
A trilha sonora em casa nos finais de semana era Julio Iglesias, Benito
di Paula, Johnny Mathis, pelo menos isso é o que eu me lembro de ter ouvido
bastante na minha infância. Era nos finais de semana que papai colocava seus
discos e aquele som de violinos, característicos das músicas românticas,
tomavam conta de todos os espaços da casa em que a gente morava. Eu na época
ouvia mais Roberto Carlos, Elvis, Beatles, mas aquelas músicas que papai ouvia
não saíram da cabeça até os dias de hoje. E hoje em dia acabo redescobrindo
aquele universo musical, que na época não me interessava muito, mas com um
pouquinho mais de conhecimento musical adquirido de uns anos pra cá. Ouvir
música é muito relativo e varia de pessoa para pessoa. Quando se é fã de uma
banda, a gente presta atenção em todos os instrumentos, quando a gente é fã de
um cantor ou cantora presta mais atenção na voz, na letra da música, isso
quando a gente não inventa de cantar junto (faço uma ideia do que meus vizinhos
aguentaram quando eu tentava cantar junto com a voz esganiçada que eu
tinha/tenho).
Das redescobertas musicais do que papai ouvia, uma tem se destacado de
uns anos pra cá.
John Royce “Johnny” Mathis!!!
Os dois discos dele que tem em casa e estão até hoje comigo, papai
faleceu em 1990, são A Time For Us e Mathis Magic. O primeiro que me chamou
atenção foi o A Time For Us. Não é exagero dizer que todas as canções do disco
me agradaram desde o primeiro dia que eu peguei pra ouvir por conta própria. A
primeira faixa que eu devo ter ouvido repetidas vezes foi “Aquarius/Let The
Sunshine In” (do musical da Brodway Hair) mas eu fiz a conexão do filme musical
Hair que assisti na TV sabe-se lá quando. “I´ll Never Fall In Love Again” (do musical “Promises, Promises”),
“Without Her”, “Yesterday When I Was Young”, “Didn´t We” e “A Time For Us” (Do
filme da Paramount “Romeu e Julieta”) são as músicas que eu mais escuto. Com
esse disco eu apresentaria Johnny Mathis para uma pessoa que não o conhece. O
disco é de 1969. O outro disco é o Mathis Magic de 1978, um disco mais na linha
DISCO MUSIC. Um disco para as pistas, da época. Os dois discos que conheci o
Johnny estão estalando mais que pipoqueira em dia de quermesse. Meio incômodo
de ouvir. Mas mesmo estalando, o Mathis Magic foi um que me chamou atenção. Tanto
que eu não sosseguei enquanto não consegui em CD pra ouvir no serviço, e sim, é
outro que consta no meu celular hoje em dia. “No One But The Love You Love” foi
a primeira faixa, por sinal a primeira do lado A que me chamou atenção. Ô raiva
do disco estalando!!! O saldo meio positivo é que o disco A Time For Us eu
consegui uma cópia bem mais nova, do Mathis Magic eu ainda estou atrás. Ainda
sobre o Mathis Magic, “Night And Day”, “Love” que é de uma sensibilidade
espetacular, “My Body Keeps Changing My Mind” que é disco music puro, “She
Believes In Me” muito mas muito romântica, “That Old Black Magic” que eu já
tinha ouvido em jazz... Resumindo, esses dois discos são obrigatórios pra quem
gosta e aprecia música de qualidade.


Como eu já me conheço, quando o Baratta gosta de pelo menos dois discos
de um determinado artista ou banda, isso quer dizer que o Baratta vai gostar de
mais discos, ou seja, isso vira um problema. Isso tem acontecido nos últimos
anos com o Johnny Mathis, Carpenters, Sinatra, Baby Huey and Baby Siters,
Antonio Marcos... Provavelmente no you tube eu vi a versão do Johnny Mathis
para Killing Me Softly, gostei. Aí consegui um terceiro disco, emprestado da
minha tia que não devolvi até hoje é o My Love For You. Mais estilo anos 50 do
Mathis, mas depois descobri que a música que dá título ao disco foi um sucesso
no Brasil. Aí se o Baratta gostou de três discos, danou de vez. Alguns anos
atrás achei um arquivo de torrent com 78 discos do Johnny. 78 discos, porém
ainda veio faltando o Mathis Magic que incluí na pasta de mp3. Não, ainda não
ouvi tudo, mas falando com amigos na internet acabei descobrindo muitos outros
discos dele, as fases final dos anos 50, 60, 70... Afinal quem era Johnny
Mathis?
Johnny nasceu em 30 de Setembro
de 1935, mesmo ano em que nasceu Elvis Presley, no Texas. Johnny tem 81 anos
bem vividos sim senhor. E está na ativa até hoje, fazendo show direto e vem
disco novo aí agora em 2017. O primeiro disco dele foi gravado em 1956. Mesmo
ano em que o Elvis gravava pela primeira vez na RCA. Com a minha volta aos
sebos comprando discos, descobri mais e mais discos do Johnny. Discos que tem
naquele arquivo em torrent, mas que não tinha ouvido ainda. Pois, conhecer um
disco no vinil pra mim ainda é diferente de conhecer um disco por mp3. O vinil
você olha a capa, a contra capa, ouve música a música com paciência, pra mim
ainda é diferente sim. Conhecendo mais discos de Mathis acabei vendo que ele
tinha gravados muitas músicas conhecidíssimas em todo o mundo como “You´ve Got
A Friend”, “Close To You”, “Closer I Get To You”, “If”, “How Can You Mend A
Broken Heart”, “Mandy”, “My Sweet Lord”, “Raindrops Keep Fallin´On My Head”
entre tantas outras que fui ver qual era a discografia dele. Juro que não parei
pra contar, pois são muitos discos gravados de 1956 até os dias de hoje. Uma
média de dois a três discos por ano. Além da discografia original dele, ainda
há a discografia brasileira, em sua maior parte coletâneas. Mas confesso que
foi em uma dessas coletâneas que conheci “Evie”, não tem como não se apaixonar
por essa música. Também não sosseguei enquanto não consegui o compacto com essa
canção. Mais uma vez procurando no youtube tomei conhecimento do show Live By
Request. Um show para a TV onde Johnny recebe telefonemas dos fãs que perguntam
alguma coisa e pedem música. Ainda tem muito para falar de Johnny Mathis aqui
no blog, mas a gente vai falando aos poucos. Abaixo uma foto da minha humilde
coleção do Johnny, até a data da postagem (apesar de estar ainda faltando aí o compacto da Evie, conseguido recentemente).
