NO DISC, NO FILMS

O segmento deste blog não é discos e filmes para baixar, embora eu farei comentários sobre discos e filmes que eu gosto e outros que eu não gosto mas acabei assistindo e extraindo algo de legal. Minha opinião pode não interessar para ninguém, mas... pensando bem, tem tanta gente por aí opina e escreve... sou apenas mais um. Apenas um aviso, meus comentários as vezes são corrosivos. Dizem na minha família que eu já nasci rabugento.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Elton John no Brasil em 2013 / Disco Caribou




Elton John no Brasil em 2013
Pois é amigos, o Sir Reginald Dwight volta ao Brasil em 2013 para três apresentações, pelo menos foi o que vi no Facebook na última quarta feira dia 05 de dezembro. Nem é preciso falar do sucesso de Elton John em seus mais de 40 anos de carreira. Elton John é um gênio da música de todos os tempos. Eu mesmo já estava há um certo tempo querendo comentar o disco Caribou de 1974. E saindo (permanecendo dentro do meu quarto) pesquisando sites e blogs por aí, acabei achando algumas informações que trago até vocês.
Voltarei a falar do show no final da postagem.
O disco Caribou foi gravado no Rancho Caribou em 1974. O rancho é localizado em Nederland, no Colorado, Estados Unidos. O Rancho foi adquirido pelo produtor Jim Guercio em 1971. Só para se ter uma ideia por lá passou estrelas como: Badfinger, Rod Stewart, Chicago, Phil Collins, Deep Purple, Peter Frampton, Michael Jackson entre muitos, muitos outros. Infelizmente o estúdio foi danificado por um incêndio em 1985. Caribou é o oitavo disco de Elton. Porém o período em que o disco foi gravado me chama a atenção em um aspecto. Beatlemaníaco é um eterno caçador de detalhes e entrelinhas. Como é do conhecimento de muitos fãs, Elton era amigão de John Lennon. Lennon esteve no Rancho Caribou. Se pegarmos o filme Imagine de John Lennon, na cena em que May Pang fala sobre o “Lost Weekend” de John, ela menciona Caribou. Pesquisando um pouco mais sobre o Rancho Caribou, John Lennon realmente esteve lá. Portanto não descobri meios de saber se John esteve para a sessão de gravações do álbum Caribou (se tivesse tocado nesse disco estaria creditado), ou se no ano de 1974 John gravou com Elton as duas músicas Lucy in The Sky With Diamonds e One Day at a Time. Pra complicar um pouquinho mais (pelo menos a minha sede por informações técnicas) um blog gringo chega a mencionar que John Lennon esteve lá sob o nome de Dr. Winston O'Boogie. 



Lado 1
The Bitch is Back
O disco já abre com uma bela pedrada. “The Bitch is Back”. A tradução seria algo como (a cadela está de volta), ou (a puta está de volta). Mas nem tentarei esmiuçar a letra. Se tem algo que eu realmente acho maravilhoso nos discos de Elton é sua voz. Ele é um dos artistas que provam que para fazer rock n roll de verdade não precisa gritar, ou fazer firulas mirabolantes para fazer de uma música um grande sucesso. Gosto da sua voz, gosto da sua levada no piano. Na minha modesta porém histórica edição em vinil em cada faixa tem descrito o que toca o quê.
Pinky
Essa canção é uma das que eu me apaixonei na primeira vez que a ouvi. Pois era ouvindo ela que eu pensava na garota que eu era apaixonado, doente na época de 1995. Pinky era a canção que eu queria ter feito pra ela. Compartilho essa informação com vocês do blog. Um belo dia eu falei foda-se e fui atrás dela. Cheguei na casa dela e seus pais me disseram que ela estava noiva. Mas tudo bem, o mundo gira e dá voltas pra lá de incríveis. Confesso que estou bem melhor hoje.
Grismby
Uma entre tantas particularidades nessa canção, eu destaco o timbre das guitarras de Davey Johnstone. Além do relógio que está a banda.
Dixie Lily
Aqui um country, provavelmente influenciado pelo clima do rancho Caribou. Aqui pode ser ouvida mais uma variação da Elton John Band, tocando country.
Solar Prestige A Gammon
Outro country. A canção cria uma atmosfera muito legal. O disco pode não ser um greatest hits, faixas pouco conhecidas, mas é um ótimo disco e obrigatório para quem ouve discos com atenção em todos os instrumentos.
You´re Static
Essa é bem o estilão Elton de compor. Destaque para o naipe de metais. 




Lado 2
I've Seen the Saucers
Balada gostosa com umas variações interessantes na harmonia.
Stinker
Andamento de blues com destaque para os metais.
Don´t Let The Sun Go Down On Me
Se Caribou não é um Greatest Hits, “Don´t Let The Sun Go Down On Me” é um ultra mega master blaster hit de Elton. A canção é um sucesso e até hoje é bastante executada nas rádios. Há uma versão ao vivo em dueto com George Michael.
Ticking
Bela canção que encerra o disco. Pelo menos na edição em vinil, pois a edição em cd em 1995 pela Mercury e 1996 Rocket Reissue trariam quatro faixas bônus.
    "Pinball Wizard" (Pete Townshend)
    "Sick City"   
    "Cold Highway"    
    "Step into Christmas"

Lado 1

  1. "The Bitch is Back" – 3:44
  2. "Pinky" – 3:54
  3. "Grimsby" – 3:47
  4. "Dixie Lily" – 2:54
  5. "Solar Prestige a Gammon" – 2:52
  6. "You're So Static" – 4:52

Lado 2

  1. "I've Seen the Saucers" – 4:48
  2. "Stinker" – 5:20
  3. "Don't Let the Sun Go Down on Me" – 5:36
  4. "Ticking" – 7:28
Elton John Band
Elton John - piano e vocais
Davey Johnstone - guitarras, bandolin
Dee Murray - Baixo
Nigel Olsson - Bateria
Ray Cooper - percussão



Shows de Elton John em 2013 no Brasil

São Paulo
Data: 27 de fevereiro de 2013
Local: Jockey Club
Classificação Etária: Livre

Porto Alegre

Data: 05 de março de 2013
Local: Estadio Zequinha
Classificação Etária: 14 anos
Realização : XYZ Live, Engage Eventos e Opus Promoções
Promoção: Rádio Itapema, Clube do Assinante Zero Hora e RBSTV

Brasília

Data: 08 de março de 2013
Local: Centro Internacional de Convenções
Endereço: SCES Tr.02 Conj. 63 (em frente ao Monte Líbano prox. ponte JK)
Classificação etária: 16 anos


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Cruis ´n USA / Office Boy

Get Back ultimamente tem sido a música perfeita pra mim. De uns tempos pra cá vejo, lembro de algumas coisas que ficaram pra trás, e olha, que infância e adolescência do cacete eu tive. Fosse hoje eu não sairia do computador e não faria nada a não ser ficar enfurnado no quarto saindo pra comprar pão e cigarro. Na segunda metade da década de 90 eu trabalhava de Office boy, começava o boom dos motoboys, mas o cargo de Office boy ainda existia. Para falar a verdade nem sei se ainda existe até hoje. Eu era Office boy de uma empresa onde eu levava disquetes, fitas de backup, relatórios para quase toda São Paulo. Ônibus, Metrô, trem, só não peguei avião. Office boy é o cargo mais loco que existe. Foi a época em que me tornei ilusionista, fazia mágica. Quando recebia a cartela de passes (vale transporte) do mês, sempre trocava, vendia, nunca ficava sem dinheiro. Ou seja, passes se transformavam em cigarro, fitas cassete, pilhas pra alimentar o walkman e lógico, discos. Uma vez ou outra, dá para contar nos dedos, comprei alguma roupa.
Sempre chegava nos clientes com o walkman com o volume no talo, ouvindo a ex Rádio Rock 89 FM ou alguma fita k7 com uma seleção preparada por mim a partir dos meus discos de vinil. Andar pelo centro de São Paulo sendo um Office boy, com uma quantia simbólica de dinheiro e, na época, sem celular para ser monitorado era como viver na Terra do Nunca. Sempre atento aos caminhos e ao serviço. Quando passava pelo centro, Galeria do Rock, lojas de discos. Tinha uma loja lá que vendia muita coisa dos Beatles, era a Magical Mystery Club. Uma loja em que o dono sempre tinha um café feito na hora, onde eu comprava algumas fitas de vídeo, itens de memorabília, outra loja era a Baratos Afins onde eu passava sempre, sebos. Na época muitas pessoas estavam animadas com a explosão do cd no mercado, resultado? Todo mundo começou a se desfazer dos LPs, os sebos ficaram cheios de coisa boa, além dos sebos, sempre tinha um ou outro tiozinho que vendia discos nas calçadas da avenida Ipiranga e avenida Paulista, tempo bom. Ah, já ia me esquecendo do real motivo que me levou a escrever esse post. As casas de fliper. 



Sempre fui uma negação em jogo. Passar de tela, sempre fui ruim pra caramba. Meus primos tiveram o primeiro Odyssey, depois Atari, jogava quando ia lá ou quando ia na casa dos meus vizinhos, mas nunca infernizei meu pai para que comprasse vídeo game nem nada disso. Mesmo nas casas de fliper, nunca fui muito fã de Street Fighter, etc. Mas jogar fliperama, o bom e velho Pinball, ou o Cruis ´n USA era comigo mesmo. A máquina era um próprio cockpit com cambio, pedais, e botões laterais que permitiam o jogador ter a visão de dentro do carro e acima do carro. A cada ficha a tentativa de chegar em primeiro, várias vezes consegui. Sempre que o jogador chega em primeiro aparece uma mina na tela com uma taça e isso permite que o jogador jogasse de novo. Uma das últimas vezes que vi uma máquina igual faz uns dois anos, quando praticamente joguei mais de cinco fichas. Achei o jogo para jogar no computador alguns dias atrás. Caramba, voltei a minha adolescência. Logicamente não é a mesma coisa jogar no teclado, mas estou vendo de comprar um joystick de volante com pedais e câmbio em breve. Muuuuuuito em breve diga se de passagem. Em anúncios no mercado livre, vi alguns anúncios em que se vende o cockpit, não original do Cruis ´n USA, mas estruturas que auxiliam e muito para jogar. 



Para quem for passando de tela em tela, quando chega na tela final, há uma surpresa que eu não vou revelar, pois levei anos e anos para descobrir. Para quem quiser jogar,  procure por emuladores do Nintendo 64, corrida. Ah, se eu não tive Atari antigamente, hoje tenho tudo para jogar no computador. É legal, distrai, faz bem e é saudável.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Arnaldo Baptista - Sesc Pompéia - 15 e 16 de Dezembro




Conheci Mutantes através de um amigo. Em uma fita k7 ele tinha gravado alguns discos dos Mutantes, algumas do Arnaldo Baptista e algumas coisas da Patrulha do Espaço, ainda com o Arnaldo. Isso tudo em um tempo em que não tínhamos internet, eram canções gravadas do vinil. Demorei um pouco para assimilar a (novidade), pois minha formação até então tinha sido Beatles, Roberto Carlos e Elvis Presley. Mas não levou muito tempo para que eu me apaixonasse irreversivelmente pelos Mutantes, pelo disco Lóki? do Arnaldo Baptista e como correr atrás de tudo aquilo? Na época em que eu ouvi tudo isso na segunda metade dos anos 90, quase ninguém mais falava de Mutantes. A MTV passou algo que eu me lembro de ter assistido, a TV Cultura também passou. Com isso, ainda sem ter um apanhado geral, mas fui conhecendo pouco a pouco. O meu amigo que me apresentou tinha 3 discos: Jardim Elétrico, A Divina Comédia dos Mutantes e o Mutantes e Seus Cometas no País dos Bauretz. Veio parar na minha mão, não me pergunte como, pois não lembro, um disco da série Personalidade dos Mutantes. Mas meu sonho de consumo era o vinil Lóki? do Arnaldo.

Comentarei em outro post como era a minha vida de Office boy por quase toda São Paulo. Em uma das vezes entrei na Galeria do Rock, na loja Baratos Afins. Entrei fui até o balcão e vi o dono da loja falando algo como: Olha Arnaldo. Eles lançaram esse em cd, tem esse aqui também. Quando olhei do meu lado direito, quase caí para trás. Era muito parecido com o Arnaldo, tinha a voz dele e estava na Baratos Afins, que para quem ainda não sabe, além da loja é um selo e lançou, gravou e produziu muitas bandas nacionais, Mutantes, Patrulha do Espaço, Golpe de Estado entre outros. É a pioneira das independentes. Olhei para o moço da loja e falei, quero um disco Lóki? em vinil. (É meio estranho eu dizer que estava com dinheiro, mas o leitor descobrirá como isso foi possível algumas vezes na próxima postagem sobre Cruis ´n USA). Bom, olhei para o lado e falei: Você é o Arnaldo Baptista? Ele respondeu que sim. Pedi que autografasse meu recém-comprado disco. Ele perguntou meu nome, falei Junior, pois era assim que  eu sempre fui chamado em meus empregos. Ele autografou o meu disco. Perguntei onde ele estava morando, se ele estava morando em São Paulo ele e sua esposa Lucinha Araújo disseram que estavam em Juiz de Fora – MG e que vinham pouco para cá. Saí da loja pisando nas nuvens. O cara que tinha escrito aquelas músicas que eu vivia ouvida, o cabeça dos Mutantes, o cara mais importante do cenário underground do rock brasileiro, Arnaldo Baptista tinha falado comigo. Demorou para cair a ficha. Quando o meu amigo viu o disco autografado, ele não acreditou.

O disco Lóki é de 1974. O momento em que Arnaldo sai dos Mutantes e grava essa obra prima.

Não sou capaz de comentar o disco faixa a faixa. Eu costumo dizer que genialidade não se explica. Eu creio que é coisa de gênio compor um álbum como este, sem a presença de guitarras e afirmo: Não sinto a falta de guitarras nesse disco. Foi algo proposital? Isso prova que um grande disco de grandes canções pode ser sim composto e gravado sem guitarra. O resultado é esse disco. Lóki? é um divisor de águas na categoria disco. Você simplesmente não só escuta, você sente. Você não simpatiza, você se apaixona. Isso realmente é ser mutante. Mais do que um álbum, é um registro fonográfico de conteúdo literal/musical do mais íntimo de um dos maiores artistas brasileiros, obrigatório na estante de toda pessoa que goste de música. É a alma de Arnaldo nesse disco.

10 músicas gravadas ao vivo, sem overdub, praticamente todas as faixas com Arnaldo no piano Dinho Leme na bateria e Liminha no baixo. No documentário Lóki de Paulo Henrique Fontenelle, Dinho disse que ele e Liminha choraram quando Arnaldo saiu dos Mutantes. Apenas em “Desculpe” o baixo é conduzido por Rafa e onde Arnaldo toca Órgão, Sintetizador Moog e Clavinet. A produção é de Roberto Menescal. Os arranjos de orquestra são do maestro Rogério Duprat. “Te Amo Podes Crer” também vem com Arnaldo tocando Piano e Sintetizador Moog. “É Fácil” tem Arnaldo tocando um violão de 12 cordas. Rita Lee faz os backing vocals em “Vou Me Afundar na Lingerie” e “Não Estou Nem Aí”. Todas as músicas foram compostas por Arnaldo. O disco foi gravado em 16 canais no Estúdio Eldorado. Isso que eu queria que alguém me confirmasse. Esse estúdio é o Estúdio da Gravadora Eldorado localizado na rua Pires da Mota na Aclimação em São Paulo. Pois eu já estive no prédio onde também funcionava a rádio Eldorado.

Arnaldo é um artista completo. Canta, toca baixo, violão, teclados, bateria (multi instrumentista), pinta quadros, camisetas, escreve, quantos artistas assim temos no Brasil?

Bom para terminar essa postagem, colocarei dois vídeos de uma entrevista de Arnaldo na rádio Bandeirantes em 1979. E divulgarei também os próximos shows dele. Serão duas noites memoráveis no Sesc Pompéia. Mais do que emocionante será esse show, Pompéia era o bairro onde morava a família Baptista. Praticamente uma Liverpool brazuca. Arnaldo está de volta senhoras e senhores e podem ter certeza, eu farei de tudo para estar lá. 


Arnaldo Baptista show


Onde: Sesc Pompéia

Quanto: R$ 20,00 (inteira) / R$ 10,00 (usuário matriculado no Sesc e dependentes, aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudantes e professor da rede pública com comprovante) / R$ 5,00 (trabalhador de comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).

Horário: sábado 21h e domingo 19h

Endereço: Rua Clélia,93.

Nas edições em vinil e cd, o álbum vem uma nota logo após a ficha técnica.

Nota: Esse disco é para ser ouvido em alto volume. 




sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Barão Vermelho - Tour + Uma Dose - Neste Sábado








Mais uma Dose. É claro que você está afim. Barão Vermelho, senhoras e senhores. Um dos ícones do rock nacional está de volta com a tour Mais Uma Dose. No próximo sábado o Barão Vermelho subirá no palco do Credicard Hall. No Facebook estão dizendo que os ingressos já estão esgotados. O show será transmitido pelo Multishow. Não perca. A banda comemora em 2012, 30 anos de existência. Hoje o Barão está tocando em Juiz de Fora - MG. Sò não consegui postar antes. Não perca.

08.12 - São Paulo, SP (Credicard Hall) 22.12 - Niterói, RJ (Festival Verão Mix - Teatro Popular)

Então já sabe, amanhã, sábado ás 22:30, colocaque no Multishow que o show será transmitido.  
http://multishow.globo.com/Programacao/horarios.shtml#08-12-2012