Lord - teclado
·         Roger Glover - baixo
·         Ian Paice - bateria
Fase III "MK III"
(1973-1975)
·         David Coverdale - vocais
·         Ritchie Blackmore - guitarra
·         Jon Lord - teclado
·         Glenn Hughes - baixo,vocais
·         Ian Paice - bateria
Fase IV "MK IV"
(1975-1976)
·         David Coverdale - vocais
·         Tommy Bolin - guitarra
·         Jon Lord - teclado
·         Glenn Hughes - baixo,vocais
·         Ian Paice - bateria
(1976-1984)
O grupo esteve separado.
Fase II "MK II", reunião
(1984-1989)
·         Ian Gillan - vocais
·         Ritchie Blackmore - guitarra
·         Jon Lord - teclado
·         Roger Glover - baixo
·         Ian Paice - bateria
Fase V "MK V"
(1989-1991)
·         Joe Lynn Turner - vocais
·         Ritchie Blackmore - guitarra
·         Jon Lord - teclado
·         Roger Glover - baixo
·         Ian Paice - bateria
Fase II "MK II", nova reunião
(1992-1994)
·         Ian Gillan - vocais
·         Ritchie Blackmore - guitarra
·         Jon Lord - teclado
·         Roger Glover - baixo
·         Ian Paice - bateria
Fase VI "MK VI"
(alguns meses em 1994)
·         Ian Gillan - vocais
·         Joe Satriani - guitarra
·         Jon Lord - teclado
·         Roger Glover - baixo
·         Ian Paice - bateria
Fase VII "MK VII"
(1994-2002)
·         Ian Gillan - vocais
·         Steve Morse - guitarra
·         Jon Lord - teclado
·         Roger Glover - baixo
·         Ian Paice - bateria
Fase VIII "MK VIII"
(2002-atualmente)
·         Ian Gillan - vocais
·         Steve Morse - guitarra
·         Don Airey - teclado
·         Roger Glover - baixo
·         Ian Paice - bateria

A tabela acima eu copiei do Wikipédia, pois as formações do Deep Purple me confundem um pouco, não vou negar. A formação que eu mais gosto é a segunda por causa dos discos “Machine Head”, “In Rock”, “Fireball” e “Who Do We Think We Are” e o “Made In Japan”.
Da segunda formação além dos discos eu destacaria em vídeo um show na Dinamarca em 1972 e uma apresentação no estúdio Granada em Manchester na Inglaterra.
A terceira formação também é algo pra se reverenciar pois tem álbuns excelentes como o “Burn”, “Stormbringer” e o “Made In Europe”. Também temos a frente Glenn Hughes no baixo e David Coverdale nos vocais ¬¬.  Não dá pra falar de Deep Purple e não falar do lendário “California Jam”. Ian Paice e Jon Lord contaram o que aconteceu no “California Jam” no documentário “Deep Purple Pionners Of Heavy Metal” (excelente documentário por sinal).

O “California Jam” foi um festival que aconteceu no dia 06 de Abril de 1974 e contou com bandas como Black Sabbath, Deep Purple, Eagles, Emerson, Lake and Palmer, Seals and Crofts, Earth, Wind and Fire, entre outros. Todo grande festival com grandes nomes da música sempre atrasa. Só que o California Jam tudo estava adiantado. Foi dito que o Deep Purple seria a primeira banda a entrar com os holofotes, pois era um festival de dia inteiro. Alguém falou para a banda algo como: Ok, agora é com vocês. Então o Ritchie disse que não iria entrar. Os organizadores do festival disseram que iriam buscar um delegado para colocar Ritchie no palco. Ian Paice conta no documentário “Pionners Of Heavy Metal”: Então nós o escondemos!!! Durante o show, a câmera de TV filmava de perto toda a performance da banda e Ritchie pedia para a câmera se afastar um pouco mais durante o show todo. No final Ritchie acaba quebrando sua Fender Stratocaster na câmera, quebra a câmera e põe fogo em uma parede de amplificadores Marshall e joga destroços dos amplis e da guitarra para o público. Outra frase que retrata bem o que foi esse show que eu copiei do Wikipédia é: A silhueta do guitarrista em frente às chamas do amplificador é uma das cenas mais poderosas de toda a iconografia do rock.” . O B.O. foi tamanho que quando as autoridades foram atrás do Deep Purple eles já tinham saído de lá em um helicóptero.

Dos vídeos disponíveis no You Tube eu gostaria de compartilhar alguns aqui com vocês.