NO DISC, NO FILMS

O segmento deste blog não é discos e filmes para baixar, embora eu farei comentários sobre discos e filmes que eu gosto e outros que eu não gosto mas acabei assistindo e extraindo algo de legal. Minha opinião pode não interessar para ninguém, mas... pensando bem, tem tanta gente por aí opina e escreve... sou apenas mais um. Apenas um aviso, meus comentários as vezes são corrosivos. Dizem na minha família que eu já nasci rabugento.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Antonio Marcos




Das minhas descobertas mais recentes  (de uns dez anos pra cá) como andei postando aqui algumas vezes que depois de certa idade comecei a ouvir com mais atenção nomes como Johnny Mathis e Frank Sinatra, outro artista que comecei a ouvir com mais atenção foi Antonio Marcos Pensamento da Silva. Certa vez, tarde da noite, rádio em volume baixo em casa, eu na cozinha da casa da Mooca conversando com minha mãe, pela hora provavelmente em uma das minhas constantes idas à cozinha para um gole de café, ou jantando (já que meus horários são todos bagunçados) ouvi tocar no rádio a canção “Fim De Tarde” música de Mauro Motta e Robson Jorge, sucesso com Claudia Telles em 1976. Mas a que eu ouvi no rádio tinha uma voz masculina cantando, que para mim parecia muito com a voz e interpretação de Antonio Marcos. Não que eu tenha ouvido pela primeira vez a sua voz nesse dia, já conhecia “O Homem de Nazareth” que foi um dos cantos de uma missa na igreja que toco, conhecia também o arquivo em vídeo do show no bar “Inverno  Verão em 1991” show em que Jessé (outro nome de peso na nossa música) estava na plateia, além dos sucessos “Eu Nunca Mais Vou Deixar Você Tão Só”,  “Como Vai Você” de autoria sua e do seu irmão Mário Marcos, “Aventuras” de sua autoria e gravada por Roberto Carlos no disco de 1987 e “Resumo” de Eunice Barbosa, mãe de Antonio e Mário Marcos. Não me lembro com exatidão que ano foi que ouvi isso, mas foi na época dos downloads e acabei descobrindo que essa música estava em um compacto com a música “Todo Sujo de Baton” do Belchior, o compacto era de 1977 (foi difícil conseguir esse compacto). Antonio Marcos teve uma carreira brilhante de grande sucesso e muitos que o conheceram pessoalmente dizem que era um cara humilde e muito boa praça. Boa parte de sua obra está toda em vinil, nem tudo saiu em CD. Algumas coletâneas como Aplauso, Focus, Maxximum e em Foco foram lançadas, mas em 2015 o Selo Discobertas, em atenção aos 70 anos do cantor (ele nasceu em 08 de Novembro de 1945), produziu dois boxes de CDs: Antonio Marcos Vol. 1 (com os discos de 1967 até 1972) e o Antonio Marcos Vol. 2 (com os discos de 1973 até 1976). Pelo site http://edimilsonmendes.com/ososia2_JOVEM-GUARDA/JG06-AntonioMarcos_DiscosNacionais.htm#COMPACTOS a obra de Antonio Marcos é composta de 20 LPs, 07 deles coletâneas, isso fora os 05 LPs em espanhol, CDs e compactos simples e duplos. Na internet existe um blog o http://antoniomarcospensamento.blogspot.com/. O blog é muito rico em postagens que duraram de 2009 até 2015. Hoje a página https://www.facebook.com/antoniomarcosoffice/ mantém viva a memória de um dos maiores ídolos, compositores, cantores, atores de todos os tempos. Há um site sobre Eunice Barbosa, mãe de Antonio Marcos no endereço https://www.eunicebarbosacompositora.com.br/. No you tube muitos vídeos dele cantando na TV, entrevistas e discos inteiros. Antonio Marcos faleceu em 05 de Abril de 1992 e sua obra jamais poderá ser esquecida.







sábado, 13 de abril de 2019

Por onde andam teus seguidores?



Estar fora das redes sociais é uma benção. Quando estou fora das redes sociais consigo mais tempo para ouvir um disco, experimentar mais opções de timbres com pedais e tocar um pouco de guitarra em casa, pra mim mesmo, de fone de ouvido, escrever pro blog e dar uma vasculhada nas barras laterais. Na barra lateral alguns blogs tem postagens populares, arquivo do blog, quem sou eu (que clicando aparece uma lista dos blogs que sigo), minha lista de blogs que eu sempre acesso e recomendo e seguidores. É fato que na lista de blogs que sigo, acessando meu perfil blogger, fui dar uma espiada e tem muito blog que eu já não sigo mais e me bate o pensamento “Nossa...  eu seguia isso uns seis anos atrás ou mais!!!”, hoje fiz uma “limpa” nos blogs que eu não sigo mais. Porém de um tempo pra cá descobri mais alguns blogs que incluí nessa lista dos blogs que sigo. Entraram para a lista o San Jose 72, La Playa Music, e o Luigi´s 50´s & 60´s Vinyl Corner. Assim também percebi que muitos blogs não existem mais, esses então não é possível deixar de seguir, pois o endereço está lá, mas ao acessar o aviso “O blog foi removido”...  Na categoria “seguidores” estão todas as pessoas que pararam pra ler teu blog um dia, se interessou em ler um ou mais textos seus, ou de fato seguiu seu blog. Aí eu me pergunto: Hoje em dia com essa baixa de acessos em blogs, quase transformando a plataforma blog em uma mídia morta, por onde anda os seguidores dos blogs?  Antigamente o pessoal acessava, comentava, recomentava... de muito tempo pra cá muitos nem acessam, clicaram em seguir e nunca mais voltaram ao blog. Preciso admitir que faço parte dessa estatística, embora sempre estou acessando um ou outro blog. Mas entendo que o pessoal anda muito ocupado vendo o “feed de notícias” e selfies, prato de macarrão, passeio, viagens, unhas, fake news, jornalismo investigativo voluntário (todo mundo se acha repórter e dono da razão), afinal as redes sociais são “janelas para o mundo” onde o internauta consegue lá seus quinze minutos de fama ao usar a rede social como uma válvula de escape do dia a dia. Mas na última noite ao vasculhar esse blog aqui pensei: Por onde anda os seguidores desse blog? Um ou outro é contato do whats app hoje em dia e nos falamos frequentemente, outros não usam whats e tantos outros se perderam no tempo e espaço. Eu sempre tive o costume de ver o perfil de um por um dos seguidores desse blog. Em praticamente todos não há uma forma de contato mas há a lista de blogs que o seguidor clicou e acabo acessando e descobrindo muitos e muitos outros blogs. Sim, os blogs e os seguidores estão por aí, basta acessar. Dos três blogs que montei apenas mantive esse e o blog sobre Elvis Presley, o Súditos RC (blog que era só sobre Roberto Carlos) encerrou seus trabalhos na última semana por motivos que não cabem comentar aqui nesse momento.

Há sim muitos e muitos blogs para serem descobertos, para serem seguidos e colocados nos “favoritos”. Não me sai da cabeça por exemplo fazer um blog erótico, não com fotos e tal, mas com textos.  Quem sabe um dia???

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Paul McCartney - Freshen Up Tour no Brasil (Março 2019)



Paul McCartney tocou em terras brasileiras pela nona vez, se eu contei corretamente. Tocou nos dias 26 e 27 de março em São Paulo e dia 30 de março em Curitiba. A tour de agora é a Freshen Up, tour do disco Egypt Station lançado no último dia 07 de setembro de 2018. Fui apenas no segundo dia em São Paulo e encontrei os amigos Robert Moura (leitor, sócio do Blog Do Baratta), dono do blog Rock N´Geral e amigão desde os tempos de Orkut. Aliás o Robert é atualmente colaborador do Portal Rock Press e escreveu um Dossiê sobre o Paul McCartney pro portal de oito capítulos!!! O dossiê pode ser acessado no link http://www.portalrockpress.com.br/dossies Isso, parafraseando a Figure Of Eight: A figura escreveu oito capítulos!!! Estava também junto com o Robert o amigo André e dentro do estádio estava procurando um lugar pra ficar e andando  entre as pessoas que estavam sentadas esperando o show começar, tentei desviar de um cara e acabei chutando a bunda dele (sem querer) coloquei a mão no ombro dele e pedi desculpa, quando o cara olha pra cima era o meu amigo da igreja Wanderson o (Nandé) e relembramos que há 20 anos atrás estivemos no show do KISS da Psycho Circus Tour no autódromo de Interlagos em São Paulo. Não, não marcamos de ir ao Show do Paul, mas foi uma excelente surpresa nos encontrarmos ali. Paul McCartney com seus 76 anos manda bem e muito bem, tá o mesmo moleque que eu vi em 2010 no Morumbi, em 2014 no estádio do Palmeiras, no VHS do Rock Show, no DVD do show no Canadá, sim, o homem continua o mesmo. Começa no baixo, daqui a pouco pega a guitarra, violão, baixo, bandolin, ukelele, vai pro piano, volta pro baixo, pega o violão, volta pro piano, corre de um lado pra outro do palco e assim são três horas de show.  Mesmo que a pessoa não conheça tão a fundo o trabalho de James Paul McCartney (como é o caso de um moooonte de gente ali), é impossível não curtir o show e a performance de um meninão de 76 anos, uma lenda viva do rock n roll. Antes que os Stoneszeiros comecem com: Ah e o Mick Jagger???  Aqui estamos falando de Paul McCartney e o assunto não é Stones, belê?  Sim, ele faz um show de três horas, se preocupa em falar o idioma do país que ele está, sim, ele se preocupa em manter um contato direto falando as gírias do país que ele está como foi o caso de (Tamô Junto, Da Hora, Beleza), sim ele se preocupa em colocar Junior´s Farm e In Spite Of All The Danger no repertório, sim, dia 27 de março foi aniversário do Paul Wix Wickens que está desde 1989 tocando com Paul, portanto há 30 (eu disse trinta anos) tocando com Paul!!!  Sendo assim, estávamos sim em uma festa. Quando se trata da festa que é o show do Paul, a festa já começa a tarde do lado de fora do estádio. Quando ele chega de carro e acena para os fãs é um momento indescritível. Uma novidade da turnê é o naipe de metais em algumas músicas. Quem assistiu o RockShow, ou o Wings Over Australia lembra bem que tinha um quarteto de metais. O trio Hot City Horns é formado por Mike Davis, Paul Burton e Kenji Fenton. O trio estreou com Paul McCartney no show especial de Paul na Grand Central Station em Nova York em 7 de Setembro de 2018 no lançamento do mais recente álbum do Paul, Egypt Station. Davis e Burton se graduaram no LIPA (Liverpool Institute of Performing Arts), escola fundada por Paul. Kenji completa o trio. Ao entrar no estádio o primeiro (souvenir) entregue foi o folheto explicativo sobre a campanha Segunda Sem Carne. Campanha presente em 40 países (como no Reino Unido encabeçada por Paul). Em 2009 foi lançada no Brasil pela (SVB) Sociedade Vegetariana Brasileira. A campanha propõe que se tire pelo menos um dia por semana a carne do seu prato. Pelas pessoas, pelos animais, pelo planeta. Saiba mais em www.svb.org.br.




Amigo Robert na sala da Imprensa. 


Eu, Robert e André, no boteco em frente ao estádio. 



Amizade de 30 anos, Nandé. Encontrei no estádio depois que chutei sua bunda. 








Uma semana antes já começo a minha fase de preparação pro show ouvindo um CD que baixei da Up And Coming Tour de um show no México (pra entrar no clima do show), assisto os clipes e making of de alguns discos. Toda vez me espanto quando me deparo com a extensão da obra de Sir James Paul McCartney. Para cada disco da sua carreira solo, existe um “Alternate” com sobras de estúdio e músicas com mixagem diferente. Muitos álbuns tem um making of em vídeo. Para Rockestra, por exemplo, existe um vídeo de mais de 40 minutos. Recomendo ir atrás desse assim também como o Put It There, making of do Flowers In The Dirt e o The World Tonight sobre o Flaming Pie. Isso sem contar os clipes. Por volta de uma semana antes resolvi rever os DVDs de clipes do Paul. Coloquei o primeiro DVD (são seis) por volta da meia noite e às quatro da manhã ainda estavam começando os clipes dos anos 80. A obra do Paul não se resume apenas em áudio. Em vídeo ele produziu muita coisa também. Claro que, se a gente falar de áudio então é praticamente impossível ouvir tudo em uma semana apenas. Isso os discos oficiais. Estou falando apenas dos LPs, porque se a gente for falar dos singles, compactos, mesmo os que foram extraídos dos LPs, sempre tem uma ou outra música que não estará em LP nenhum, viriam a ficar conhecidas apenas na era do CD ou do mp3 até os dias de hoje. Os LPs, todos em CD pra vc correr atrás são esses.


  1. The Family Way (1967)
  2. McCartney (1970)
  3. RAM (1971)
  4.  Wild Life (1971)
  5. Red Rose Speedway (1973)
  6. Band On The Run (1973)
  7. Venus And Mars (1975)
  8. Wings At Speed Of Sound (1976)
  9. Wings Over America (1976)
  10. Thrillington (1977)
  11. London Town (1978)
  12. Wings Greatest (1978)
  13. Back To The Egg (1979)
  14. McCartney (1980)
  15. Tug Of War (1982)
  16. Pipes Of Peace (1983)
  17. Give My Regards To Broad Street (1984)
  18. Press To Play  (1986)
  19. All The Best (1987)
  20. CHOBA B CCCP (1988)
  21. Flowers In The Dirt (1989)
  22. Tripping The Live Fantastic (1990)
  23. Tripping The Live Fantastic – Highlights! (1990)
  24. Unplugged (The Official Bootleg) (1991)
  25. Liverpool Oratorio (1991)
  26. Paul Is Live! (1993)
  27. Off The Ground (1993)
  28. Strawberries, Oceans, Ships, Forest (1993)
  29. A Leaf (1995)
  30. Standing Stone (1997)
  31. Flaming Pie (1997)
  32. Ruches (1998)
  33. Working Classical (1999)
  34. Run Devil Run (1999)
  35. Liverpool Sound Collage (2000)
  36. Wingspan: Hits and History (2001)
  37. Driving Rain (2001)
  38. Back In The Us (2002)
  39. Back In The World (2003)
  40. Twin Freaks (2005)
  41. Chaos And Creation In The Backyard (2005)
  42. Ecce Cor Meum (2006)
  43. Amoeba´s Secret (2007)
  44. Memory Almost Full (2007)
  45. Eletric Arguments (2008)
  46. Good Evening New York (2009)
  47. Paul McCartney Live In Los Angeles (2010)
  48. Ocean´s Kingdom (2011)
  49. Kisses On The Bottom (2012)
  50. New (2013)
  51. Egypt Station (2018)
Algumas coleções bem interessantes são:
Momac Hidden Tracks – 30 cds, praticamente quase tudo o que Paul fez desde o final dos Beatles.
Soundchecks – As passagens de som antes dos shows. Hoje em dia as passagens de som pode ser assistidas pelos fãs que tem um pouco mais de dinheiro para comprar o ingresso que dá direito a assistir a passagem de som, filar uma boia vegetariana, ganhar uma revista programa da turnê e por fim o show.
Ainda nos tempos do Orkut, enquanto oficialmente saía a coletânea Wingspan, na internet saia uma Wingspan com OITO CDs.

Lembro-me da primeira vez que ele veio e fez show apenas no Rio de Janeiro no estádio do Maracanã em 1990. Eu vi pela TV, mas deve ter sido um compacto dos melhores momentos e olhe lá. Depois veio 1993 e dessa vez o show veio pra São Paulo, mas ainda não fui nesse. Embora eu já fosse muito fã dos Beatles e em 1993 já tivesse um ou outro disco da carreira solo, já tivesse ouvido o Unplugged numa fita cassete de um amigo, já tivesse o Flowers In The Dirt  em vinil, não sei o que aconteceu que eu não fui no show de 1993. Bate um arrependimento enorme por isso hoje. Mas também não me lembro de ter visto um show solo dele, a não ser o de 1990 que foi transmitido pela TV. Algum tempo depois que fui ter a chance de ter o RockShow em VHS. 17 anos depois da segunda vinda, Paul retornaria com a Up And Coming Tour. Para esse show eu até mandei fazer uma camiseta com a foto da tour.  Mas dessa vez já sabia como eram os shows do Paul. Da década de 1990 pra frente tive mais conhecimento sobre a obra e o que era Paul McCartney ao vivo. Antes do show do Morumbi, eu já tinha baixado um CD da Up And Coming Tour em um show no México. No estádio do Morumbi ouvir a Venus And Mars/Rock Show/Jet me fez chorar igual criança, vou lembrar desse momento pro resto da vida. Quem acompanha os shows do Paul tipo o Rock Show, o Wings Over Australia, os shows da década de 90 da (New World Tour) e os shows da tour Driving World Tour (2002) pra cá, conclui que Paul continua o mesmo, com sua vitalidade no palco e a interação artista e público. Paul já está com a banda atual há 17 anos, desde 2002 que conta com: Paul Wickens: teclados, guitarra, violão, bongos, percussão, harmônica e backing vocals, Rusty Anderson: Guitarra, violão e backing vocals, Brian Ray: guitarra, violão, baixo e backing vocals, Abe. Laboriel Jr.: bateria, backing vocals e percussão e Paul McCartney: vocais, baixo, guitarra, violão, ukelele e piano. Shows de três horas, shows super lotados, uma perfeita festa que faz muito beatlemaníaco sair chorando de alegria.

Fotos do show infelizmente não tenho, pois fiquei longe do palco. Mas trago aqui as fotos do encontro com os amigos, duas fotos do telão do meu amigo Nandé e um ou outro vídeo que eu achei no you tube de alguma boa alma que tenha postado. Postarei também o vídeo da entrevista para a 89 FM. 






terça-feira, 19 de março de 2019

The Mamas And The Papas - Você precisa assistir esses vídeos!!!



A primeira vez que ouvi o The Mamas And The Papas foi no filme do Monterey Pop Festival com California Dreamin´. O primeiro disco que ouvi foi o segundo disco que leva apenas o nome do grupo. As músicas que mais me chamaram atenção nesse disco foram a “Dancing In The Street” pois já conhecia a versão do David Bowie com o Mick Jagger, “Words Of Love” que ao ler o nome meio por alto na contra capa associei com a do Buddy Holly gravada pelos Beatles no “For Sale”, mas não, ela é de autoria de John Phillips o principal compositor do The Mamas And Papas e ao ouvir a “Words Of Love” eis que surge Mama “Cass” Elliot com seu vozeirão poderoso.  “Dancing Bear” traz Denny Doherty nos vocais principais. “I Saw Her Again” é creditada a John Phillips e Denny Doherty e só muito tempo depois vim a saber do que se tratava. Mas não vou me prolongar muito sobre isso, assista no vídeo, com as palavras do próprio John. Esse disco ainda traz várias pérolas como “I Can´t Wait”, “My Heart Stood Still”, “That Kind Of Girl” entre outras. A importância  do The Mamas And The Papas para a música em geral é enorme. Hoje vivemos a era das plataformas digitais, do streaming, mas uma era antes (a era do mp3) dos downloads, eu tive a oportunidade de conhecer a discografia meteórica da banda. Melhor que ler um texto enorme é poder assistir a um documentário que tomei conhecimento na época através de um blog que já não existe mais. O documentário está no You Tube e legendado em português. O vídeo está no início da postagem. O vídeo a seguir é da super banda no Monterey Pop Festival. 



quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

50 anos do Rooftop Concert











O dia 30 de Janeiro de 1969 ficou marcado como o dia do último show dos Beatles. No projeto, que viria a se chamar "Get Back" a ideia era mostrar os Beatles compondo, ensaiando, infelizmente foi para as telas os Beatles lavando a roupa suja, gravando e finalizando com um show em algum lugar. Paul talvez fosse o que mais estava animado em encarar o público novamente com os Beatles, enquanto John, e George não estavam lá muito animados com a ideia de se apresentar novamente. Além do Paul, apenas Ringo confessa que "gostaria de tocar no telhado". Infelizmente, o vídeo que tinha do show inteiro no you tube foi retirado, apenas constando as músicas divididas. 
O set list do show foi 

Get Back (5 versões)
I Want You (She´s So Heavy)
Don´t Let Me Down
I´ve Got A Felling
One After 909
Danny Boy
Dig A Pony (2 versões)
God Save The Queen
A Pretty Girl Is Like A Medody

Quem passava pela rua pode ouvir o último show dos Beatles. Quem subiu nos telhados vizinhos pode ver o último show dos Beatles. Quem não estava lá pode apenas ver através do filme que viria a se chamar "Let It Be" que até hoje, nós fãs dos Beatles esperamos um remaster desse filme. No Anthology Paul e Ringo conta que o que estragou foi que alguém chamou a polícia. Ringo queria ser arrastado pelos policiais e Paul diz que seria um belo final pro filme: Os Beatles presos por incomodar por barulho. 

Felizmente como nem tudo está perdido, o único link encontrado foi do Dailymotion. Aumenta que é Beatles. 

https://www.dailymotion.com/video/x59304b

sábado, 19 de janeiro de 2019

50 anos do Abbey Road



Abbey Road
Gravado entre 22 de Fevereiro até 20 de Agosto de 1969.
Abbey Road Studios e Trident Studios. Alguns relatos no livro “O Diário dos                                Beatles de Barry Miles” mencionam algumas sessões de gravação no Olympic                         Sound Studios, também em Londres.
Lançamento: 26 de Setembro de 1969.
                     

No final do ano passado eu me antecipei em falar do Let It Be (porque estava inspirado em falar dele) sendo que a data mais apropriada para a postagem era a segunda quinzena desse mês, comemorando sim os 50 anos da gravação do Let It Be. Embora tenha sido lançado apenas em 1970, foi em janeiro de 1969 que eles entraram em estúdio pra gravar. Mas a postagem sobre o Let It Be, você pode acompanhar um pouco mais abaixo ou clicar nesse link http://blogdobaratta.blogspot.com/2018/11/o-interminavel-let-it-be-dos-beatles.html

Antecipando-me novamente, daqui a pouco alguns veículos começarão a postar algo sobre os 50 anos do disco Abbey Road. Que foi gravado entre Fevereiro e Agosto de 1969. Só na data já percebemos uma certa urgência por parte dos Beatles em fazer um disco melhor. As gravações do Let It Be foram de 02 de Janeiro até 15 de Janeiro no Twickenham Studios e de 22 de Janeiro até 31 de Janeiro no estúdio da Apple.

1969 foi um ano bem movimentado para os quatro Beatles. Além da gravação do Let It Be, compromissos, casamento de Paul e Linda, casamento do Lennon com Yoko, Bed-In com Lennon e Yoko na cama pela paz, George Harrison tirou as amígdalas, Ringo filmando “Um Beatle No Paraíso”, intermináveis notícias sobre a venda da Nothern Songs, Allen Klein entrando na vida dos Beatles com a sutileza de uma briga de javalis em uma loja de cristais, participações dos Beatles em separado em discos de outros artistas,Lennon e McCartney colaboram como no início e sozinhos, sem as participações de Harrison e Starr vão até Abbey Road e gravam “The Ballad Of John & Yoko”,  Lennon e Yoko sofrem um grave acidente, mesa da EMI que agora era uma mesa de oito canais e agora era no transistor em vez de válvulas, mas “in the end... “ os fãs dos Beatles foram presenteados com esse disco que é uma obra prima e um dos discos mais completo, daqueles que você ouve faixa a faixa e não pula uma.

Muitos falam que nesse disco que George Harrison se afirma como compositor em “Something” e “Here Comes The Sun”. Que no Abbey Road, George viria com duas músicas que estavam pau a pau com Lennon e McCartney. Eu fico puto com isso, pois é uma baita injustiça com George que tanto contribuiu e abrilhantou o som dos Beatles desde os tempos de Hamburgo. Para quem toca guitarra ou violão eu sugiro que tente tocar igual George Harrison, ou tente pensar como ele musicalmente falando, indo além (aí eu falaria especialmente aos compositores), “você seria capaz de compor uma Don´t Bother Me?” com todas suas passagens e arranjos? George é muito subestimado e eu particularmente acho isso uma grande injustiça. “Something” é uma das canções mais regravadas de todos os tempos, uma das mais belas linhas melódicas de todos os tempos com George fechando não apenas a discografia dos Beatles, mas uma era, pois eu fico pensando o que as outras bandas e artistas contemporâneos pensavam em gravar depois de ouvir Abbey Road.

Para fazer esse texto sobre esse disco que eu tanto adoro, recorri a um livro que li, embora não tenha gostado em muitos momentos, do Geoff Emerick “Here, There And Everywhere – Minha Vida Gravando Os Beatles” pois em muitos momentos ele desce a lenha no George sem dó. Mas ele traz a conhecimento muitas informações interessantes na parte de engenharia de som, gravação, edição, mixagem, corte, mesa de som, etc. Uma parte que me chamou atenção foi a do Making of do Abbey Road. Em especial ao clima entre os Beatles pelo menos no início das gravações. Volto a lembrar de que em 1969 os Beatles tinham gravado o Let it Be, que a coisa chegou em um ponto em que brigavam demais e isso (fatidicamente acabou indo para as telas de cinema um ano depois), George saiu do grupo, mas felizmente retornou e terminaram o projeto que ficou engavetado até o ano seguinte. Segundo Geoff Emerick em seu livro:
“Mas em contraste com o caos que foi o Álbum Branco, a atmosfera durante a criação do álbum Abbey Road foi bastante amena. Todos pareciam estar pisando em ovos, tentando não ofender ninguém. Durante a maior parte do tempo, Paul estava menos intrometido e John menos cáustico. Yoko ainda estava lá todos os dias, mas a essa altura os Beatles estavam tão acostumados com sua presença que era como se ela fosse uma peça da mobília... na maior parte do tempo, Ringo era Ringo, apesar de parecer ter um pouco mais de atitude de “eu sou uma estrela”. Talvez a maior mudança estivesse em George Harrison, que se encontrava mais seguro e autoconfiante do que nunca. “ trecho transcrito do livro “Here, There And Everywhere – Minha Vida Gravando Os Beatles” de Geoff Emerick e Howard Massey pela editora Novo Século edição 2013.

O disco abre com “Come Together” que é um rock pesado de John. Uma forte presença de guitarras, baixo e bateria, tudo minuciosamente equalizado. Para quem ouviu milhões de vezes todos os discos dos Beatles, ao ouvir o Abbey Road pela primeira vez, constata que o som ali está diferente. Não só pela mudança da mesa valvulada de quatro canais para a transistorizada de oito canais. Apesar que consta no livro de Geoff Emerick que George Harrison sentiiu “menos corpo” no som de sua guitarra, e Ringo também sentiu diferença na equalização da bateria. O som do baixo tá com um puta som poderoso. Pela página “The Beatles Recording” (de uma rede social aí) as fotos das sessões de gravação de Abbey Road revelam um Paul McCartney usando o baixo Rickenbacker. Após a pedrada de “Come Together”, surge “Something”. A música dos Beatles mais regravada, depois de Yesterday. Elvis cantou no Aloha From Hawaii, Frank Sinatra sempre considerou a melhor canção da dupla Lennon e McCartney. Se tiver tempo, procure no you tube um take só com a orquestra.







Certa vez ouvi que o Abbey tinha sido elaborado em um lado para agradar o John e outro para agradar a Paul. Se foi assim, Lennon se deu mal, pois, no lado mais (John) do disco foi incluída a “Maxwell´s Silver Hammer” que John a chamava de “mais uma música da vovó” composta por Paul. Este queria que seu baixo soasse como uma tuba. Mal Evans que se lascou coitado pra levar a bigorna pra dentro do estúdio. Octopus´s Garden, meio na linha de “Yellow Submarine”, mas é de autoria de Ringo. A segunda, depois de “Don´t Pass Me By” do Álbum Branco. No filme Let It Be é possível ver Ringo no piano e George Harrison com o violão revendo os acordes de “Octopus´s Garden”. “I Want You (She´s So Heavy)” foi a primeira a ser gravada ainda no Trident Studios por volta de fevereiro. Mas foi terminada meses depois no Abbey Road. Há quem diga que é um rock progressivo, pela mudança de ritmo e construção da música no geral. A letra é simples? Há quem diga também. Mas não podemos nos esquecer que Lennon é direto. O crescente da música no final faz você viajar para outra dimensão.














Lado 2 abre com a “Here Comes The Sun”. Eric Clapton diz que George simplesmente pegou o violão em seu jardim e começou a cantar os primeiros versos. Eric Clapton viu com os próprios olhos essa canção tomando vida. Falou isso com muita emoção inclusive. Aí entra “Because”. Certa noite Yoko tocava “Sonata Ao Luar” de Beethoven e John pediu para Yoko tocá-la ao contrário. Li em algum lugar que George Martin dobrou as vozes de John, Paul e George completando assim uma harmonia em nove partes. Ouvir “Because” eu considero como um revival dos primeiros discos dos Beatles, em que eles exploravam mais as harmonias vocais entre eles. “You Never Give Me Your Money” é um reflexo do que eles vinham passando por causa de dinheiro, a disputa (Klein/Eastman) para decidir quem iria ser o empresário dos Beatles apesar que naquela altura do campeonato todos os Beatles estavam meio fartos de serem os Beatles, “Sun King” nasceu depois de John Lennon ler a biografia do Rei-Sol (Sun King) Luis XIV da França que reinou de 1643 até 1715. Para muitos o medley começa a partir de “Mean Mr. Mustard”, para mim começa em “Sun King”, mas até aí, cada pessoa tem um jeito de “entender” o Abbey Road. “Mean Mr. Mustard”, “Polithene Pam”, “She Came In Through The Bathroom Window”, “Golden Slumbers”, “Carry That Weight” e “The End” são fragmentos de canções que juntas formam o medley mais importante da história da música mundial de todos os tempos. Impossível ouvi-las em separado. No vinil elas estão ligadas entre si. Quem baixou o mp3, constata que no medley tem um intervalo entre uma música e outra, apenas quem tem o CD original ou cópia do original consegue ouvir as músicas sem intervalo. O mesmo acontece no ”Sgt. Pepper´s” da “Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band” para a “With A Little Help From My Friends”.

A lendária capa
Abbey Road é o nome da rua onde fica o estúdio onde eles gravaram desde 1962. Fica em Londres, Inglaterra. Certa vez vi uma reportagem de algum telejornal em que a cultura por lá é que se algum pedestre colocar o pé pra fora da calçada (onde obviamente exista uma faixa de pedestres) o carro para e a pessoa atravessa. Claaaaaro que é igual no Brasil, aham. Mas enfim. A capa já te dá uma lição que para atravessar a rua, que seja feito na faixa de pedestres. O nome mais cotado para o disco era Everest, por causa da marca de cigarro que o engenheiro Geoff  Emerick fumava. A ideia ficou na cabeça deles e Paul ficou todo animado para viajar para o Everest, mas como o prazo para entregar o disco já estava muito em cima que decidiram atravessar a rua e chamar o disco de Abbey Road. Nada relacionado ao amor da banda pelo estúdio, segundo informações de funcionários por muitos anos. Geoff Emerick alega em seu livro que eles odiavam o lugar.
A capa é cheia de referências à tal morte de Paul McCartney em 1966. Segundo os “especialistas” em provas da morte de Paul, os Beatles na capa do Abbey Road estão vestidos como se fossem participantes de um enterro. Paul está com o cigarro na mão direita, sendo que ele é canhoto e está descalço (motivo porque no dia estava muito calor) e os especialistas associaram isso ao costume de enterrar os mortos descalços. Mas outras fotos da sessão de fotos da capa Paul está de sandálias. A placa do fusca é LMW (Linda McCartney Widow ou Linda McCartney viúva) embaixo o número 28 IF, 28 seria a idade de Paul se/IF estivesse vivo.
A menos que você não goste de Beatles, não tem como não gostar desse disco. O impacto é mais violento no vinil, não importa qual toca discos você tenha, conhecer (se que existe alguém que não conhece esse disco) Abbey Road no vinil é uma experiência única. O CD não empolga do mesmo jeito, a começar pela capa.
























Com as bênçãos da tecnologia de hoje em dia, é possível imaginar como teriam sido as gravações desse disco. O game Rock Band dos Beatles tem o álbum Abbey Road, com clipes que te levam para o estúdio, é possível ver a escada pra sala técnica no canto esquerdo, tudo igual. Mas, hoje sabemos que não foi bem assim, principalmente na época em que eles já não eram tão chegados assim uns dos outros. Uma estrofe no livro do Geoff sobre o medley na página 374 está escrito: “Apesar de todo o tumulto, aquelas eram faixas divertidas de se gravar, e no conjunto ficou excelente. Sentado na sala de controle o Studio Two, comentei com George Martn que o som parecia dos velhos Beatles, com os quatro tocando juntos como a banda de 1963. “Você está certo”, disse George sarcasticamente. “Não dá nem para perceber que um não suporta o outro”.
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